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sexta-feira, 20 de junho de 2014

CRISTO O LEGISLADOR



CRISTO O LEGISLADOR






 

 

     “Porque o Senhor é o nosso Juíz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor é o nosso Rei; Ele nos Salvará.” (Is. 33:22).

Agora temos que considerar Cristo num outro aspecto, se bem que não seja mais um.

É o que resulta naturalmente da Sua posição como Criador, porque Aquele que criou deve certamente ter autoridade para guiar e controlar. Lemos em João as palavras de Cristo, que:

“O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; para que todos honrem o Filho, como honram o Pai.” (João 5:22-23) Tal como Cristo é a manifestação do pai na Criação, assim é Ele a manifestação do Pai em dar e executar a lei. Alguns textos da Escritura serão suficientes para provar isto.

    Em Números temos um relato parcial de um incidente que teve lugar enquanto os filhos de Israel estavam no deserto. Leiamo-lo:

“Então partiram do monte de Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a rodear a terra de Edom; porém a alma do povo angustiou-se muito por causa do caminho. E o povo falou contra Deus, e contra Moisés. porque nos fizeste subir da terra do Egipto para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil. Então o Senhor mandou entre o povo serpentes ardentes, que morderam o povo; e morreu muito povo de Israel.” (Números 21: 4-6) (Trad. K.J.)

O povo falou contra Deus e contra Moisés, dizendo; porque nos fizeste subir a este deserto? Eles não confiaram no seu Guia. Por causa disto é que eles foram destruídos pelas serpentes. Seguidamente lemos as palavras do apóstolo Paulo acerca do mesmo acontecimento:

E não tentemos a Cristo, como alguns deles também tentaram, e pereceram pelas serpentes.” (1Cor.10:9).

O que é que isto prova? Que o Guia contra quem eles murmuraram era Cristo. Isto é a seguir demonstrado pelo facto que quando Moisés lançou o seu destino com Israel, recusando ser chamado filho da filha do Faraó, considerou a vergonha de Cristo mais preciosa do que os tesouros do Egipto.  

“Tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egipto; porque tinha em vista a recompensa.” (Heb. 11:26).

 Lede também Coríntios onde Paulo diz que os pais “beberam todos duma mesma bebida espiritual; porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo”. (1Cor.10:4).  

Portanto, nesse tempo, Cristo era o Guia de Israel desde o Egipto.

O terceiro capítulo de Hebreus explica este mesmo facto. Aqui está escrito para considerar o Apóstolo e Sumo-sacerdote da nossa profissão, Cristo Jesus, que foi fiel em toda a Sua casa, não como um servo, mas como um Filho sobre a Sua própria casa.

3:1  Pelo que, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,

  3:2  como ele foi fiel ao que o constituiu, assim como também o foi Moisés em toda a casa de Deus.

  3:3  Pois ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.

  3:4  Porque toda casa é edificada por alguém, mas quem edificou todas as coisas é Deus.

  3:5  Moisés, na verdade, foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;

 3:6  mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança. “ (Hebreus 3: 1-6).

 Em seguida diz-nos que somos a Sua casa se tão somente conservamos firme a confiança até ao fim. Portanto, somos exortados pelo Espírito Santo a ouvir a Sua voz e a não endurecer os corações, como fizeram os pais no deserto.

Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim. Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a Sua (de Cristo) voz, não endureçais os vossos corações, como na provação. Porque, havendo a alguns ouvido, O provocaram; mas não todos os que saíram do Egipto por meio de Moisés. Mas com quem se indignou Ele (Cristo) durante 40 anos? Não por ventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?” (Hebreus 3:14-17).

Outra vez é Cristo colocado aqui como Guia e Comandante de Israel durante os 40 anos de jornada no deserto.

A mesma coisa é mostrada em Josué, onde está escrito que o homem que Josué viu perto de Jericó, tendo uma espada nas suas mãos, em resposta à pergunta de Josué,

 “És tu dos nossos ou dos nossos inimigos?” Disse “Não; mas venho agora como Capitão do exército do Senhor.” Na verdade, ninguém se encontrará que ponha em dúvida que Cristo era o Guia de Israel, ainda que invisível. Moisés o guia visível de Israel “ficou firme como vendo o invisível.” (Josué 5:13-15)

Foi Cristo que comissionou Moisés para ir e libertar o Seu povo.

Seguidamente lemos:  “Então falou Deus todas estas coisas, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei na terra do Egipto, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de Mim.” (Ex. 20: 1-3)

Quem disse estas palavras? Aquele que os trouxe do Egipto. E quem foi o Guia de Israel desde o Egipto? Foi Cristo. Então quem proclamou a lei no monte Sinai? Foi Cristo, o brilho da glória do Pai, e a expressa imagem da Sua pessoa. O qual é a manifestação de Deus para o homem. Foi o Criador de todas as coisas, e Aquele a quem foi dado todo o julgamento.

Este assunto pode ser provado de outra maneira.

Quando o Senhor vier será com alarido:

(Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.) (1Tess. 4:16)

Que penetra as sepulturas e ressuscita os mortos lemos em Jeremias:

 (5:28  Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: 

5:29  os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.)  (João 5:28,29).

 “O Senhor desde o alto bramirá, e fará ouvir a Sua voz desde a morada da Sua santidade; terrivelmente bramirá contra a Sua habitação; com um grito de alegria, como aqueles que pisam as uvas, contra todos os habitantes da terra. Chegará o estrondo até à extremidade da terra; porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo com toda a carne; os ímpios entregará a espada, diz o Senhor.” (Jer. 25:30,31).

 Comparando isto em Apocalipse:

(19:11  E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça.

   19:12  Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo. 

19:13  Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus. 

19:14  Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. 

19:15  Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. 

19:16  No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores. 

19:17  E vi um anjo em pé no sol; e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, ajuntai-vos para a grande ceia de Deus, 

19:18  para comerdes carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e dos que neles montavam, sim, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes. 

19:19  E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército. 

19:20  E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. 

19:21  E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles.) (Apoc. 19:11-21).

Onde Cristo é o Comandante dos exércitos dos Céus, a Palavra de Deus, Rei dos reis, e o Senhor dos senhores, o que pisará o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso, destruindo todos os ímpios, verificamos que é Cristo que brama da Sua habitação contra os habitantes da terra, quando tem a Sua contenda com as nações. Joel junta outro ponto, em que ele diz:

O Senhor bramará de Sião, e dará a Sua voz de Jerusalém, e os Céus e a terra tremerão”, (Joel 3:16).

Deste texto, aos quais outros se podiam juntar, aprendemos que em ligação com a vinda do Senhor para libertar o Seu povo, Ele fala com uma voz que sacudirá a terra e os céus:

“De todo vacilará a terra como o ébrio, e será movida e removida como a choça de noite” (Is. 24:20).

“No qual os céus passarão com grande estrondo” (Pe.11 3:10).

Em seguida vamos ler em Hebreus 12:

“ Vede que não rejeiteis ao que fala; se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que falou dos céus; a voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu”. (Heb. 12:25, 26) Versão K.J.

A altura em que a voz falando na terra a fez tremer, foi quando a lei era proferida no Sinai:

 “19:18  Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia fortemente. 

19:19  E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz. 

19:20  E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai, sobre o cume do monte, chamou a Moisés ao cume do monte; e Moisés subiu.” Ex. 19:18-20;

“12:18  Pois não tendes chegado ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, 

12:19  e ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram rogaram que não se lhes falasse mais; 

12:20  porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o monte, será apedrejado.”Heb. 12:18-20)

 Um acontecimento que de assombroso nunca tinha tido paralelo, e nunca terá até que o Senhor venha com todos os anjos do Céu, para salvar o Seu povo. Porém notai: A mesma voz que nessa altura estremeceu a terra, no tempo vindouro, estremecerá não só a terra, como também o céu; e vimos que é a voz de Cristo que soará com tal intensidade que os céus e a terra tremerão quando Ele tiver a Sua contenda com as nações. Portanto está demonstrado que foi a voz de Cristo que se ouviu no Sinai, proclamando os dez mandamentos. Isto não é mais do que naturalmente teríamos concluído daquilo que aprendemos acerca de Cristo como Criador, e Autor do Sábado.

Na realidade, o facto que Cristo é uma parte da Divindade, possuindo todos os atributos da Divindade em todos os aspectos, como Criador e Legislador, é a única força que há na expiação. É somente isto que torna possível a Redenção.

 Cristo morreu: para que pudesse levar-nos a Deus”. (1Pe. 3:18);

Mas se lhe faltasse um jota para ser igual a Deus, não podia levar-nos a Ele? Divindade significa ter os atributos Divinos. Se Cristo não fosse Divino, então teríamos apenas um sacrifício humano. Não importa, ainda que se admitisse que Cristo era a mais elevada inteligência criada no Universo; nesse caso Ele seria um súbdito, devendo obediência à lei, sem capacidades para fazer mais do que o Seu próprio dever. Ele podia não ter justiça para conceder aos outros. Há uma distância infinita entre o mais elevado anjo jamais criado por Deus, e Deus; portanto o mais elevado anjo não podia levantar o homem perdido, e fazê-lo participante da natureza Divina.

Os anjos podem ministrar; só Deus pode redimir. Agradeçamos a Deus porque somos salvos “pela redenção que está em Cristo Jesus,” em quem mora corporalmente toda a plenitude da Divindade, e que por esse motivo, é capaz de salvar todos aqueles que vão a Deus através d’Ele.

Esta verdade ajuda para uma mais perfeita compreensão da razão por que Cristo é chamado a Palavra de Deus. Ele é Aquele por quem a vontade Divina e o poder Divino se torna conhecido dos homens. Ele é, por assim dizer, o porta-voz da Divindade, a manifestação do Divino. Ele declara ou faz conhecer Deus ao homem. É do agrado do Pai que n’Ele habite toda a plenitude; e por isso o Pai não O colocou numa posição secundária, como alguns pensam, quando Cristo é exaltado como Criador e Legislador; porque a glória do Pai brilha através do Filho. Visto que Deus é conhecido apenas através de Cristo, é evidente que o Pai não pode ser honrado como deve ser, por aqueles que não exaltam Cristo.

Tal como o próprio Cristo disse: “quem não honra o Filho, não honra o Pai que O enviou.” (João 5:23).

Pergunta-se como podia Cristo ser Mediador entre Deus e o homem e também o Legislador? Não temos que explicar como podia isso ser mas simplesmente aceitar o relato da Escritura que diz ser assim. E o facto de que é assim é aquele que dá força à doutrina da expiação. a certeza para o pecador do total e livre perdão assenta no facto de que o próprio Legislador, Aquele contra quem ele se revelou e a quem tem desafiado, é o que se deu a Si mesmo por nós. Como é possível para qualquer um duvidar do honesto propósito de Deus, ou da Sua perfeita boa-vontade para com a humanidade, quando se deu a Si mesmo para sua redenção? Não imagineis que o Pai e o Filho estavam separados nesta realização. Eles eram um nisto como em tudo o mais.

 

 Conselho de paz haverá entre Eles ambos:

 “6:12  e fala-lhe, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar, e edificará o templo do Senhor. 

“6:13  Ele mesmo edificará o templo do Senhor; receberá a honra real, assentar-se-á no seu trono, e dominará. E Josué, o sacerdote, ficará à sua direita; e haverá entre os dois o conselho de paz.” (Zac. 6:12,13),

e mesmo aqui na terra o Unigénito-Filho estava no seio do Pai.

Que maravilhosa manifestação de amor! O Inocente sofreu pelo culpado; o Justo, pelo injusto; o Criador, pela Criatura; o Autor da lei pelo transgressor; o Rei pelos súbditos rebeldes. Visto que Deus não poupou o Seu próprio Filho, antes livremente O entregou por todos nós; Desde então Cristo voluntariamente se deu a Si mesmo por todos nós.

Quando mais não nos dará Ele todas as coisas? O Infinito amor não podia dar uma maior manifestação de si mesmo.

Bem pode o Senhor dizer, “O que mais se podia fazer à minha vinha que Eu não lhe tivesse feito.”

 


segunda-feira, 14 de abril de 2014

A NATUREZA HUMANA DE JESUS CRISTO A.T. JONES

 

A NATUREZA HUMANA DE JESUS CRISTO


 

Sermão nº 13 apresentado na Reunião da Conferência Geral de 1895

 

A.T. Jones

 

"A natureza humana de Jesus Cristo. A salvação de Deus para os seres humanos jaz numa coisa somente. Não devemos absolutamente ser tímidos a respeito disso. Ali jaz nossa salvação, e até que cheguemos lá, não estamos seguros de nossa salvação".

O pensamento particular que será sujeito ao nosso estudo nesta oportunidade é o que se encontra no verso 11 do segundo capítulo de Hebreus:

"Pois tanto O que santifica, como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso é que Ele não Se envergonha de lhes chamar irmãos". São a homens pecadores deste mundo que Cristo santifica Ele é o Santificador. E Ele e esses são todos de um.

Nesta parte do capítulo lembrar-se-ão que estamos estudando o homem. No primeiro capítulo, como vimos, é mostrado o contraste entre Cristo e os anjos, com Cristo acima dos anjos como Deus. No segundo capítulo o contraste é entre Cristo e os anjos, com Cristo acima dos anjos. Deus não pôs em sujeição aos anjos o mundo por vir do qual falamos. Ele o pôs em sujeição ao homem, e Cristo é o homem. Portanto, Cristo tornou-Se homem; Ele toma o lugar do homem; nasceu como o homem é nascido. Em Sua natureza humana Cristo veio do homem, de quem todos viemos, de modo que a expressão neste verso "todos vêm de um só" é como todos vindo de um. Um homem é a fonte e cabeça de toda nossa natureza humana. E a genealogia de Cristo, como um de nós, remonta a Adão. Lucas 3:38.

É verdade que todos os homens e todas as coisas vêm de Deus, mas o enfoque neste capítulo é o homem, e Cristo como homem. Somos filhos do primeiro homem, e assim é Cristo segundo a carne. Estamos agora estudando Cristo em Sua natureza humana. O primeiro capítulo de Hebreus é Cristo em Sua natureza divina. O segundo capítulo é Cristo na natureza humana. O enfoque nesses dois capítulos tem clara relação com isso no segundo capítulo de Filipenses, versos 5-8:

"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até à morte, e morte de cruz".

Nessa passagem Cristo é apresentado em duas formas. Primeiramente, estando em forma de Deus Ele assumiu a forma de homem. Em Hebreus, nos primeiros dois capítulos, não é a forma mas a natureza.

Repito: No segundo capítulo de Filipenses temos a Cristo nas duas formas--a forma de Deus e a forma de homem. Em Hebreus, capítulos primeiro e segundo, temos a Cristo nas duas naturezas, a natureza de Deus e a natureza de homem.  Podemos ter algo na forma de homem que não seja da natureza do homem. Podemos ter um pedaço de pedra na forma de homem, mas não é a natureza do homem. Jesus Cristo assumiu a forma de homem, o que é verdade, e fez mais ainda; assumiu a natureza do homem.

Leiamos agora o verso 14 do segundo capítulo de Hebreus: "Visto, pois, que os filhos (os filhos de Adão, a raça humana)  têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou". Igualmente significa dessa mesma maneira, desse modo, de forma semelhante daquilo que está sendo tratado. Portanto, Cristo tomou carne e sangue numa forma semelhante à que tomamos. Mas como tomamos carne e sangue?--Por nascimento a partir de Adão também. Ele tomou carne e sangue por nascimento também, e a partir de Adão igualmente. Pois está escrito: Ele é semente de Davi segundo a carne. Romanos 1:3. Conquanto Davi O chame de Senhor, Ele também é filho de Davi. Mat. 22:42-45. Sua genealogia remonta a Davi, mas não pára ali. Recua a Abraão, pois Ele é semente de Abraão. Ele tomou sobre Si a semente de Abraão, como no verso 15 deste segundo capítulo de Hebreus. Nem Sua genealogia se detém em Abraão; recua a Adão. Lucas 3:38. Portanto, Aquele que se santifica entre os homens e os que são santificados dentre os homens sãos todos um. Todos deri­vam de um homem segundo a carne, são de um. Assim, do lado humano, a natureza de Cristo é precisamente a nossa natureza.

Consideremos o outro aspecto novamente, para uma ilustração dessa unidade, a fim de que possamos ver a força desta expressão de que Ele e nós somos todos um.

Doutro lado, contudo, como no primeiro capítulo de Hebreus, Ele é da natureza de Deus. O nome Deus, que Ele porta pertence-Lhe pelo próprio fato de Sua existência; pertence-Lhe por herança. Assim como esse nome Lhe pertence inteiramente devido a que Ele existe e tão certamente quanto Ele existe e Lhe pertence por natureza, é certo que a Sua natureza é a natureza de Deus.

Também, no primeiro capítulo de João, verso primeiro, está escrito: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus". A palavra com não expressa a realidade do pensamento tanto quanto outra. O alemão coloca uma palavra ali que define mais proximamente o grego do que a nossa versão. Assim reza: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava bei Deus", literalmente, "O Verbo era de Deus". E isso é verdade. A palavra gre­ga transmite a mesma idéia de que o meu braço direito é de mim, de meu corpo. O termo grego, portanto, é lite­ralmente, "No princípio "o verbo era Deus".

Isso simplesmente ilustra daquele lado o fato de como é Ele neste lado. Pois quanto ao lado divino, Ele era Deus, da natureza de Deus, e era realmente Deus, assim do lado humano Ele é do homem e da natureza do homem e realmente homem.

Considerem o verso 14 do primeiro capítulo de João: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós". Isso conta a mesma história que estamos aqui lendo nos primeiros dois capítulos de Hebreus. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus". "E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós"- carne e sangue como o nosso.

Agora, que tipo de carne é essa? Que tipo de carne somente é o que o mundo conhece? Exactamente tal carne como todos temos. Este mundo não conhece nenhuma outra carne de homem e não tem conhecimento de nenhuma outra desde que a necessidade pela volta de Cristo foi criada. Portanto, sendo que este mundo conhece somente tal carne como a que temos, e como é agora, é certamente verdade que quando o "Verbo se fez carne" Ele tornou-Se exatamente carne como nós. Não pode ser doutra maneira.

Novamente: Que tipo de carne é a nossa carne, em sua própria natureza? Volvamo-nos ao oitavo capítulo de Romanos e leiamos se a natureza humana de Cristo corresponde à nossa e é como a nossa, no que tange à na­tureza pecaminosa. "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus, enviando o Seu próprio Filho".

Havia algo que a lei não podia fazer, e que Deus, enviando o Seu próprio Filho, fez. Mas por que se dá que a lei não podia cumprir o que desejava e era requerido? Ela era fraca mediante a carne. O problema estava com a carne. Isso foi o que levou a lei a falhar em seu propósito com respeito ao homem. Então Deus enviou a Cristo para realizar o que a lei não podia. E a lei, tendo falhado em seu propósito devido à carne, e não por qualquer falha em si mesma, Deus teve que enviá-Lo para ajudar a carne e não para ajudar a lei. Se a lei tivesse em si mesma sido muito fraca para realizar o que tencionava fazer, então o que Ele deveria ter feito para ajudar a supe­rar o problema seria remediar a lei. Mas o problema estava com a carne, e, portanto, Ele deve remediar a carne.

É verdade que o argumento hoje em dia, que surge dessa inimizade que há contra Deus e não se sujeita à lei de Deus, nem na verdade pode ser, é de que a lei não podia realizar o que estava intencionado, e Deus enviou o Seu Filho para enfraquecer a lei, de modo que a carne pudesse responder às suas exigências. Mas se eu sou fraco e tu és forte e eu careço de auxílio, não me ajuda em qualquer medida torná-lo tão fraco quanto eu; continuo tão fraco e desamparado como antes. Não há qualquer auxílio nisso tudo. Mas quando eu sou fraco e tu és forte e tu podes transmitir-me a tua força, isso me ajuda. Assim a lei era suficientemente forte, mas o seu propósito não podia ser cumprido mediante a fraqueza da carne. Portanto, Deus, a fim de suprir a nossa necessidade, teve conceder força à carne fraca. Ele enviou a Cristo para suprir a necessidade e, portanto, Cristo teve tomar providências para que a força possa ser trazida à própria carne que temos hoje, a fim de que o propósito da lei possa ser cumprido em nossa carne. Assim, está escrito: "Deus enviou o Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa" a fim de que "o preceito da lei se cumprisse em nós que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito".

Agora, não abriguemos uma idéia errada dessa palavra semelhança. Não se trata da forma; não vem a ser a fotografia; não é a semelhança no sentido de uma imagem, mas é semelhança no sentido real de ser tal como é de fato. A palavra semelhança aqui não é o pensamento que está no segundo capítulo de Filipenses, onde se refere a uma forma, a forma ou semelhança da forma, mas aqui no livro de Hebreus é semelhança em natureza, semelhança à carne tal como é em si mesma, Deus enviando o Seu próprio Filho naquilo que é exatamente semelhante à natureza pecaminosa. E a fim de ser exatamente natureza pecaminosa, teria que ser carne pecaminosa; a fim de ser tornada carne de modo pleno, tal como é neste mundo, tal como a temos e isso representa carne pecaminosa. É isso que está sendo dito nas palavras "semelhança de carne pecaminosa".

Isso é também demonstrado em Hebreus 2: 9 e 10: "Vemos Aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos" - não só como homem foi feito menor do que os anjos quando Ele foi criado.

O homem era isento de pecado quando Deus o fez um pouco menor do que os anjos. Isso era carne sem pecado. Mas o homem caiu daquela posição e condição e tornou-se carne pecaminosa.

Agora vemos a Jesus, que foi feito um pouco menor do que os anjos, mas não como o homem foi feito quando criado primeiramente pouco menor do que os anjos, mas como o homem é desde que pecou e se tornou ainda menor do que os anjos. É aí onde vemos Jesus. Leiamos e vejamos: Vemos a Jesus que foi feito um pouco menor do que os anjos. Para quê? "Por causa do sofrimento da morte". Então o fato de ter sido Cristo feito na mesma proporção menor que os anjos quanto o homem, é da mesma medida quanto o homem é menor que os anjos desde que pecou e tornou-se sujeito à morte. Vemo-Lo "coroado  de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem". Porque convinha que Aquele, por cuja causa e por quem todas as coi­sas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles".

Portanto, ao tornar-Se Ele sujeito ao sofrimento e morte, isso demonstra com força suficiente que a posição de menor do que os anjos que Cristo atingiu e onde se posta e onde "O vemos" é o ponto a que o homem veio quando ele, em pecado, desceu ainda mais baixo do que a posição em que Deus o criou--mesmo então um pouco menor do que os anjos.

Novamente: o verso 16: "Pois Ele, evidentemente, não socorre a anjos, mas socorre a descendência de Abraão". Ele não tomou sobre si a natureza de anjos, mas a natureza de Abraão. Mas a natureza de Abraão e de sua semente é somente a natureza humana.

Novamente: "Por isso mesmo convinha que, em todas as coisas, Se tornasse semelhante aos irmãos". Em quantas coisas? Todas as coisas. Portanto em Sua natureza humana não há uma partícula de diferença entre Ele e nós.

Leiamos o texto. Estudemo-lo cuidadosamente. Desejo ver como nos posicionamos a respeito d’Ele. Leiamo-lo inteiramente: "Vêm de um". Ele tomou parte da carne e sangue do mesmo modo que tomamos parte da carne e sangue. Ele não assumiu a natureza dos anjos, mas a semente, a natureza de Abraão. Portanto por essas razões convinha que, era a coisa apropriada que fizesse em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos". Contudo, quem são os Seus irmãos?  A raça humana. "Vêm de um só", e "por isso Ele não se envergonha de lhes chamar irmãos".

Bem, então, em Sua natureza humana, quando Ele estava sobre a Terra, teria Ele sido diferente em qualquer medida do que nós somos em nossa natureza humana esta noite? [Uns poucos na congregação respondem "NÃO"]. Gostaria de ter ouvido todos neste recinto dizerem "não" bem alto. Vocês são muito tímidos. A Palavra de Deus declara isso e devemos dizê-lo pois assim é porque há salvação somente nesse fato. Não, não é suficiente dizer desta maneira: a salvação de Deus para os seres humanos jaz somente neste fato. Não devemos ser tímidos a respeito disso em absoluto. Ali jaz nossa salvação, e até que cheguemos lá, não estamos seguros de nossa salvação. É ali que se situa isso. "Convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos". Para quê?  Oh, "para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus, para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados". Então não percebe que nossa salvação jaz exatamente ali? Não vê que é bem ali que Cristo vem a nós? Ele veio a nós exatamente onde somos tentados e foi feito como nós, exatamente onde somos tentados, e ali está o ponto onde O encontramos o Salvador Vivo contra o poder da tentação.

Agora, os versos 14 e 15 do capítulo 4 de Hebreus:

"Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado".

Para início, Ele não poderia ter sido tentado em todos os pontos como nós se não fosse em todos os pontos como nós somos. Portanto, convinha que fosse em todas as coisas semelhante a nós, para que Ele pudesse nos ajudar onde precisarmos de socorro. Eu sei é que exatamente aí onde preciso de ajuda. E, oh, sei que é bem ali onde a posso obter. Graças ao Senhor! Ali é onde Cristo permanece e onde está o meu auxílio.

"Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-Se". Então, o que temos do lado afirmativo? Temos um sumo sacerdote que pode ser tocado com o sentimento de nossas enfermidades, minhas enfermidades, suas enfermidades, nossas enfermidades. Sente Ele as minhas enfermidades? Sim. Sente Ele as suas enfermidades? Sim. O que é uma enfermidade? Fraqueza, volubilidade isso é suficientemente expressivo. Temos muitas delas. Todos nós temos muitas delas. Sentimos as nossas fraquezas. Graças a Deus, há Alguém que também as sente - sim, não somente as sente, mas é tocado com o senti-las. Há mais nessa palavra compadecer-Se  do que a idéia de ser Ele alcançado com o sentimento de nossas fraqueza e sentir o que sentimos. Ele sente como sentimos, é verdade, mas além disso Ele Se compadece; ou seja, é ternamente "tocado", Sua simpatia é despertada. Ele é tocado de compaixão e nos auxilia. Isto é o que se diz nas palavras "compadecer-Se". Graças a Deus por tal Salvador!

Mas de novo digo que Ele não pode ser tentado em todos os pontos, como somos, tal como eu, a menos que em todos os pontos seja como eu. Não poderia sentir o mesmo que sentimos a menos que Ele estivesse onde eu estou e fosse como eu sou. Noutras palavras, Ele não poderia ser tentado em todos os pontos como eu sou e sentir como eu sinto a menos que Ele fosse eu próprio novamente. A Palavra de Deus declara: "em todos os pontos como nós".

Estudemos isto um pouco mais. Há coisas que  nos tentarão fortemente, que terão grande poder sobre nós, e que para mim não são mais do que uma linha do horizonte num dia de verão. Algo me apelará fortemente, a ponto de me dominar, que não vos afetará em absoluto. O que tenta a alguém fortemente pode não afetar a outra pessoa. Então, a fim de ajudar-me, Jesus precisa estar onde Ele possa sentir o que eu sinto e ser tentado em todos os pontos em que eu poderia ser tentado, com nenhum poder em absoluto. Mas como coisas que me tentam po­dem não tentar você de modo algum, e coisas que me tentam podem não afetar você, Cristo tem que postar-Se onde vocês e eu ambos estamos, a fim de que enfrente todas as tentações de ambos. Ele deve sentir tudo o que vocês deparam e que não me afeta, e também tudo o que eu deparo e que não os afeta. Ele tem de tomar o lugar de nós ambos. Assim deve ser.

Então há o outro homem. Há coisas que o tentam a ponto de derrotá-lo que não afetam a nenhum de nós. Então Jesus teve que assumir todos os sentimentos e natureza meus, seus, e de outros também a fim de ser tentado em todos os pontos como eu sou, e em todos os pontos como vocês são, e em todos os pontos como qualquer o outro homem é. Mas quando vocês e eu e o outro homem somos assumidos n’Ele, a quantos Ele abarca? Isso inclui a raça humana inteira.

E essa é exatamente a verdade. Cristo estava no lugar e tinha a natureza da raça humana inteira. E n’Ele se encontram todas as fraquezas da humanidade de modo que todo homem sobre a Terra que pode ser tentado encontra em Jesus Cristo o poder contra a tentação. Para toda alma há em Jesus Cristo vitória contra toda tentação e alívio do seu poder. Essa é a verdade.

Consideremos isso sob outra perspectiva. Há alguém no mundo Satanás, o deus deste mundo que está interessado em nos ter sob tentação ao máximo possível, mas não precisa empregar muito de seu tempo nem muito de seu poder em tentação para levar-nos à submissão.

Esse mesmo ser estava aqui e interessava-se particularmente em levar Jesus a submeter-se à tentação. Ele tentou a Jesus em todo ponto que desejaria ter-me tentado para levar-me a falhar, mas tentou em vão. Fracassou inteiramente em levar Jesus a consentir em pecar seja no mínimo ponto que fosse sobre o que eu jamais poderia ser tentado.

Ele também tentou Jesus em todos os pontos que já nos tentou a nós ou ainda  nos tentará a envolver-nos  em pecado, e fracassou inteiramente nisso também. Isso inclui tanto a vocês quanto a mim, e Jesus venceu em todos os pontos tanto por vocês quanto por mim.

Mas quando ele tentou Jesus em todos os pontos em que tem tentado vocês e eu e fracassou, como de fato se deu, teve que tentá-Lo em escala maior ainda. Ele teve que tentá-Lo em todos os pontos em que tentou um outro homem para levá-lo a cair. Satanás também fez isso e nisso igualmente falhou por completo.

Assim, Satanás teve que tentar, e tentou, Jesus em todos os pontos que teria de me tentar e em todos os pontos em que teria que de vos tentar, bem como em todos os pontos em que teria de tentar um outro homem. Consequentemente, ele teve que tentar Jesus em todos os pontos possíveis em que surgisse uma tentação em qualquer homem da raça humana.

Satanás é o autor de toda tentação, e ele teve que tentar Jesus em todos os pontos em que é possível que o próprio Satanás suscitasse uma tentação. E em todas as ocasiões ele falhou. Graças a Deus!

Mais ainda: Satanás não somente teve que tentar Jesus em todos os pontos em que sempre me buscou tentar, mas teve que tentar Jesus com muito mais poder do que jamais teve de exercer sobre mim. Ele nunca teve que tentar muito nem empregar muito do seu poder em tentação para levar-me a cair. Mas tomando os mesmos pontos sobre que Satanás sempre me tentou e em que induziu-me ao pecado ou tentou levar-me nessa direção, teve que tentar a Jesus nesses mesmos pontos em maior escala do que jamais aplicou sobre mim. Ele teve que tentá-Lo com todo o poder da tentação que conhece--mas fracassou. Graças a Deus! Assim, em Cristo estou livre.

Ele teve que tentar Jesus em todos os pontos em que já vos tentou ou irá tentar-vos e teve que tentá-Lo com todo o poder que conhece, e falhou novamente. Graças a Deus! Assim, estamos livres em Cristo. Ele também teve que tentar Jesus sobre cada ponto que afeta o outro homem com todo o seu poder satânico também, mas ainda assim falhou. Graças a Deus! E em Cristo também o outro homem é livre.

Portanto, teve que tentar Jesus em todo ponto que jamais o ser humano poderia ser tentado e fracassou. Teve que tentar Jesus com todo o conhecimento que possui e toda a sutileza que conhece, e falhou. E teve que tentar Jesus com todo o seu poder sobre cada ponto em particular, e ainda assim fracassou.

Portanto, há um sim tríplice um completo fracasso da parte do diabo por todo lado. Na presença de Cristo, Satanás está absolutamente derrotado, e em Cristo somos vitoriosos sobre Satanás. Jesus disse: "Vem o príncipe deste mundo e nada tem Comigo". Em Cristo, portanto, escapamos dele. Em Cristo defrontamos a Satanás como um inimigo completamente derrotado e esgotado.

Isso não quer dizer que não temos mais combate pela frente. Significa dizer enfática e alegremente que em Cristo combatemos o combate da vitória. Longe de Cristo nós combatemos mas é tudo derrota. N’Ele nossa vitória é completa, bem como em todas as coisas n’’Ele nós somos completos. Mas, não nos esqueçamos da expressão: É n’Ele!

Então, tal como Satanás esgotou todas as tentações de que tem conhecimento ou possivelmente saiba, e exauriu todo o seu poder também na tentação, o que é ele? Na presença de Cristo, o que é ele? - Impotente. E quando nos encontra em Cristo e então deseja nos alcançar e prejudicar, o que é ele? Impotente. Louvemos e magnifiquemos o Senhor!

Regozijemo-nos nisso, pois n’Ele somos vitoriosos; n’Ele Satanás não tem poder sobre nós. Sejamos gratos por isso. N’Ele somos completos.

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      "Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo". Heb. 2:14.

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      A Mente de Cristo, a Justiça de Deus, Justificação pela Fé, o artigo definitivo e genuíno -- Em vocês e Em mim!

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