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segunda-feira, 14 de abril de 2014

A NATUREZA HUMANA DE JESUS CRISTO A.T. JONES

 

A NATUREZA HUMANA DE JESUS CRISTO


 

Sermão nº 13 apresentado na Reunião da Conferência Geral de 1895

 

A.T. Jones

 

"A natureza humana de Jesus Cristo. A salvação de Deus para os seres humanos jaz numa coisa somente. Não devemos absolutamente ser tímidos a respeito disso. Ali jaz nossa salvação, e até que cheguemos lá, não estamos seguros de nossa salvação".

O pensamento particular que será sujeito ao nosso estudo nesta oportunidade é o que se encontra no verso 11 do segundo capítulo de Hebreus:

"Pois tanto O que santifica, como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso é que Ele não Se envergonha de lhes chamar irmãos". São a homens pecadores deste mundo que Cristo santifica Ele é o Santificador. E Ele e esses são todos de um.

Nesta parte do capítulo lembrar-se-ão que estamos estudando o homem. No primeiro capítulo, como vimos, é mostrado o contraste entre Cristo e os anjos, com Cristo acima dos anjos como Deus. No segundo capítulo o contraste é entre Cristo e os anjos, com Cristo acima dos anjos. Deus não pôs em sujeição aos anjos o mundo por vir do qual falamos. Ele o pôs em sujeição ao homem, e Cristo é o homem. Portanto, Cristo tornou-Se homem; Ele toma o lugar do homem; nasceu como o homem é nascido. Em Sua natureza humana Cristo veio do homem, de quem todos viemos, de modo que a expressão neste verso "todos vêm de um só" é como todos vindo de um. Um homem é a fonte e cabeça de toda nossa natureza humana. E a genealogia de Cristo, como um de nós, remonta a Adão. Lucas 3:38.

É verdade que todos os homens e todas as coisas vêm de Deus, mas o enfoque neste capítulo é o homem, e Cristo como homem. Somos filhos do primeiro homem, e assim é Cristo segundo a carne. Estamos agora estudando Cristo em Sua natureza humana. O primeiro capítulo de Hebreus é Cristo em Sua natureza divina. O segundo capítulo é Cristo na natureza humana. O enfoque nesses dois capítulos tem clara relação com isso no segundo capítulo de Filipenses, versos 5-8:

"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até à morte, e morte de cruz".

Nessa passagem Cristo é apresentado em duas formas. Primeiramente, estando em forma de Deus Ele assumiu a forma de homem. Em Hebreus, nos primeiros dois capítulos, não é a forma mas a natureza.

Repito: No segundo capítulo de Filipenses temos a Cristo nas duas formas--a forma de Deus e a forma de homem. Em Hebreus, capítulos primeiro e segundo, temos a Cristo nas duas naturezas, a natureza de Deus e a natureza de homem.  Podemos ter algo na forma de homem que não seja da natureza do homem. Podemos ter um pedaço de pedra na forma de homem, mas não é a natureza do homem. Jesus Cristo assumiu a forma de homem, o que é verdade, e fez mais ainda; assumiu a natureza do homem.

Leiamos agora o verso 14 do segundo capítulo de Hebreus: "Visto, pois, que os filhos (os filhos de Adão, a raça humana)  têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou". Igualmente significa dessa mesma maneira, desse modo, de forma semelhante daquilo que está sendo tratado. Portanto, Cristo tomou carne e sangue numa forma semelhante à que tomamos. Mas como tomamos carne e sangue?--Por nascimento a partir de Adão também. Ele tomou carne e sangue por nascimento também, e a partir de Adão igualmente. Pois está escrito: Ele é semente de Davi segundo a carne. Romanos 1:3. Conquanto Davi O chame de Senhor, Ele também é filho de Davi. Mat. 22:42-45. Sua genealogia remonta a Davi, mas não pára ali. Recua a Abraão, pois Ele é semente de Abraão. Ele tomou sobre Si a semente de Abraão, como no verso 15 deste segundo capítulo de Hebreus. Nem Sua genealogia se detém em Abraão; recua a Adão. Lucas 3:38. Portanto, Aquele que se santifica entre os homens e os que são santificados dentre os homens sãos todos um. Todos deri­vam de um homem segundo a carne, são de um. Assim, do lado humano, a natureza de Cristo é precisamente a nossa natureza.

Consideremos o outro aspecto novamente, para uma ilustração dessa unidade, a fim de que possamos ver a força desta expressão de que Ele e nós somos todos um.

Doutro lado, contudo, como no primeiro capítulo de Hebreus, Ele é da natureza de Deus. O nome Deus, que Ele porta pertence-Lhe pelo próprio fato de Sua existência; pertence-Lhe por herança. Assim como esse nome Lhe pertence inteiramente devido a que Ele existe e tão certamente quanto Ele existe e Lhe pertence por natureza, é certo que a Sua natureza é a natureza de Deus.

Também, no primeiro capítulo de João, verso primeiro, está escrito: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus". A palavra com não expressa a realidade do pensamento tanto quanto outra. O alemão coloca uma palavra ali que define mais proximamente o grego do que a nossa versão. Assim reza: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava bei Deus", literalmente, "O Verbo era de Deus". E isso é verdade. A palavra gre­ga transmite a mesma idéia de que o meu braço direito é de mim, de meu corpo. O termo grego, portanto, é lite­ralmente, "No princípio "o verbo era Deus".

Isso simplesmente ilustra daquele lado o fato de como é Ele neste lado. Pois quanto ao lado divino, Ele era Deus, da natureza de Deus, e era realmente Deus, assim do lado humano Ele é do homem e da natureza do homem e realmente homem.

Considerem o verso 14 do primeiro capítulo de João: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós". Isso conta a mesma história que estamos aqui lendo nos primeiros dois capítulos de Hebreus. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus". "E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós"- carne e sangue como o nosso.

Agora, que tipo de carne é essa? Que tipo de carne somente é o que o mundo conhece? Exactamente tal carne como todos temos. Este mundo não conhece nenhuma outra carne de homem e não tem conhecimento de nenhuma outra desde que a necessidade pela volta de Cristo foi criada. Portanto, sendo que este mundo conhece somente tal carne como a que temos, e como é agora, é certamente verdade que quando o "Verbo se fez carne" Ele tornou-Se exatamente carne como nós. Não pode ser doutra maneira.

Novamente: Que tipo de carne é a nossa carne, em sua própria natureza? Volvamo-nos ao oitavo capítulo de Romanos e leiamos se a natureza humana de Cristo corresponde à nossa e é como a nossa, no que tange à na­tureza pecaminosa. "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus, enviando o Seu próprio Filho".

Havia algo que a lei não podia fazer, e que Deus, enviando o Seu próprio Filho, fez. Mas por que se dá que a lei não podia cumprir o que desejava e era requerido? Ela era fraca mediante a carne. O problema estava com a carne. Isso foi o que levou a lei a falhar em seu propósito com respeito ao homem. Então Deus enviou a Cristo para realizar o que a lei não podia. E a lei, tendo falhado em seu propósito devido à carne, e não por qualquer falha em si mesma, Deus teve que enviá-Lo para ajudar a carne e não para ajudar a lei. Se a lei tivesse em si mesma sido muito fraca para realizar o que tencionava fazer, então o que Ele deveria ter feito para ajudar a supe­rar o problema seria remediar a lei. Mas o problema estava com a carne, e, portanto, Ele deve remediar a carne.

É verdade que o argumento hoje em dia, que surge dessa inimizade que há contra Deus e não se sujeita à lei de Deus, nem na verdade pode ser, é de que a lei não podia realizar o que estava intencionado, e Deus enviou o Seu Filho para enfraquecer a lei, de modo que a carne pudesse responder às suas exigências. Mas se eu sou fraco e tu és forte e eu careço de auxílio, não me ajuda em qualquer medida torná-lo tão fraco quanto eu; continuo tão fraco e desamparado como antes. Não há qualquer auxílio nisso tudo. Mas quando eu sou fraco e tu és forte e tu podes transmitir-me a tua força, isso me ajuda. Assim a lei era suficientemente forte, mas o seu propósito não podia ser cumprido mediante a fraqueza da carne. Portanto, Deus, a fim de suprir a nossa necessidade, teve conceder força à carne fraca. Ele enviou a Cristo para suprir a necessidade e, portanto, Cristo teve tomar providências para que a força possa ser trazida à própria carne que temos hoje, a fim de que o propósito da lei possa ser cumprido em nossa carne. Assim, está escrito: "Deus enviou o Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa" a fim de que "o preceito da lei se cumprisse em nós que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito".

Agora, não abriguemos uma idéia errada dessa palavra semelhança. Não se trata da forma; não vem a ser a fotografia; não é a semelhança no sentido de uma imagem, mas é semelhança no sentido real de ser tal como é de fato. A palavra semelhança aqui não é o pensamento que está no segundo capítulo de Filipenses, onde se refere a uma forma, a forma ou semelhança da forma, mas aqui no livro de Hebreus é semelhança em natureza, semelhança à carne tal como é em si mesma, Deus enviando o Seu próprio Filho naquilo que é exatamente semelhante à natureza pecaminosa. E a fim de ser exatamente natureza pecaminosa, teria que ser carne pecaminosa; a fim de ser tornada carne de modo pleno, tal como é neste mundo, tal como a temos e isso representa carne pecaminosa. É isso que está sendo dito nas palavras "semelhança de carne pecaminosa".

Isso é também demonstrado em Hebreus 2: 9 e 10: "Vemos Aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos" - não só como homem foi feito menor do que os anjos quando Ele foi criado.

O homem era isento de pecado quando Deus o fez um pouco menor do que os anjos. Isso era carne sem pecado. Mas o homem caiu daquela posição e condição e tornou-se carne pecaminosa.

Agora vemos a Jesus, que foi feito um pouco menor do que os anjos, mas não como o homem foi feito quando criado primeiramente pouco menor do que os anjos, mas como o homem é desde que pecou e se tornou ainda menor do que os anjos. É aí onde vemos Jesus. Leiamos e vejamos: Vemos a Jesus que foi feito um pouco menor do que os anjos. Para quê? "Por causa do sofrimento da morte". Então o fato de ter sido Cristo feito na mesma proporção menor que os anjos quanto o homem, é da mesma medida quanto o homem é menor que os anjos desde que pecou e tornou-se sujeito à morte. Vemo-Lo "coroado  de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem". Porque convinha que Aquele, por cuja causa e por quem todas as coi­sas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles".

Portanto, ao tornar-Se Ele sujeito ao sofrimento e morte, isso demonstra com força suficiente que a posição de menor do que os anjos que Cristo atingiu e onde se posta e onde "O vemos" é o ponto a que o homem veio quando ele, em pecado, desceu ainda mais baixo do que a posição em que Deus o criou--mesmo então um pouco menor do que os anjos.

Novamente: o verso 16: "Pois Ele, evidentemente, não socorre a anjos, mas socorre a descendência de Abraão". Ele não tomou sobre si a natureza de anjos, mas a natureza de Abraão. Mas a natureza de Abraão e de sua semente é somente a natureza humana.

Novamente: "Por isso mesmo convinha que, em todas as coisas, Se tornasse semelhante aos irmãos". Em quantas coisas? Todas as coisas. Portanto em Sua natureza humana não há uma partícula de diferença entre Ele e nós.

Leiamos o texto. Estudemo-lo cuidadosamente. Desejo ver como nos posicionamos a respeito d’Ele. Leiamo-lo inteiramente: "Vêm de um". Ele tomou parte da carne e sangue do mesmo modo que tomamos parte da carne e sangue. Ele não assumiu a natureza dos anjos, mas a semente, a natureza de Abraão. Portanto por essas razões convinha que, era a coisa apropriada que fizesse em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos". Contudo, quem são os Seus irmãos?  A raça humana. "Vêm de um só", e "por isso Ele não se envergonha de lhes chamar irmãos".

Bem, então, em Sua natureza humana, quando Ele estava sobre a Terra, teria Ele sido diferente em qualquer medida do que nós somos em nossa natureza humana esta noite? [Uns poucos na congregação respondem "NÃO"]. Gostaria de ter ouvido todos neste recinto dizerem "não" bem alto. Vocês são muito tímidos. A Palavra de Deus declara isso e devemos dizê-lo pois assim é porque há salvação somente nesse fato. Não, não é suficiente dizer desta maneira: a salvação de Deus para os seres humanos jaz somente neste fato. Não devemos ser tímidos a respeito disso em absoluto. Ali jaz nossa salvação, e até que cheguemos lá, não estamos seguros de nossa salvação. É ali que se situa isso. "Convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos". Para quê?  Oh, "para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus, para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados". Então não percebe que nossa salvação jaz exatamente ali? Não vê que é bem ali que Cristo vem a nós? Ele veio a nós exatamente onde somos tentados e foi feito como nós, exatamente onde somos tentados, e ali está o ponto onde O encontramos o Salvador Vivo contra o poder da tentação.

Agora, os versos 14 e 15 do capítulo 4 de Hebreus:

"Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado".

Para início, Ele não poderia ter sido tentado em todos os pontos como nós se não fosse em todos os pontos como nós somos. Portanto, convinha que fosse em todas as coisas semelhante a nós, para que Ele pudesse nos ajudar onde precisarmos de socorro. Eu sei é que exatamente aí onde preciso de ajuda. E, oh, sei que é bem ali onde a posso obter. Graças ao Senhor! Ali é onde Cristo permanece e onde está o meu auxílio.

"Não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-Se". Então, o que temos do lado afirmativo? Temos um sumo sacerdote que pode ser tocado com o sentimento de nossas enfermidades, minhas enfermidades, suas enfermidades, nossas enfermidades. Sente Ele as minhas enfermidades? Sim. Sente Ele as suas enfermidades? Sim. O que é uma enfermidade? Fraqueza, volubilidade isso é suficientemente expressivo. Temos muitas delas. Todos nós temos muitas delas. Sentimos as nossas fraquezas. Graças a Deus, há Alguém que também as sente - sim, não somente as sente, mas é tocado com o senti-las. Há mais nessa palavra compadecer-Se  do que a idéia de ser Ele alcançado com o sentimento de nossas fraqueza e sentir o que sentimos. Ele sente como sentimos, é verdade, mas além disso Ele Se compadece; ou seja, é ternamente "tocado", Sua simpatia é despertada. Ele é tocado de compaixão e nos auxilia. Isto é o que se diz nas palavras "compadecer-Se". Graças a Deus por tal Salvador!

Mas de novo digo que Ele não pode ser tentado em todos os pontos, como somos, tal como eu, a menos que em todos os pontos seja como eu. Não poderia sentir o mesmo que sentimos a menos que Ele estivesse onde eu estou e fosse como eu sou. Noutras palavras, Ele não poderia ser tentado em todos os pontos como eu sou e sentir como eu sinto a menos que Ele fosse eu próprio novamente. A Palavra de Deus declara: "em todos os pontos como nós".

Estudemos isto um pouco mais. Há coisas que  nos tentarão fortemente, que terão grande poder sobre nós, e que para mim não são mais do que uma linha do horizonte num dia de verão. Algo me apelará fortemente, a ponto de me dominar, que não vos afetará em absoluto. O que tenta a alguém fortemente pode não afetar a outra pessoa. Então, a fim de ajudar-me, Jesus precisa estar onde Ele possa sentir o que eu sinto e ser tentado em todos os pontos em que eu poderia ser tentado, com nenhum poder em absoluto. Mas como coisas que me tentam po­dem não tentar você de modo algum, e coisas que me tentam podem não afetar você, Cristo tem que postar-Se onde vocês e eu ambos estamos, a fim de que enfrente todas as tentações de ambos. Ele deve sentir tudo o que vocês deparam e que não me afeta, e também tudo o que eu deparo e que não os afeta. Ele tem de tomar o lugar de nós ambos. Assim deve ser.

Então há o outro homem. Há coisas que o tentam a ponto de derrotá-lo que não afetam a nenhum de nós. Então Jesus teve que assumir todos os sentimentos e natureza meus, seus, e de outros também a fim de ser tentado em todos os pontos como eu sou, e em todos os pontos como vocês são, e em todos os pontos como qualquer o outro homem é. Mas quando vocês e eu e o outro homem somos assumidos n’Ele, a quantos Ele abarca? Isso inclui a raça humana inteira.

E essa é exatamente a verdade. Cristo estava no lugar e tinha a natureza da raça humana inteira. E n’Ele se encontram todas as fraquezas da humanidade de modo que todo homem sobre a Terra que pode ser tentado encontra em Jesus Cristo o poder contra a tentação. Para toda alma há em Jesus Cristo vitória contra toda tentação e alívio do seu poder. Essa é a verdade.

Consideremos isso sob outra perspectiva. Há alguém no mundo Satanás, o deus deste mundo que está interessado em nos ter sob tentação ao máximo possível, mas não precisa empregar muito de seu tempo nem muito de seu poder em tentação para levar-nos à submissão.

Esse mesmo ser estava aqui e interessava-se particularmente em levar Jesus a submeter-se à tentação. Ele tentou a Jesus em todo ponto que desejaria ter-me tentado para levar-me a falhar, mas tentou em vão. Fracassou inteiramente em levar Jesus a consentir em pecar seja no mínimo ponto que fosse sobre o que eu jamais poderia ser tentado.

Ele também tentou Jesus em todos os pontos que já nos tentou a nós ou ainda  nos tentará a envolver-nos  em pecado, e fracassou inteiramente nisso também. Isso inclui tanto a vocês quanto a mim, e Jesus venceu em todos os pontos tanto por vocês quanto por mim.

Mas quando ele tentou Jesus em todos os pontos em que tem tentado vocês e eu e fracassou, como de fato se deu, teve que tentá-Lo em escala maior ainda. Ele teve que tentá-Lo em todos os pontos em que tentou um outro homem para levá-lo a cair. Satanás também fez isso e nisso igualmente falhou por completo.

Assim, Satanás teve que tentar, e tentou, Jesus em todos os pontos que teria de me tentar e em todos os pontos em que teria que de vos tentar, bem como em todos os pontos em que teria de tentar um outro homem. Consequentemente, ele teve que tentar Jesus em todos os pontos possíveis em que surgisse uma tentação em qualquer homem da raça humana.

Satanás é o autor de toda tentação, e ele teve que tentar Jesus em todos os pontos em que é possível que o próprio Satanás suscitasse uma tentação. E em todas as ocasiões ele falhou. Graças a Deus!

Mais ainda: Satanás não somente teve que tentar Jesus em todos os pontos em que sempre me buscou tentar, mas teve que tentar Jesus com muito mais poder do que jamais teve de exercer sobre mim. Ele nunca teve que tentar muito nem empregar muito do seu poder em tentação para levar-me a cair. Mas tomando os mesmos pontos sobre que Satanás sempre me tentou e em que induziu-me ao pecado ou tentou levar-me nessa direção, teve que tentar a Jesus nesses mesmos pontos em maior escala do que jamais aplicou sobre mim. Ele teve que tentá-Lo com todo o poder da tentação que conhece--mas fracassou. Graças a Deus! Assim, em Cristo estou livre.

Ele teve que tentar Jesus em todos os pontos em que já vos tentou ou irá tentar-vos e teve que tentá-Lo com todo o poder que conhece, e falhou novamente. Graças a Deus! Assim, estamos livres em Cristo. Ele também teve que tentar Jesus sobre cada ponto que afeta o outro homem com todo o seu poder satânico também, mas ainda assim falhou. Graças a Deus! E em Cristo também o outro homem é livre.

Portanto, teve que tentar Jesus em todo ponto que jamais o ser humano poderia ser tentado e fracassou. Teve que tentar Jesus com todo o conhecimento que possui e toda a sutileza que conhece, e falhou. E teve que tentar Jesus com todo o seu poder sobre cada ponto em particular, e ainda assim fracassou.

Portanto, há um sim tríplice um completo fracasso da parte do diabo por todo lado. Na presença de Cristo, Satanás está absolutamente derrotado, e em Cristo somos vitoriosos sobre Satanás. Jesus disse: "Vem o príncipe deste mundo e nada tem Comigo". Em Cristo, portanto, escapamos dele. Em Cristo defrontamos a Satanás como um inimigo completamente derrotado e esgotado.

Isso não quer dizer que não temos mais combate pela frente. Significa dizer enfática e alegremente que em Cristo combatemos o combate da vitória. Longe de Cristo nós combatemos mas é tudo derrota. N’Ele nossa vitória é completa, bem como em todas as coisas n’’Ele nós somos completos. Mas, não nos esqueçamos da expressão: É n’Ele!

Então, tal como Satanás esgotou todas as tentações de que tem conhecimento ou possivelmente saiba, e exauriu todo o seu poder também na tentação, o que é ele? Na presença de Cristo, o que é ele? - Impotente. E quando nos encontra em Cristo e então deseja nos alcançar e prejudicar, o que é ele? Impotente. Louvemos e magnifiquemos o Senhor!

Regozijemo-nos nisso, pois n’Ele somos vitoriosos; n’Ele Satanás não tem poder sobre nós. Sejamos gratos por isso. N’Ele somos completos.

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      "Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo". Heb. 2:14.

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      A Mente de Cristo, a Justiça de Deus, Justificação pela Fé, o artigo definitivo e genuíno -- Em vocês e Em mim!

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O QUE SIGNIFICA SER MEMBRO DA IGREJA - A T Jones



             O QUE SIGNIFICA SER MEMBRO DA IGREJA





            "Cristo amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Efésios 5: 25-27.

            Essa, como diz a palavra, é a igreja que Cristo apresentará a Si mesmo quando Ele vier. Jesus amou essa igreja, a igreja, e deu-Se por ela; e quem quer que for dessa igreja quando ela for a igreja gloriosa, não tendo mancha ou ruga ou qualquer dessas coisas, deve amar a igreja, e dar-se por ela.
            Essa é a igreja pela qual Deus dará Sua última mensagem a este mundo "nesta geração". Mas Deus não pode ter essa igreja pela qual Ele possa dar aquela mensagem, até que Deus encontre um povo que amará a igreja e dar-se-á por ela.
            Isto está na filosofia das coisas também; pois não está escrito, "Que essa mente esteja em vós, a qual também esteve em Cristo Jesus"? E quando essa mente n’Ele O levou a amar a igreja, e a dar-Se por ela, o que essa mente fará em qualquer outra pessoa? Não preciso me deter mais sobre isto.
            A igreja é o corpo de Cristo no mundo. É Jesus manifestado no mundo. E essa igreja, sendo Seu corpo, sendo Ele mesmo manifestado, amar essa igreja e dar-me por ela, não é nada menos, e não pode ser nada mais, do que amá-la e dar-me por Jesus.
            Ser membro nessa igreja, então, vem não por pertencer à igreja, a fim de pertencer a Cristo, mas per­tencer a Cristo, a fim de pertencer à igreja. E a diferença entre estas duas coisas é a diferença entre o mistério de Deus e o mistério da iniquidade. O mistério da iniquidade exalta a forma, o nome, a idéia, da igreja, e então chama, e arrebata, e força, todo o mundo para dentro daquela igreja, a fim de que ela possa ser o que o mistério da iniquidade designa, - não para salvação, pois a salvação não está nela; não para a justiça, pois a justiça não está nela. As pessoas são as mesmas de antes, embora elas portem um nome diferente. Eles se conformam a diferentes formas de coisas do que faziam antes; mas no caráter, na vida, em tudo aquilo que eles sempre foram, eles são os mesmos como se eles não fossem membros da igreja em absoluto.
            Mas a igreja, a igreja de Cristo, é Ele mesmo manifestado. Portanto, para pertencer a esta igreja de­vemos primeiro pertencer a Ele. E pertencer a esta igreja depende inteiramente de sermos membros de Jesus. E estarmos nesta igreja depende totalmente de estarmos em Cristo. Então, quando entramos na igreja ao entrar­mos n’Ele, e estar na igreja ao estar n’Ele, isto nos torna uma nova pessoa. Isso muda o indivíduo num outro homem. Isto o torna cristão, tal como Cristo, Cristo manifesto.
            Então precisamos examinar-nos diariamente, cada um por si mesmo, e perguntar, "Sou membro da igre­ja? Não porque estou arrolado nos livros da igreja. Não. Sou um membro da igreja porque me uni à igreja, e esta é minha dependência? Mas, sou membro da igreja porque meu nome está no livro da vida? Sou um membro da igreja porque dei-me para Cristo, e pertenço a Ele, e vivo e me movo e tenho meu ser n’Ele?" Tais como estes são os únicos membros da igreja que existe sobre esta terra. Não importa quanto tenhamos nosso nome no livro da igreja, nem quanto tempo temos sido membros da igreja por unirmo-nos ao que é uma idéia da igreja na for­ma, uma coleção de indivíduos. Não importa quanto tenhamos feito aquilo, nem por quanto tempo tenha sido fei­to, nunca seremos membros da igreja dessa forma.
            E embora possa acontecer que a oportunidade ou circunstâncias impeçam vosso nome de estar em qual­quer livro sobre a terra, ou em qualquer coleção de indivíduos sobre a terra, mesmo assim se estais unidos a Jesus, e viveis n’Ele, sois membro da igreja, embora sejais a única alma sobre a terra. Esta é a única verdadeira qualidade de membro da igreja de Cristo, e o único modo de ser membro na igreja de Cristo.
            Cristo amou a igreja, e deu-Se por ela, para que Ele a pudesse santificar e limpar com a lavagem da água pela palavra; a fim de que Ele pudesse, apresentá-la para Si mesmo uma igreja gloriosa, não tendo nenhuma mancha ou ruga e coisa semelhante; mas que ela fosse santa e sem defeito. Portanto, essa mesma mente deve estar em todos, a fim de que sejamos cristãos. A única coisa para fazermos é amar a igreja, e dar-nos por ela, para que possamos ser santificados e limpos com a lavagem da água pela palavra, para que sejamos apresentados a Jesus, uma igreja gloriosa, não tendo nenhuma mácula ou ruga e coisa semelhante.
            Cristo amou a igreja e deu-Se por ela. Estamos familiarizados com o pensamento que Cristo "me amou e deu-Se por mim." E lemos nisso com outras escrituras ao mesmo propósito, que, em amar-me e dar-Se por mim, Ele me amou e deu-Se para mim.
            É o mesmo com a igreja. Ele amou a igreja, e deu-Se em favor da igreja; e ao amar a igreja, e dar-Se pela igreja, Ele tem amado a igreja, e dado a Si mesmo para a igreja. Então quando eu, a partir d’Ele, com Sua mente, e por intermédio d’Ele, amei a igreja, e dei-me por ela, eu amo a igreja, e dou-me para ela, tal que eu lite­ralmente pertenço à igreja.                
            Umas poucas palavras sobre isto. É uma expressão comum, "Tal e tal pessoa pertence à igreja," "Eu per­tenço à igreja." A questão para perguntamos hoje é, Pertenço à igreja, ou pertenço ao mundo? Pertenço a mim mesmo, ou ao mundo; ou sou possuído, dominado e mantido pela igreja, tal que eu literalmente pertenço à igreja? Tenho eu me entregado à igreja? a Cristo?
            Essa é a espécie de igreja que Jesus deixou quando Ele foi embora, ou pelo menos, que Ele tinha em poucos dias depois, quando Ele outorgou o Espírito Santo, esse é o tipo de igreja, em outras palavras, que Jesus enviou ao mundo para começar Sua grande obra sobre a terra. E aquela igreja  desse tipo pequena em número alcançou o mundo com a mensagem de Cristo naquela geração, que tinha passado a metade quando eles começaram. Não é uma questão de números, nem do tamanho do mundo, nem nada desse tipo que devemos con­siderar hoje ao dar esta mensagem ao mundo. A única coisa para considerarmos é isto, Todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] pertencem à igreja? Estabelecida esta questão, com os 75.000 ASDS hoje [em 1903], - que esses 75.000, cada um, individualmente, por si mesmo, pertença à igreja, - o problema mais fácil que jamais poderia ocorrer na terra seria dar a mensagem do terceiro anjo nesta geração.
            Havia 120 cristãos para começar naquele dia quando o Pentecoste caiu. Há agora [em 1903] arrolados não menos que 75.000 SDAS. O mundo não é maior hoje do que era quando os apóstolos começaram do Pentecos­te, quanto ao número de SDAS é mais que o número daquela ocasião. Então quando aquela pequena companhia pôde pregar o evangelho ao mundo tal que a Escritura podia dizer "a toda criatura debaixo do céu,"  na geração que era já metade passada, porque eles pertenciam à igreja, assim, hoje, é perfeitamente fácil para este número atingir o mundo no resto desta geração, se somente todos nós pertencermos à igreja. Há recursos abundantes. Os ASDS [Laodicéia o Remanescente] têm bastante dinheiro, mas nem todos pertencem à igreja. Esta é a dificuldade. Há dinheiro suficiente entre os ASDS [Laodicéia o Remanescente]  hoje para dar um ímpeto a esta mensagem  que alcançaria o mundo no resto desta geração, se somente esse dinheiro pudesse pertencer à igreja. Há facilidades suficientes, há talentos bastantes, há habilidade suficiente, todos os suprimentos que são necessários, ou que ja­mais serão precisos, se somente essas facilidades, esse talento, essas faculdades, pertencerem à igreja.
            E é uma questão de valor perguntar, Se meu dinheiro pertence ao mundo, pertenço eu à igreja? Se meus talentos, minhas abilidades são colocadas a serviço do mundo, como do mundo, e não a serviço da igreja, como da igreja, a questão merece consideração. Pertenço eu mesmo à igreja?
            Isso volta nossa atenção à questão, Quanto toma para me compor?  Quanto há de um homem? Podeis ter um homem aqui, e suas faculdades acolá, suas habilidades em outro lugar, e o fruto de suas faculdades, o fruto de suas habilidades, os resultados de sua vida e esforço, em ainda noutro lugar? Poderia isto ser, e o homem estar aqui, - tudo dele? - Não senhor. Todas as minhas faculdades, todo fruto de minha vida, devem estar onde estou, se eu mesmo devo estar ali. Não podemos escapar disso. Então, pertenço eu à igreja? Pertenço? Esta é a questão. Pertencem esses 75.000 ASDS à igreja? Esta é a questão.
            Para ilustrar: Suponde que tenho meu nome no livro da igreja, pertencendo à igreja. Sou um professor e gasto todo meu tempo, todo meu esforço, toda minha habilidade, e toda minha faculdade como um professor na escola do mundo; e ensinando na escola do mundo, no modo do mundo, na educação do mundo, vale perguntar, Pertenço à igreja? Estou amando a igreja e dando-me em favor dela? O que for que eu professar, minhas faculda­des, minha vida, o que sou na habilidade que Deus me tem dado, a estou dando para o mundo, para a obra do mundo, e para os propósitos do mundo. Assim é. Então estou eu amando a igreja e dando-me em favor dela? Per­tenço eu à igreja?
            Suponde que eu seja um médico, e dou minha habilidade, meu talento, minhas faculdades, minha vida, e meu esforço para o caminho do mundo que é chamado medicina, o modo do mundo de tratar a doença. Fico como um membro da igreja, como pertencendo à igreja, e devo ser santificado e limpado com a lavagem  da água pela palavra de Deus, e na palavra de Deus foi dado à igreja o divino, o verdadeiro sistema de tratamento médico, a verdadeira filosofia e tratamentos com relação à saúde, doença, viver correto,  e todas essas coisas. Pertenço à igreja, para ser santificado e lavado com a lavagem da água por aquela palavra. Em vez de fazer o que a palavra me dá, à qual estou comprometido como pertencendo à igreja, eu tomo o que o mundo dá, e devoto ao mundo, aquilo que consegui do mundo, e pertenço à igreja. Pertenço?
            Pertenço à igreja para o propósito de ser santificado e limpo pela lavagem da água pela palavra de Deus, para a igreja. Há nessa palavra, e essa palavra mesma é, um sistema de educação. Essa é a verdadeira e é a única verdadeira educação. Digo que pertenço à igreja, mas estou satisfeito com o sistema de educação do mun­do, com a filosofia de educação do mundo, e devoto minha vida a isso. Quero saber, Pertenço realmente à igreja? É precisamente assim também como para a profissão médica ou qualquer outra profissão.
            Sou um homem de outros negócios no mundo, quer seja comércio, ou agricultura ou carpintaria; quero dizer o diário, comercial, mundo de negócios. Afirmo que pertenço à igreja, e nos esforços que desenvolvo de pensamento, de empenho, a bênção de Deus sobre tudo aquilo, a renda vem. Coloco aquilo no banco mundano. Não sou um especulador; pertenço à igreja. Mas aqui estão os meios que Deus me tem dado como membro da igreja, e eu os coloco no banco mundano; empresto aquilo aos homens mundanos para ser usado nos negócios mundanos, em vez de na obra da igreja, à qual pertenço. Então é uma pergunta justa para eu fazer, Pertenço à igreja?
            Essas referências são suficientes para ilustrar. E agora não há aqui nenhum desses delegados que não pode olhar por toda esta terra e ver milhares e milhares de ASDS que estão numa posição de pertencer à igreja, que deixa uma questão bem aberta para cada um indagar, Pertenço à igreja? E todos aqui sabem que se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] nos Estados Unidos [mundo], a partir de hoje, quiserem realmente pertencer à igreja, vós mesmos confessareis que sem dúvida esta mensagem poderia ser dada ao mundo nesta geração. Podeis dizer amém a isto. Sabeis que assim é. Então vede, irmãos, o problema não é difícil. É exatamente esta questão a ser decidida, por cada um, por si mesmo, Pertenço eu à igreja?
            E agora não devo eu, achar-me a mim mesmo, minhas faculdades, ou meus recursos envolvidos no mundo, ou empregados na obra do mundo - não devo eu, não deveis vós, tirá-los de lá, e colocá-los na obra da igreja, alistá-los na causa da igreja na terra, à qual pertenço? Que isto seja feito, e sabeis que essa espiritualidade abalaria o mundo. Pensai nisto! Se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] nos Estados Unidos [mundo] real­mente considerassem isto, e amassem a igreja, se dessem a si mesmos, com seus filhos, em favor da igreja, e para a igreja, como ficaria nossa obra de educação? Ela ficaria onde deveria estar. E tal consagração como essa traria tal poder do céu que o ensino seria fácil. A falta de professores não seria tal como é agora.
            E assim, com todo o resto, se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] na terra voltassem suas famí­lias para a educação cristã, para a educação que se torna a igreja, e que o mundo está chamando para a igreja dar, e para a necessidade disso, e por causa da falta disso, o próprio mundo está dizendo que a igreja em educação está decrescendo distintamente em quantidade, - se isto fosse feito, o mundo poderia facilmente ser alcançado nesta geração.
            É tempo para que haja apenas uma igreja no mundo que se levante e seja, não uma quantidade decrescen­te em educação, mas que seja a coisa toda em educação. Se os ASDS [Laodicéia o Remanescente] quisessem re­almente se entregar para a igreja, amando-a e dando-se para ela, com todos os seus talentos, todos os seus recur­sos, todos os seus poderes, então o problema todo do mundo seria resolvido. As facilidades do mundo são abun­dantes. No dircurso do Irmão Daniell da última noite isto foi-nos apresentado. O Irmão Conradi hoje mostrou como os campos estão abertos e todos prontos para a ceifa. As profecias, tão abundantes, mostrando que agora é o tempo têm sido apresentadas. Oh, que este povo se apresente hoje para Cristo, amando a igreja e dando-se por ela! Que este povo, digo, apresentemo-nos a Cristo como Sua igreja, para amar esta igreja, para entregar­mo-nos por ela, para darmo-nos para ela, com todo nosso esforço e todos os frutos de nosso esforço, de qualquer espécie. Então, oh, ela será como foi antes; esta será uma igreja santa, não tendo mancha nem ruga nem qualquer coisa semelhante.
            A igreja é o pilar e a base, o apoio e o esteio, da verdade no mundo. O único meio pelo qual este mundo pode obter a verdade é pela igreja. Pode ser que a igreja, como aquela igreja de Israel e Judá, de si mesma volun­tariamente não espalhe esta verdade ao mundo. O povo pode, como Israel e Judá, isolar-se do mundo, e assim falhar de dar a verdade ao mundo. Mas se isto deve ser assim, então a igreja será espalhada, como foi Israel e Judá, entre as nações de pagãos; e lá, na opressão e servidão, as nações encontrarão a verdade através da igreja. Assim, de qualquer jeito que for, o único modo em que as nações podem alcançar a verdade é da igreja; portanto, assim é como a igreja de Cristo, que é o corpo de Cristo, é o pilar e o solo, o apoio e o esteio, da verdade no mundo. É isto que mantém viva a igreja na terra.
            Como, então, pode o mundo obter a verdade de mim, como da igreja, quando todos os meus esforços estão alistados e gastos na ocupação do mundo e na filosofia de ocupação do mundo? Pode isto ser feito? - Não, senhor. O mundo não pode ver a igreja em mim nessa condição de coisas. A fim de a verdade alcançar o mundo por meu intermédio, que sou da igreja, é essencial que eu faça a obra como a obra da igreja. Se sou um agricul­tor, um agricultor da igreja. Se sou um professor, um professor como representante da igreja. Se sou um médico, sou um representante da igreja, e faço meu trabalho que se fosse da igreja. Portanto, isto apela para que cada um de nós que professa pertencer à igreja, assim pertença à igreja, que tudo que vem no curso de nossas vidas será distintamente da igreja, se relacionará à igreja, e faremos aquilo para a glória de Deus como da igreja.
            Então, oh, então, que a igreja seja tão repleta da verdade com a qual ela é plena, que a glória de Deus que está naquela verdade brilhará, e o mundo a verá, aquele gloriosa igreja. A glória do Senhor será vista so­bre ti, e a palavra será realizada de que ela se levantará e brilhará, pois sua luz é vinda, e a glória do Senhor se levantará sobre ela. Sabeis que assim é.
            Ora, tudo isto é apenas ter dito, em outras palavras, que nos dias da voz da sétimo anjo, quando ele co­meçar a soar, o mistério de Deus será terminado como Ele declarou a Seus servos os profetas.
            Aquele mistério de Deus terminado é o evangelho pregado a todo o mundo, para que o fim possa vir. Aquele mistério de Deus terminado no mundo é a obra de Deus terminada na pregação do evangelho às nações.
            E é mais do que isto, junto com isto. O mistério de Deus é Deus manifesto na carne. O mistério terminado de Deus é a conclusão, a perfeição, da manifestação de Deus na carne, nos crentes em Jesus que pertencem à igreja.
            Assim há dois lugares ocupados na terminação do mistério de Deus. Um lugar é o próprio mundo, ao qual o evangelho deve ser pregado; o outro lugar é a vida dos crentes da verdade. Devemos pregar e proclamar em palavras aos confins da terra, a cada alma sobre a terra em nossa geração, para que aquela fase da obra seja completada, e seja terminada; não obstante, se a manifestação de Deus nas vidas dos que pregam o evangelho não estiver completada também, poderemos pregar o evangelho dez mil anos, e o fim nunca virá. Não é simples­mente que o evangelho seja pregado a todo o mundo, e encha todo o mundo; mas é que quando isto for feito, ha­verá um povo preparado para encontrá-Lo no fim. Sem o término daquela manifestação de Deus na carne de cada crente, não pode haver nenhuma conclusão do mistério de Deus. Esse mistério terminado - Deus manifes­tado na carne - marcai isto - significa que somente Deus deve ser visto em cada ato da vida do crente; tal que em sua vida Deus seja manifestado. Somente isto é a manifestação do mistério de Deus, no modo que valha. E sabeis que se o caminho estiver bem aberto, e Deus tomar posse e encher as vidas dos 75.000 professos crentes hoje, seria a coisa mais fácil do mundo atingir todas as nações, tal que o fim viria.
            Novamente: Sabeis que o mistério de Deus é "Cristo em vós, a esperança da glória." Então o misté­rio terminado de Deus é o término do crescimento, a manifestação da vida de Cristo nos crentes, tal que fica­remos neste mundo na imagem de Jesus Cristo, refletindo apenas Ele, para que quando os crentes forem vis­tos, somente Cristo será visto: tudo o que é dito, tudo o que é feito, todo tom de voz, tudo que somos falará apenas de Cristo. Somento isto é a conclusão do mistério de Deus em verdade, do modo que conta. E essa é a igreja que Ele apresenta a Si mesmo.
             Porém mais: o dom da graça de Deus e de Seu Espírito é para a igreja "para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra de, o ministério, para a edificação do corpo de Cristo," a construção da igreja, até que che­guemos, não esqueçais disto, "até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até o homem perfeito, até a medida da estatura da plenitude de Cristo:" para que nos portemos neste mundo como Cristo Se portou quando aqui esteve. Somente este é o término do mistério de Deus.
            Mas isto não é difícil. Isto não precisa demorar, porque o cristianismo é criação, não evolução. - Cristia­nismo é criação, não evolução. Deus fala, e assim é. Não demora uma longa série de eras para desenvolver, para evoluir. Não. Somos a Sua manufatura, criados em Cristo para boas obras, que Deus de antemão orde­nou que andássemos nelas. Tudo que é necessário é a submissão. Tudo que é necessário é colocar esta denomi­nação, esta coleção completa de pessoas, tão dentro da igreja, e tornar-nos tão da igreja que a obra será terminada nesta geração, é a incondicional entrega a JESUS CRISTO, e esta submissão mantida para sempre.
            E esta conclusão do mistério de Deus é somente, de outro modo, a história da purificação do santuário. Quando o anjo falou sobre o assunto dos 2.300 dias, ele o fez diferentemente do modo como costumamos apresen­tar, e do modo em que tenho ouvido muitos outros falarem. Quando o anjo veio falar a Daniel sobre o assunto dos 2.300 dias, ele começou assim: "Setenta semanas estão determinadas para o teu povo e para a santa cidade." Elas começarão na "saída da ordem para restaurar e construir Jerusalém", e continuará "sessenta e nove semanas, até o Messias o Príncipe": e então após aquilo, 1810 anos e meio que levará até 1844, e então o santuário será purifi­cado. Isto está naquilo, mas este não é o sermão do anjo aqui.
            Ouvi: Isto é o que o anjo disse, e isto é o que ele pregou nos 2.300 dias: "Setenta semanas estão deter­minadas sobre o teu povo e sobre tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos." Dani­el 9: 24. Qualquer pregação do santuário, qualquer estudo do santuário, e proclamação do santuário, que não pre­gue e proclame que o término da transgressão na vida daquele que prega isto; que não significa, e não se manifes­ta em acabar com os pecados em sua vida; que não inclui fazer a expiação da iniquidade naquele que dá a mensa­gem; que não traz a justiça eterna para dentro da vida daquele que está pregando; não é a pregação da mensagem da purificação do santuário em absoluto. O mensageiro deixa de fora a própria coisa que o anjo de Deus, ao a­presentá-la, torna a essência da história inteira.
            Mesmo assim, irmãos estão nesta audiência que conhecem homens que sabem de cor a profecia dos 2.300 dias, e contudo não conhecem em suas vidas o término da transgressão, que não sabem dar um fim aos seus pecados, que não conhecem nenhuma expiação de suas próprias iniquidades, e não têm nenhuma justiça eterna para guardá-los de pecar. Sabeis que assim é. Então esse tipo de pregação do santuário e de sua purificação nunca trará a purificação do santuário, e nunca nos levará ao fim. Não, senhor.
            Há uma purificação do santuário no céu. Isto é verdadeiro. E enquanto isto prossegue no céu, e há um término de pecados lá [Nota: Não há pecados no céu senão os nossos, tranferidos para lá por Jesus, para que Ele possa agora colocá-los sobre o bode emissário.], e uma expiação da iniquidade lá, e término da transgressão lá, e tudo aquilo, todavia se aquilo também não é feito nos santos e crentes sobre a terra, então a purificação do santuá­rio nunca pode terminar. Nunca poderemos, neste caso, chegar ao fim deste mundo. Assim a purificação da igreja dos santos sobre a terra deve manter o passo, deve ser exatamente na proporção com a purificação do santuário no céu, ou essa igreja nunca estará atualizada.
            Ora, coloquemos de outra forma: Embora eu pregue a fim da transgressão nas vidas dos indivíduos; e embora eu pregue colocar um fim aos pecados, e fazer expiação pela iniquidade, e trazer a justiça eterna, para dentro da vida dos indivíduos; e todavia não pregue com aquilo o santuário e sua purificação, isto não é a terceira mensagem angélica. Aquele grande dia não pode vir até que o santuário seja purificado. O santuário não pode ser purificado até que a transgressão esteja terminada em vossa vida e na minha; até que seja dado um fim aos peca­dos na vossa vida e na minha; e a expiação feita pelos pecados que tenham sido cometidos; e então, oh, então, no lugar daquilo tudo, seja trazida a justiça eterna, para nos manter firme no caminho da justiça.
            Sabeis que dificuldade temos tido para manter a justiça na vida. Nós a amamos; entregamo-nos a ela, em submissão; mas isto aparece, e aquilo vem, e o outro, e ficamos fracos, e falhamos, e perdemos o poder daquela justiça fora da vida que sozinha pode torná-la justiça eterna. Oh, então, nesta IASD [Laodicéia o Remanescente], entre essas pessoas que se mantêm como pertencendo à igreja, há necessidade de tal purificação do santuário, tal ideía da purificação do santuário que findará a transgressão na vida de todo SDAS [Laodicéia o Remanescente], dará um fim ao pecado ali, e fará reconciliação por todos os pecados que sempre estiveram ali, e introduz, oh, para trazer para dentro a justiça eterna, - uma justiça que vem para ficar, uma justiça, que vem para habitar, uma justiça que vem para governar, eternamente, e para guardar-nos para as mansões celestiais!
            Vossos corações e mentes testemunham que somente isto pode ser qualquer verdadeira purificação do santuário. E vossos corações e mentes testemunharão também a isto, que se pode haver tal consagração, tal sub­missão, como aquela: se pode haver o recebimento de tal purificação como essa; e pertencer à igreja, realmente assim; o dar esta mensagem, o término desta obra, não demorará mais, pode ser realizada nesta geração que res­ta.
            E, irmãos, vossos corações testificarão, também, que sem aquelas coisas podemos falar, e falar, e falar, sobre ela, e tudo isto ser verdadeiro; mas podemos falar tudo aquilo, e não terminará nesta geração.
            Então aqui estamos. Agora não nos entregaremos, oh, não nos daremos verdadeiramente para pertencer, literalmente para pertencer à igreja, amando a igreja, dando-nos por ela, submetendo-nos à ela, para que assim sejamos purificados neste dia de purificação do santuário, com a lavagem da água pela palavra; para que Cristo possa apresentar a Si mesmo, como Ele tem estado desejoso, saudoso, todos estes anos para fazer uma gloriosa igreja, não tendo mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e sem defeito?

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO

Sermão de A. T. Jones, pregado em 29.03.1903
General Conference Bulletin 1903