Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta adventismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta adventismo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de setembro de 2019

A OBRA QUE EXIGE O NOSSO PENSAMENTO

 

A OBRA QUE EXIGE NOSSO PENSAMENTO


Não se podem endireitar os erros, nem operar reformas na conduta mediante alguns fracos e intermitentes esforços. A formação do caráter não é obra de um dia, nem de um ano, mas de uma existência. A luta pela conquista do eu, pela santidade e o Céu, é uma luta que se prolonga por toda a vida. Sem contínuo esforço e atividade constante, não pode haver progresso nem ganho da coroa da vitória. 

A mais vigorosa prova da queda do homem de uma mais elevada condição é o quanto lhe custa retroceder. O caminho de volta só pode ser conquistado por meio de renhida luta, palmo a palmo, hora a hora. Num momento, por uma ação precipitada, desprecavida, podemos lançar-nos sob o poder do mal; requer, porém, mais que um momento o quebrar as cadeias e atingir a uma vida mais santa. Pode-se formar o desígnio, começar a obra; sua realização, porém, requererá fadiga, tempo, perseverança, paciência e sacrifício. 

Não nos podemos permitir o agir por impulso. Não podemos estar despercebidos nem por um momento. Assaltados por inúmeras tentações, devemos resistir firmes, ou seremos vencidos. Se chegássemos ao fim da vida com nossa obra por fazer, isso importaria em perda eterna. 

A vida do apóstolo Paulo foi um constante conflito com o próprio eu. Ele disse: "Cada dia morro." I Cor. 15:31. Sua vontade e seus desejos lutavam cada dia com o dever e a vontade de Deus. Em vez de seguir a inclinação, ele fazia a vontade de Deus, embora crucificando a própria natureza. 

Ao fim de sua vida de conflito, olhando para trás, às lutas e triunfos da mesma, pôde dizer: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia." II Tim. 4:7 e 8. 

A vida cristã é uma batalha e uma marcha. Nesta guerra não há trégua; o esforço deve ser contínuo e perseverante. É assim fazendo que mantemos a vitória sobre as tentações de Satanás. A integridade cristã deve ser buscada com irresistível energia, e mantida com resoluta fixidez de propósito. 

Ninguém será levado para o alto sem árduo e perseverante esforço em prol de si mesmo. Todos têm de se empenhar por si nessa luta; nenhuma outra pessoa pode combater os nossos combates. Somos individualmente responsáveis pelos resultados do conflito; ainda que Noé, Jó e Daniel estivessem na Terra, não poderiam, por sua justiça, livrar nem filho nem filha. 

 

 A Ciência a Ser Dominada 

Há uma ciência do cristianismo a ser dominada - ciência tão mais profunda, vasta e alta que qualquer ciência humana, como os céus são mais elevados do que a Terra. A mente deve ser disciplinada, educada, exercitada; pois nos cumpre fazer serviço para Deus por maneiras que não se acham em harmonia com nossa inclinação inata. As tendências hereditárias e cultivadas para o mal devem ser vencidas. Muitas vezes, a educação e as práticas de toda uma existência devem ser rejeitadas para que a pessoa se possa tornar um aprendiz na escola de Cristo. Nosso coração deve ser educado em se firmar em Deus. Cumpre-nos formar hábitos de pensamento que nos habilitem a resistir à tentação. Devemos aprender a olhar para cima. Os princípios da Palavra de Deus - princípios tão elevados como o céu e que abrangem a eternidade - cumpre-nos compreendê-los em sua relação para com a nossa vida diária. Cada ato, cada palavra, cada pensamento deve estar de acordo com esses princípios. Tudo deve ser posto em harmonia com Cristo, e a Ele sujeito. 

As preciosas graças do Espírito Santo não se desenvolvem num momento. Ânimo, fortaleza, mansidão, fé e inabalável confiança no poder de Deus para salvar são adquiridos mediante a experiência de anos. Por uma vida de santo esforço e firme apego ao direito, devem os filhos de Deus selar seu destino. 

 

Não Há Tempo a Perder 

Não temos tempo a perder. Não sabemos quão presto nosso tempo de graça pode se encerrar. Quando muito, não teremos senão o curto espaço de uma existência aqui, e não sabemos quão breve a seta da morte pode nos ferir o coração. Não sabemos quão pronto seremos chamados a abandonar o mundo e todos os seus interesses. Estende-se diante de nós a eternidade. A cortina está a ponto de se erguer. Uns poucos anos apenas, e para todos os que ora são contados entre os vivos, sairá o decreto: "Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda." Apoc. 22:11. 

Estamos nós preparados? Conhecemos a Deus, o Governador do Céu, o Legislador, e a Jesus Cristo a quem Ele enviou ao mundo como Seu representante? Quando a obra de nossa vida terminar, estaremos aptos a dizer, como Cristo, nosso exemplo: "Eu glorifiquei-Te na Terra, tendo consumado a obra que Me deste a fazer. Manifestei o Teu nome"? João 17:4 e 6. 

Os anjos de Deus nos estão procurando atrair de nós mesmos e das coisas terrenas. Não os façais trabalhar em vão. As mentes que têm liberado as rédeas do pensamento precisam mudar. "Cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo, como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo." I Ped. 1:13-16. 

Os pensamentos devem se concentrar em Deus. Devemos exercer diligente esforço para vencer as más tendências do coração natural. Nossos esforços, nossa abnegação e perseverança devem ser proporcionais ao infinito valor do objetivo que perseguimos. Unicamente vencendo como Cristo venceu, havemos de alcançar a coroa da vida. 

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. I Cor. 10:13.

Está o homem disposto a se apoderar do divino poder, e com determinação e perseverança resistir a Satanás, conforme o exemplo que Cristo lhe deu em Seu conflito com o inimigo no deserto da tentação? Deus não pode salvar o homem contra a verdade deste, do poder dos ardis de Satanás. O homem precisa trabalhar com o seu poder humano, ajudado pelo divino de Cristo, a fim de resistir e vencer, a qualquer custo para si mesmo. Em suma, o homem precisa vencer como Cristo venceu. E então, pela vitória que é seu privilégio alcançar no todo-poderoso nome de Jesus, ele pode tornar-se herdeiro de Deus e co-herdeiro de Cristo. Este não seria o caso, se Cristo fizesse tudo sozinho para a vitória. O homem precisa fazer a sua parte; precisa ser vitorioso por sua própria conta, mediante a força e graça que Cristo lhe dá. Ele precisa ser coobreiro de Cristo na tarefa de vencer, e então será participante com Cristo em Sua glória. Testimonies, vol. 4, págs. 32 e 33.

As vítimas de maus hábitos devem ser despertadas para a necessidade de fazer esforços por si mesmos. Outros podem desenvolver os mais fervorosos empenhos para erguê-los, a graça de Deus pode-lhes ser abundantemente oferecida, Cristo pode rogar, Seus anjos ministrar; tudo, porém, será em vão, a menos que eles próprios despertem para pelejar o combate em seu favor. ...

Os que põem em Cristo a confiança não devem ficar escravizados por nenhuma tendência ou hábito hereditário, ou cultivado. Em lugar de ficar subjugados em servidão à natureza inferior, devem reger todo apetite e paixão. Deus não nos deixou lutar com o mal em nossa própria, limitada força. Sejam quais forem nossas tendências herdadas ou cultivadas para o erro, podemos vencer, mediante o poder que Ele nos está disposto a comunicar. A Ciência do Bom Viver, págs. 174-176.

A tentação mais forte não pode desculpar o pecado. Por maior que seja a pressão exercida sobre a alma, a transgressão é o nosso próprio ato. Não está no poder da Terra nem do inferno compelir alguém a fazer o mal. Satanás ataca-nos em nossos pontos fracos, mas não é o caso de sermos vencidos. Por mais severo ou inesperado que seja o ataque, Deus nos proveu auxílio e em Sua força podemos vencer. Patriarcas e Profetas, pág. 421.

"A capacidade de discernir entre o que é reto e o que não o é, podemos possuí-la unicamente pela confiança individual em Deus. Cada um deve aprender por si, com auxílio dEle, mediante a Sua Palavra. A nossa capacidade de raciocinar foi-nos dada para que a usássemos, e Deus quer que seja exercitada." (E. G. White, Educação, p. 231).

 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”  Filipenses 4:8  

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O QUE SIGNIFICA SER MEMBRO DA IGREJA - A T Jones



             O QUE SIGNIFICA SER MEMBRO DA IGREJA





            "Cristo amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Efésios 5: 25-27.

            Essa, como diz a palavra, é a igreja que Cristo apresentará a Si mesmo quando Ele vier. Jesus amou essa igreja, a igreja, e deu-Se por ela; e quem quer que for dessa igreja quando ela for a igreja gloriosa, não tendo mancha ou ruga ou qualquer dessas coisas, deve amar a igreja, e dar-se por ela.
            Essa é a igreja pela qual Deus dará Sua última mensagem a este mundo "nesta geração". Mas Deus não pode ter essa igreja pela qual Ele possa dar aquela mensagem, até que Deus encontre um povo que amará a igreja e dar-se-á por ela.
            Isto está na filosofia das coisas também; pois não está escrito, "Que essa mente esteja em vós, a qual também esteve em Cristo Jesus"? E quando essa mente n’Ele O levou a amar a igreja, e a dar-Se por ela, o que essa mente fará em qualquer outra pessoa? Não preciso me deter mais sobre isto.
            A igreja é o corpo de Cristo no mundo. É Jesus manifestado no mundo. E essa igreja, sendo Seu corpo, sendo Ele mesmo manifestado, amar essa igreja e dar-me por ela, não é nada menos, e não pode ser nada mais, do que amá-la e dar-me por Jesus.
            Ser membro nessa igreja, então, vem não por pertencer à igreja, a fim de pertencer a Cristo, mas per­tencer a Cristo, a fim de pertencer à igreja. E a diferença entre estas duas coisas é a diferença entre o mistério de Deus e o mistério da iniquidade. O mistério da iniquidade exalta a forma, o nome, a idéia, da igreja, e então chama, e arrebata, e força, todo o mundo para dentro daquela igreja, a fim de que ela possa ser o que o mistério da iniquidade designa, - não para salvação, pois a salvação não está nela; não para a justiça, pois a justiça não está nela. As pessoas são as mesmas de antes, embora elas portem um nome diferente. Eles se conformam a diferentes formas de coisas do que faziam antes; mas no caráter, na vida, em tudo aquilo que eles sempre foram, eles são os mesmos como se eles não fossem membros da igreja em absoluto.
            Mas a igreja, a igreja de Cristo, é Ele mesmo manifestado. Portanto, para pertencer a esta igreja de­vemos primeiro pertencer a Ele. E pertencer a esta igreja depende inteiramente de sermos membros de Jesus. E estarmos nesta igreja depende totalmente de estarmos em Cristo. Então, quando entramos na igreja ao entrar­mos n’Ele, e estar na igreja ao estar n’Ele, isto nos torna uma nova pessoa. Isso muda o indivíduo num outro homem. Isto o torna cristão, tal como Cristo, Cristo manifesto.
            Então precisamos examinar-nos diariamente, cada um por si mesmo, e perguntar, "Sou membro da igre­ja? Não porque estou arrolado nos livros da igreja. Não. Sou um membro da igreja porque me uni à igreja, e esta é minha dependência? Mas, sou membro da igreja porque meu nome está no livro da vida? Sou um membro da igreja porque dei-me para Cristo, e pertenço a Ele, e vivo e me movo e tenho meu ser n’Ele?" Tais como estes são os únicos membros da igreja que existe sobre esta terra. Não importa quanto tenhamos nosso nome no livro da igreja, nem quanto tempo temos sido membros da igreja por unirmo-nos ao que é uma idéia da igreja na for­ma, uma coleção de indivíduos. Não importa quanto tenhamos feito aquilo, nem por quanto tempo tenha sido fei­to, nunca seremos membros da igreja dessa forma.
            E embora possa acontecer que a oportunidade ou circunstâncias impeçam vosso nome de estar em qual­quer livro sobre a terra, ou em qualquer coleção de indivíduos sobre a terra, mesmo assim se estais unidos a Jesus, e viveis n’Ele, sois membro da igreja, embora sejais a única alma sobre a terra. Esta é a única verdadeira qualidade de membro da igreja de Cristo, e o único modo de ser membro na igreja de Cristo.
            Cristo amou a igreja, e deu-Se por ela, para que Ele a pudesse santificar e limpar com a lavagem da água pela palavra; a fim de que Ele pudesse, apresentá-la para Si mesmo uma igreja gloriosa, não tendo nenhuma mancha ou ruga e coisa semelhante; mas que ela fosse santa e sem defeito. Portanto, essa mesma mente deve estar em todos, a fim de que sejamos cristãos. A única coisa para fazermos é amar a igreja, e dar-nos por ela, para que possamos ser santificados e limpos com a lavagem da água pela palavra, para que sejamos apresentados a Jesus, uma igreja gloriosa, não tendo nenhuma mácula ou ruga e coisa semelhante.
            Cristo amou a igreja e deu-Se por ela. Estamos familiarizados com o pensamento que Cristo "me amou e deu-Se por mim." E lemos nisso com outras escrituras ao mesmo propósito, que, em amar-me e dar-Se por mim, Ele me amou e deu-Se para mim.
            É o mesmo com a igreja. Ele amou a igreja, e deu-Se em favor da igreja; e ao amar a igreja, e dar-Se pela igreja, Ele tem amado a igreja, e dado a Si mesmo para a igreja. Então quando eu, a partir d’Ele, com Sua mente, e por intermédio d’Ele, amei a igreja, e dei-me por ela, eu amo a igreja, e dou-me para ela, tal que eu lite­ralmente pertenço à igreja.                
            Umas poucas palavras sobre isto. É uma expressão comum, "Tal e tal pessoa pertence à igreja," "Eu per­tenço à igreja." A questão para perguntamos hoje é, Pertenço à igreja, ou pertenço ao mundo? Pertenço a mim mesmo, ou ao mundo; ou sou possuído, dominado e mantido pela igreja, tal que eu literalmente pertenço à igreja? Tenho eu me entregado à igreja? a Cristo?
            Essa é a espécie de igreja que Jesus deixou quando Ele foi embora, ou pelo menos, que Ele tinha em poucos dias depois, quando Ele outorgou o Espírito Santo, esse é o tipo de igreja, em outras palavras, que Jesus enviou ao mundo para começar Sua grande obra sobre a terra. E aquela igreja  desse tipo pequena em número alcançou o mundo com a mensagem de Cristo naquela geração, que tinha passado a metade quando eles começaram. Não é uma questão de números, nem do tamanho do mundo, nem nada desse tipo que devemos con­siderar hoje ao dar esta mensagem ao mundo. A única coisa para considerarmos é isto, Todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] pertencem à igreja? Estabelecida esta questão, com os 75.000 ASDS hoje [em 1903], - que esses 75.000, cada um, individualmente, por si mesmo, pertença à igreja, - o problema mais fácil que jamais poderia ocorrer na terra seria dar a mensagem do terceiro anjo nesta geração.
            Havia 120 cristãos para começar naquele dia quando o Pentecoste caiu. Há agora [em 1903] arrolados não menos que 75.000 SDAS. O mundo não é maior hoje do que era quando os apóstolos começaram do Pentecos­te, quanto ao número de SDAS é mais que o número daquela ocasião. Então quando aquela pequena companhia pôde pregar o evangelho ao mundo tal que a Escritura podia dizer "a toda criatura debaixo do céu,"  na geração que era já metade passada, porque eles pertenciam à igreja, assim, hoje, é perfeitamente fácil para este número atingir o mundo no resto desta geração, se somente todos nós pertencermos à igreja. Há recursos abundantes. Os ASDS [Laodicéia o Remanescente] têm bastante dinheiro, mas nem todos pertencem à igreja. Esta é a dificuldade. Há dinheiro suficiente entre os ASDS [Laodicéia o Remanescente]  hoje para dar um ímpeto a esta mensagem  que alcançaria o mundo no resto desta geração, se somente esse dinheiro pudesse pertencer à igreja. Há facilidades suficientes, há talentos bastantes, há habilidade suficiente, todos os suprimentos que são necessários, ou que ja­mais serão precisos, se somente essas facilidades, esse talento, essas faculdades, pertencerem à igreja.
            E é uma questão de valor perguntar, Se meu dinheiro pertence ao mundo, pertenço eu à igreja? Se meus talentos, minhas abilidades são colocadas a serviço do mundo, como do mundo, e não a serviço da igreja, como da igreja, a questão merece consideração. Pertenço eu mesmo à igreja?
            Isso volta nossa atenção à questão, Quanto toma para me compor?  Quanto há de um homem? Podeis ter um homem aqui, e suas faculdades acolá, suas habilidades em outro lugar, e o fruto de suas faculdades, o fruto de suas habilidades, os resultados de sua vida e esforço, em ainda noutro lugar? Poderia isto ser, e o homem estar aqui, - tudo dele? - Não senhor. Todas as minhas faculdades, todo fruto de minha vida, devem estar onde estou, se eu mesmo devo estar ali. Não podemos escapar disso. Então, pertenço eu à igreja? Pertenço? Esta é a questão. Pertencem esses 75.000 ASDS à igreja? Esta é a questão.
            Para ilustrar: Suponde que tenho meu nome no livro da igreja, pertencendo à igreja. Sou um professor e gasto todo meu tempo, todo meu esforço, toda minha habilidade, e toda minha faculdade como um professor na escola do mundo; e ensinando na escola do mundo, no modo do mundo, na educação do mundo, vale perguntar, Pertenço à igreja? Estou amando a igreja e dando-me em favor dela? O que for que eu professar, minhas faculda­des, minha vida, o que sou na habilidade que Deus me tem dado, a estou dando para o mundo, para a obra do mundo, e para os propósitos do mundo. Assim é. Então estou eu amando a igreja e dando-me em favor dela? Per­tenço eu à igreja?
            Suponde que eu seja um médico, e dou minha habilidade, meu talento, minhas faculdades, minha vida, e meu esforço para o caminho do mundo que é chamado medicina, o modo do mundo de tratar a doença. Fico como um membro da igreja, como pertencendo à igreja, e devo ser santificado e limpado com a lavagem  da água pela palavra de Deus, e na palavra de Deus foi dado à igreja o divino, o verdadeiro sistema de tratamento médico, a verdadeira filosofia e tratamentos com relação à saúde, doença, viver correto,  e todas essas coisas. Pertenço à igreja, para ser santificado e lavado com a lavagem da água por aquela palavra. Em vez de fazer o que a palavra me dá, à qual estou comprometido como pertencendo à igreja, eu tomo o que o mundo dá, e devoto ao mundo, aquilo que consegui do mundo, e pertenço à igreja. Pertenço?
            Pertenço à igreja para o propósito de ser santificado e limpo pela lavagem da água pela palavra de Deus, para a igreja. Há nessa palavra, e essa palavra mesma é, um sistema de educação. Essa é a verdadeira e é a única verdadeira educação. Digo que pertenço à igreja, mas estou satisfeito com o sistema de educação do mun­do, com a filosofia de educação do mundo, e devoto minha vida a isso. Quero saber, Pertenço realmente à igreja? É precisamente assim também como para a profissão médica ou qualquer outra profissão.
            Sou um homem de outros negócios no mundo, quer seja comércio, ou agricultura ou carpintaria; quero dizer o diário, comercial, mundo de negócios. Afirmo que pertenço à igreja, e nos esforços que desenvolvo de pensamento, de empenho, a bênção de Deus sobre tudo aquilo, a renda vem. Coloco aquilo no banco mundano. Não sou um especulador; pertenço à igreja. Mas aqui estão os meios que Deus me tem dado como membro da igreja, e eu os coloco no banco mundano; empresto aquilo aos homens mundanos para ser usado nos negócios mundanos, em vez de na obra da igreja, à qual pertenço. Então é uma pergunta justa para eu fazer, Pertenço à igreja?
            Essas referências são suficientes para ilustrar. E agora não há aqui nenhum desses delegados que não pode olhar por toda esta terra e ver milhares e milhares de ASDS que estão numa posição de pertencer à igreja, que deixa uma questão bem aberta para cada um indagar, Pertenço à igreja? E todos aqui sabem que se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] nos Estados Unidos [mundo], a partir de hoje, quiserem realmente pertencer à igreja, vós mesmos confessareis que sem dúvida esta mensagem poderia ser dada ao mundo nesta geração. Podeis dizer amém a isto. Sabeis que assim é. Então vede, irmãos, o problema não é difícil. É exatamente esta questão a ser decidida, por cada um, por si mesmo, Pertenço eu à igreja?
            E agora não devo eu, achar-me a mim mesmo, minhas faculdades, ou meus recursos envolvidos no mundo, ou empregados na obra do mundo - não devo eu, não deveis vós, tirá-los de lá, e colocá-los na obra da igreja, alistá-los na causa da igreja na terra, à qual pertenço? Que isto seja feito, e sabeis que essa espiritualidade abalaria o mundo. Pensai nisto! Se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] nos Estados Unidos [mundo] real­mente considerassem isto, e amassem a igreja, se dessem a si mesmos, com seus filhos, em favor da igreja, e para a igreja, como ficaria nossa obra de educação? Ela ficaria onde deveria estar. E tal consagração como essa traria tal poder do céu que o ensino seria fácil. A falta de professores não seria tal como é agora.
            E assim, com todo o resto, se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] na terra voltassem suas famí­lias para a educação cristã, para a educação que se torna a igreja, e que o mundo está chamando para a igreja dar, e para a necessidade disso, e por causa da falta disso, o próprio mundo está dizendo que a igreja em educação está decrescendo distintamente em quantidade, - se isto fosse feito, o mundo poderia facilmente ser alcançado nesta geração.
            É tempo para que haja apenas uma igreja no mundo que se levante e seja, não uma quantidade decrescen­te em educação, mas que seja a coisa toda em educação. Se os ASDS [Laodicéia o Remanescente] quisessem re­almente se entregar para a igreja, amando-a e dando-se para ela, com todos os seus talentos, todos os seus recur­sos, todos os seus poderes, então o problema todo do mundo seria resolvido. As facilidades do mundo são abun­dantes. No dircurso do Irmão Daniell da última noite isto foi-nos apresentado. O Irmão Conradi hoje mostrou como os campos estão abertos e todos prontos para a ceifa. As profecias, tão abundantes, mostrando que agora é o tempo têm sido apresentadas. Oh, que este povo se apresente hoje para Cristo, amando a igreja e dando-se por ela! Que este povo, digo, apresentemo-nos a Cristo como Sua igreja, para amar esta igreja, para entregar­mo-nos por ela, para darmo-nos para ela, com todo nosso esforço e todos os frutos de nosso esforço, de qualquer espécie. Então, oh, ela será como foi antes; esta será uma igreja santa, não tendo mancha nem ruga nem qualquer coisa semelhante.
            A igreja é o pilar e a base, o apoio e o esteio, da verdade no mundo. O único meio pelo qual este mundo pode obter a verdade é pela igreja. Pode ser que a igreja, como aquela igreja de Israel e Judá, de si mesma volun­tariamente não espalhe esta verdade ao mundo. O povo pode, como Israel e Judá, isolar-se do mundo, e assim falhar de dar a verdade ao mundo. Mas se isto deve ser assim, então a igreja será espalhada, como foi Israel e Judá, entre as nações de pagãos; e lá, na opressão e servidão, as nações encontrarão a verdade através da igreja. Assim, de qualquer jeito que for, o único modo em que as nações podem alcançar a verdade é da igreja; portanto, assim é como a igreja de Cristo, que é o corpo de Cristo, é o pilar e o solo, o apoio e o esteio, da verdade no mundo. É isto que mantém viva a igreja na terra.
            Como, então, pode o mundo obter a verdade de mim, como da igreja, quando todos os meus esforços estão alistados e gastos na ocupação do mundo e na filosofia de ocupação do mundo? Pode isto ser feito? - Não, senhor. O mundo não pode ver a igreja em mim nessa condição de coisas. A fim de a verdade alcançar o mundo por meu intermédio, que sou da igreja, é essencial que eu faça a obra como a obra da igreja. Se sou um agricul­tor, um agricultor da igreja. Se sou um professor, um professor como representante da igreja. Se sou um médico, sou um representante da igreja, e faço meu trabalho que se fosse da igreja. Portanto, isto apela para que cada um de nós que professa pertencer à igreja, assim pertença à igreja, que tudo que vem no curso de nossas vidas será distintamente da igreja, se relacionará à igreja, e faremos aquilo para a glória de Deus como da igreja.
            Então, oh, então, que a igreja seja tão repleta da verdade com a qual ela é plena, que a glória de Deus que está naquela verdade brilhará, e o mundo a verá, aquele gloriosa igreja. A glória do Senhor será vista so­bre ti, e a palavra será realizada de que ela se levantará e brilhará, pois sua luz é vinda, e a glória do Senhor se levantará sobre ela. Sabeis que assim é.
            Ora, tudo isto é apenas ter dito, em outras palavras, que nos dias da voz da sétimo anjo, quando ele co­meçar a soar, o mistério de Deus será terminado como Ele declarou a Seus servos os profetas.
            Aquele mistério de Deus terminado é o evangelho pregado a todo o mundo, para que o fim possa vir. Aquele mistério de Deus terminado no mundo é a obra de Deus terminada na pregação do evangelho às nações.
            E é mais do que isto, junto com isto. O mistério de Deus é Deus manifesto na carne. O mistério terminado de Deus é a conclusão, a perfeição, da manifestação de Deus na carne, nos crentes em Jesus que pertencem à igreja.
            Assim há dois lugares ocupados na terminação do mistério de Deus. Um lugar é o próprio mundo, ao qual o evangelho deve ser pregado; o outro lugar é a vida dos crentes da verdade. Devemos pregar e proclamar em palavras aos confins da terra, a cada alma sobre a terra em nossa geração, para que aquela fase da obra seja completada, e seja terminada; não obstante, se a manifestação de Deus nas vidas dos que pregam o evangelho não estiver completada também, poderemos pregar o evangelho dez mil anos, e o fim nunca virá. Não é simples­mente que o evangelho seja pregado a todo o mundo, e encha todo o mundo; mas é que quando isto for feito, ha­verá um povo preparado para encontrá-Lo no fim. Sem o término daquela manifestação de Deus na carne de cada crente, não pode haver nenhuma conclusão do mistério de Deus. Esse mistério terminado - Deus manifes­tado na carne - marcai isto - significa que somente Deus deve ser visto em cada ato da vida do crente; tal que em sua vida Deus seja manifestado. Somente isto é a manifestação do mistério de Deus, no modo que valha. E sabeis que se o caminho estiver bem aberto, e Deus tomar posse e encher as vidas dos 75.000 professos crentes hoje, seria a coisa mais fácil do mundo atingir todas as nações, tal que o fim viria.
            Novamente: Sabeis que o mistério de Deus é "Cristo em vós, a esperança da glória." Então o misté­rio terminado de Deus é o término do crescimento, a manifestação da vida de Cristo nos crentes, tal que fica­remos neste mundo na imagem de Jesus Cristo, refletindo apenas Ele, para que quando os crentes forem vis­tos, somente Cristo será visto: tudo o que é dito, tudo o que é feito, todo tom de voz, tudo que somos falará apenas de Cristo. Somento isto é a conclusão do mistério de Deus em verdade, do modo que conta. E essa é a igreja que Ele apresenta a Si mesmo.
             Porém mais: o dom da graça de Deus e de Seu Espírito é para a igreja "para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra de, o ministério, para a edificação do corpo de Cristo," a construção da igreja, até que che­guemos, não esqueçais disto, "até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até o homem perfeito, até a medida da estatura da plenitude de Cristo:" para que nos portemos neste mundo como Cristo Se portou quando aqui esteve. Somente este é o término do mistério de Deus.
            Mas isto não é difícil. Isto não precisa demorar, porque o cristianismo é criação, não evolução. - Cristia­nismo é criação, não evolução. Deus fala, e assim é. Não demora uma longa série de eras para desenvolver, para evoluir. Não. Somos a Sua manufatura, criados em Cristo para boas obras, que Deus de antemão orde­nou que andássemos nelas. Tudo que é necessário é a submissão. Tudo que é necessário é colocar esta denomi­nação, esta coleção completa de pessoas, tão dentro da igreja, e tornar-nos tão da igreja que a obra será terminada nesta geração, é a incondicional entrega a JESUS CRISTO, e esta submissão mantida para sempre.
            E esta conclusão do mistério de Deus é somente, de outro modo, a história da purificação do santuário. Quando o anjo falou sobre o assunto dos 2.300 dias, ele o fez diferentemente do modo como costumamos apresen­tar, e do modo em que tenho ouvido muitos outros falarem. Quando o anjo veio falar a Daniel sobre o assunto dos 2.300 dias, ele começou assim: "Setenta semanas estão determinadas para o teu povo e para a santa cidade." Elas começarão na "saída da ordem para restaurar e construir Jerusalém", e continuará "sessenta e nove semanas, até o Messias o Príncipe": e então após aquilo, 1810 anos e meio que levará até 1844, e então o santuário será purifi­cado. Isto está naquilo, mas este não é o sermão do anjo aqui.
            Ouvi: Isto é o que o anjo disse, e isto é o que ele pregou nos 2.300 dias: "Setenta semanas estão deter­minadas sobre o teu povo e sobre tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos." Dani­el 9: 24. Qualquer pregação do santuário, qualquer estudo do santuário, e proclamação do santuário, que não pre­gue e proclame que o término da transgressão na vida daquele que prega isto; que não significa, e não se manifes­ta em acabar com os pecados em sua vida; que não inclui fazer a expiação da iniquidade naquele que dá a mensa­gem; que não traz a justiça eterna para dentro da vida daquele que está pregando; não é a pregação da mensagem da purificação do santuário em absoluto. O mensageiro deixa de fora a própria coisa que o anjo de Deus, ao a­presentá-la, torna a essência da história inteira.
            Mesmo assim, irmãos estão nesta audiência que conhecem homens que sabem de cor a profecia dos 2.300 dias, e contudo não conhecem em suas vidas o término da transgressão, que não sabem dar um fim aos seus pecados, que não conhecem nenhuma expiação de suas próprias iniquidades, e não têm nenhuma justiça eterna para guardá-los de pecar. Sabeis que assim é. Então esse tipo de pregação do santuário e de sua purificação nunca trará a purificação do santuário, e nunca nos levará ao fim. Não, senhor.
            Há uma purificação do santuário no céu. Isto é verdadeiro. E enquanto isto prossegue no céu, e há um término de pecados lá [Nota: Não há pecados no céu senão os nossos, tranferidos para lá por Jesus, para que Ele possa agora colocá-los sobre o bode emissário.], e uma expiação da iniquidade lá, e término da transgressão lá, e tudo aquilo, todavia se aquilo também não é feito nos santos e crentes sobre a terra, então a purificação do santuá­rio nunca pode terminar. Nunca poderemos, neste caso, chegar ao fim deste mundo. Assim a purificação da igreja dos santos sobre a terra deve manter o passo, deve ser exatamente na proporção com a purificação do santuário no céu, ou essa igreja nunca estará atualizada.
            Ora, coloquemos de outra forma: Embora eu pregue a fim da transgressão nas vidas dos indivíduos; e embora eu pregue colocar um fim aos pecados, e fazer expiação pela iniquidade, e trazer a justiça eterna, para dentro da vida dos indivíduos; e todavia não pregue com aquilo o santuário e sua purificação, isto não é a terceira mensagem angélica. Aquele grande dia não pode vir até que o santuário seja purificado. O santuário não pode ser purificado até que a transgressão esteja terminada em vossa vida e na minha; até que seja dado um fim aos peca­dos na vossa vida e na minha; e a expiação feita pelos pecados que tenham sido cometidos; e então, oh, então, no lugar daquilo tudo, seja trazida a justiça eterna, para nos manter firme no caminho da justiça.
            Sabeis que dificuldade temos tido para manter a justiça na vida. Nós a amamos; entregamo-nos a ela, em submissão; mas isto aparece, e aquilo vem, e o outro, e ficamos fracos, e falhamos, e perdemos o poder daquela justiça fora da vida que sozinha pode torná-la justiça eterna. Oh, então, nesta IASD [Laodicéia o Remanescente], entre essas pessoas que se mantêm como pertencendo à igreja, há necessidade de tal purificação do santuário, tal ideía da purificação do santuário que findará a transgressão na vida de todo SDAS [Laodicéia o Remanescente], dará um fim ao pecado ali, e fará reconciliação por todos os pecados que sempre estiveram ali, e introduz, oh, para trazer para dentro a justiça eterna, - uma justiça que vem para ficar, uma justiça, que vem para habitar, uma justiça que vem para governar, eternamente, e para guardar-nos para as mansões celestiais!
            Vossos corações e mentes testemunham que somente isto pode ser qualquer verdadeira purificação do santuário. E vossos corações e mentes testemunharão também a isto, que se pode haver tal consagração, tal sub­missão, como aquela: se pode haver o recebimento de tal purificação como essa; e pertencer à igreja, realmente assim; o dar esta mensagem, o término desta obra, não demorará mais, pode ser realizada nesta geração que res­ta.
            E, irmãos, vossos corações testificarão, também, que sem aquelas coisas podemos falar, e falar, e falar, sobre ela, e tudo isto ser verdadeiro; mas podemos falar tudo aquilo, e não terminará nesta geração.
            Então aqui estamos. Agora não nos entregaremos, oh, não nos daremos verdadeiramente para pertencer, literalmente para pertencer à igreja, amando a igreja, dando-nos por ela, submetendo-nos à ela, para que assim sejamos purificados neste dia de purificação do santuário, com a lavagem da água pela palavra; para que Cristo possa apresentar a Si mesmo, como Ele tem estado desejoso, saudoso, todos estes anos para fazer uma gloriosa igreja, não tendo mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e sem defeito?

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO

Sermão de A. T. Jones, pregado em 29.03.1903
General Conference Bulletin 1903

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

SETE ANJOS EM APOCALISE - CAPITULO 13 - FT WRIGHT



Os Sete Anjos

Capítulo 13


O Regresso do Quarto Anjo

A rejeição do quarto anjo em Minneapolis, foi a segunda frustração da tentativa de Deus para finalizar a obra através da mensagem do terceiro anjo. A primeira vez tinha sido imediatamente após 1844, antes do laodiceanismo ter tomado o lugar da verdadeira religião.[JR1] 
Isto deixou Deus sem alternativa senão enviar o quarto anjo outra vez, porque a mensagem do terceiro anjo em verdade é a única pela qual a obra pode ser finalizada. Não há outra alternativa. Isto significa que todas as vezes que o quarto anjo é rejeitado, ele tem que vir outra vez até que por fim seja encontrado um povo que aceite e ponha em prática a mensagem de acordo com a vontade e propósito divinos. Então virá o fim.
Este factos tendem a encher uma pessoa com o sentimento desanimador que este ciclo de repetidos aparecimentos e rejeições possa continuar para sempre, mas, tende bom ânimo em Deus, porque o testemunho da profecia indica que o quarto anjo apenas precisará de voltar uma vez depois da trágica rejeição que sofreu em 1888. Quando o fizer, será aceite de todo o coração por um povo em todo o mundo e a obra será finalizada.
Nenhuma falta se encontra nos meios dados na mensagem e obra do quarto anjo, porque a falha está unicamente no povo de Deus por ter fracassado em fazer a obra de acordo com os caminhos d’Ele. Escolheram, como fizeram todos os movimentos no passado, substituir as orientações e poder de Deus pelas teorias e procedimentos humanos. Essa é a causa do fracasso, não qualquer falta na mensagem. A única esperança está numa geração de pessoas que se entregue totalmente à verdade de Deus como Ele a envia e em fazer a obra de Jeová à Sua maneira. A mensagem é mais do que adequada para a sua missão.[JR2] 
Mas, quanto tempo deve o anjo esperar depois de 1888-1893 para voltar? Com certeza, ele não podia vir de novo à geração que o rejeitou a menos que ela tivesse visto e completamente se tivesse arrependido do terrível pecado cometido em Minneapolis. Eles não demonstraram a mínima disposição de fazer isto, assim o anjo não veio para eles outra vez.
Depois de ser claro que não se arrependeriam, a oportunidade que desprezaram tinha que ser dada a outra geração, que recebesse o chamamento e do mesmo modo enfrentasse o teste que os seus antecessores falharam. Esta geração que se seguiu seria convidada a compreender que a obra nunca podia ser finalizada a menos que houvesse uma verdadeira renovação da vida espiritual, seguida por uma completa reforma do pensamento humano em favor das orientações divinas. Uma vez estabelecidas estas convicções, tinha chegado o tempo em que o quarto anjo encontraria um povo receptivo que poderia ser ensinado e portanto a possibilidade de ver a obra finalizada. Nem todos no movimento aceitariam, porque as virgens loucas estarão na igreja até serem separadas das prudentes no fim da provação. Todavia, o Senhor encontrará um povo que será leal e verdadeiro e será através dele que Ele realizará o Seu divino propósito.[JR3] 
Deus prometeu que: “Certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma, sem ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas.”
Portanto, o que teve lugar em Minneapolis e o que se desenvolveu depois, foi escrito na palavra profética antes dos acontecimentos em si mesmos ocorrerem no devido tempo.
Em primeiro lugar, olharemos as profecias escritas depois de 1888 que predizem o regresso da mensagem e da sua rejeição pela maioria. A primeira a ser citada foi escrita em 1890, a seguir à tragédia de Minneapolis:
“Haverá nas igrejas uma maravilhosa manifestação do poder de Deus, mas não surtirá efeito naqueles que se não humilharam perante o Senhor e abriram a porta do coração pela confissão e arrependimento. Na manifestação desse poder que ilumina o coração com a glória de Deus, verão apenas algo que na sua cegueira pensam ser perigoso, algo que despertará os seus receios e fortalecê-los-á a resistirem. Porque o Senhor não opera segundo as ideias e expectativas deles, opor-se-ão à obra. ‘Porquê’, dizem, ‘não devíamos nós conhecer o Espírito de Deus, quando temos estado a trabalhar há tantos anos?’ — porque não responderam às advertências, às súplicas da mensagem de Deus, mas persistentemente disseram, ‘rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta.’ Talento, longa experiência, não tornarão os homens canais de luz a menos que se coloquem sob os raios do Sol da Justiça.” The Review and Herald Extra, 23 de Dezembro de 1890.[JR4] 
Esta não pode ser uma profecia da vinda da mensagem em Minneapolis, porque quando este testemunho foi escrito essa já estava no passado e a rejeição da luz já se tinha tornado certa. Foi uma predição que se cumpriria mais tarde quando a mensagem viesse pela segunda vez. Houve apenas uma restrita manifestação do maravilhoso poder de Deus entre 1888 e 1893, mas virá o tempo em que haverá uma “... maravilhosa manifestação do poder de Deus ...” Mas, estai certos, que uma vez mais, o ministério será o principal opositor da proclamação da verdade e fará tudo o que estiver ao seu alcance para assegurar que ela não seja recebida e avance. Porém, apesar desta firme oposição, a mensagem será aceite pelos sinceros de coração e terá sucesso onde falhou no passado.[JR5]  Um segundo testemunho confirmando a verdade que a mensagem não será compreendida nem recebida por muitos, é o seguinte:
“A mensagem do terceiro anjo não será compreendida, a luz que iluminará a terra com a sua glória será chamada de luz falsa por aqueles que recusam caminhar no avanço da sua glória. A obra que podia ter sido feita, será deixada por fazer pelos que rejeitam a verdade, por causa da sua incredulidade. Apelamos aqueles que se opõem à luz da verdade, que saiam do caminho do povo de Deus. Deixai que a luz enviada pelo Céu brilhe sobre ele em claros e firmes raios. Deus considera aqueles a quem esta luz vem, responsáveis pelo uso que fazem dela. Aqueles que não ouvirem serão tomados como responsáveis; porque a verdade foi colocada ao seu alcance, mas desprezaram as suas oportunidades e privilégios. Mensagens com credenciais divinas têm sido enviadas ao povo de Deus; a glória, a majestade, a justiça de Cristo, cheia de bondade e verdade foram apresentadas; a plenitude da Divindade em Jesus Cristo foi apresentada entre nós com beleza e afecto, para atrair todos cujos corações não estejam fechados com preconceito. Sabemos que Deus tem operado entre nós. Temos visto almas voltarem do pecado para a justiça. Temos visto a fé reviver nos corações dos contritos. Seremos nós como os leprosos que foram limpos que seguiram o seu caminho e só um voltou para dar glória a Deus? Falemos antes da Sua bondade e louvemos Deus com o coração, a pena e com a voz.” The Review and Herald, 27 de Maio de 1890.
Este testemunho tem de facto uma aplicação ao que estava a acontecer quando foi escrito, mas não pode ser confinado apenas a essa situação, porque, se essa tivesse que ser apenas a única aplicação, então teria sido escrito: “A mensagem do terceiro anjo [está a ser] compreendida, a luz que iluminará a Terra com a sua glória [está a ser chamada] luz falsa, por aqueles que [estão a recusar] caminhar no avanço da sua glória.” [JR6] 
Deus com certeza não foi apanhado de surpresa por aquilo que teve lugar em Minneapolis. Ele revelou o Seu conhecimento prévio já desde o tempo do Antigo Testamento quando descreveu pela profecia de Oseias, a sequência de acontecimentos que conduziriam ao derramamento da chuva serôdia. É uma verdade bem estabelecida que a chuva serôdia cai apenas no final da história deste mundo. Portanto, qualquer profecia que trate com o derramamento desta poderosa bênção, deve ser aplicada aos acontecimentos finais antes do fim da provação. Com esse princípio estabelecido e um conhecimento daquilo que ocorreu em 1888, é uma questão simples ver como a profecia de Oseias 5:15; 6:1-3 deve ser aplicada. Ela lê-se do seguinte modo:
“‘Irei e voltarei ao meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles angustiados, de madrugada me buscarão.’
“Vinde, e tornemos ao Senhor, porque Ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida.
“Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante d’Ele.
“Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a Sua saída, como a alva, é certa; e Ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”
Foi quando rejeitado entre 1888 e 1893, que o poderoso quarto anjo declarou que voltaria ao seu lugar, até que, depois de muitos cansativos e infrutíferos anos o povo de Deus se convencesse da sua necessidade deste poderoso anjo e seu ministério, ele regressaria.[JR7] 
Assim, por volta de 1950, veio por fim o tempo em que o povo de Deus tinha visto o resultado dos seus próprios caminhos, compreenderam que não estavam a fazer um verdadeiro progresso em direcção ao reino e que portanto, tinham que examinar as suas crenças e procedimentos para verem onde se tinham afastado. A sua destituição espiritual tinha-se tornado tão desesperada que estavam prontos a ouvir outra coisa diferente do adventismo laodicense. Assim se desenvolveram as condições necessárias para limpar o caminho para o regresso do anjo. Começaram a ouvir-se clamores pedindo um regresso ao Senhor, Sua verdade e Seus caminhos.
O Senhor estava disposto a responder a esse movimento. A promessa é que “Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele.”
No que respeita ao quarto anjo, este primeiro dia aconteceu quando ele tentou derramar a luz e poder da chuva serôdia sobre o povo adventista entre 1888 e 1893. Portanto, seguir-se-ia que o segundo dia seria a tentativa seguinte para trazer a mesma bênção à igreja, mesmo assim, dentro da própria organização, o esforço encontraria ainda menos sucesso do que em Minneapolis. Isto levaria uma pessoa a perguntar como podia desta vez o anjo vir para ficar se a sua recepção era ainda pior? A resposta está no facto que o Senhor nunca aceitará uma separação do Seu povo até que não haja qualquer esperança do regresso para Ele. Então e somente então prossegue Ele com a construção de um novo movimento fora do corpo, a avaliação de Deus da verdade conforme dada através do Espírito de Profecia e as consequências visíveis para a igreja com falta de poder espiritual, vitória pessoal sobre o pecado e um sério apostatado, os membros dos quais estão inconscientes que a glória do Senhor partiu deles.
Quando, em 1888, o anjo partiu pela primeira vez, a rejeição não foi final e havia ainda a possibilidade de se arrependerem. Todavia, quando a mensagem viesse de novo, a situação seria muito diferente. Os membros da igreja e os seus dirigentes teriam a vantagem da sua história passada, a avaliação de Deus da verdade dada através do Espírito de Profecia e as consequências visíveis para a igreja que tinha falta de poder espiritual, vitória pessoal sobre o pecado e um sério atraso na finalização da obra. Com esta compreensão, qualquer decisão que fizessem seria de longe mais responsável, crítica e definitiva. É claro para nós que a linha entre os que aceitaram e os que rejeitaram seria claramente traçada, de modo que os dois se separariam para sempre. Isto teria lugar no segundo dia.[JR8] 
Depois deste segundo dia, viria o terceiro durante o qual o Senhor se levantaria num movimento distinto e separado que viveria “... à Sua vista”, aqueles que tinham aceite a mensagem do terceiro anjo e agiriam em íntima comunhão com Ele. Durante este período de consolidação, o povo do Senhor não devia esperar o reconhecimento das igrejas caídas nem do mundo. É apenas à vista do Altíssimo que ele será reconhecido como um povo vivo. Todo o resto, será contado demasiado insignificante para merecer atenção.
Uma vez que o movimento tenha sido iniciado pelo Senhor e viva à Sua vista,[JR9]  há uma obra posterior de avanço no conhecimento de Deus que, uma vez efectuado, trará o derramamento da chuva serôdia. Na versão original da Bíblia King James, Oseias 6:3 lê-se assim: “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a Sua saída, como a alva, está preparada; e Ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.”
Esta profecia está a ser cumprida com a mesma exactidão que tem marcado todas as predições divinas. Até ao final da década de 1940, parece que o povo adventista tinha fé implícita nos dirigentes da igreja. Não era segredo que havia problemas na igreja mas ninguém os atribuía aos homens que estavam na direcção e havia o sentimento geral de confiança que os irmãos da Conferência Geral e do ministério sob a sua direcção certamente resolveriam todo o problema que se levantasse.[JR10]  Mas à medida que essa fatídica década se aproximava do fim, o adventismo entrou noutra fase.
Muitos despertaram para a terrível compreensão que os homens no topo eram impotentes para travar o aprofundamento da apostasia e tomou posse o sentimento que algo tinha que ser feito.[JR11]  Se os irmãos no centro de operações não o fizessem, então muitos pensaram que deviam tomar a obra nas suas próprias mãos. Assim surgiu um número de pequenos movimentos independentes, cada um com um ênfase específico mas todos com o mesmo chamamento à estrita obediência à lei de Deus.
Infelizmente, a sua aproximação foi legalista, o antigo concerto de obedecer e viver. Todos fracassaram em ver o ponto que o espírito de obediência tem que estar implantado no interior antes de se poder produzir a obediência aceitável no exterior.[JR12]  Nenhum destes movimentos perdurou. Muitos sobreviveram alguns anos antes de se desintegrarem e foram substituídos por novos movimentos que por sua vez desapareceram ainda em favor de outros. Eles representaram sinceras mas mal dirigidas tentativas de alcançar a justiça aceitável, mas não puderam ser considerados como sendo a luz e obra do quarto anjo. Contudo, até certo ponto, pelo menos alguns deles cumpriram a profecia, naquilo a que chamaram a um regresso ao Senhor.
Entretanto, acontecimentos verdadeiramente significativos estavam a desenvolver-se. Dois missionários, R.J. Wieland e D.K. Short, tinham regressado de África para assistirem às reuniões ministeriais e à sessão da Conferência Geral que se realizou em 1950. Eles tinham feito um profundo estudo daquilo que se tornou público na sessão da Conferência Geral de 1888 e ficaram cheios de um profundo desejo de ver as momentosas verdades do quarto anjo se espalharem por toda a igreja adventista. Ao mesmo tempo, ficaram profundamente inquietos quando viram os ensinos das igrejas babilónicas serem adoptados mais e mais por ministros adventistas e suas congregações.
Estes homens conheciam bem a história do que acontecera em Minneapolis, Minnesota, e compreenderam que a chuva serôdia não podia cair enquanto a igreja não deixasse de recuar para a teologia babilónica e regressasse à mensagem do terceiro anjo em verdade. Eles estavam bem cientes de que não havia desculpa para conhecerem aquilo que a mensagem era, porque em 1888 ela foi proclamada pelos mensageiros de Deus e completamente sancionada pelo próprio Senhor.
Com genuína, terna preocupação pela igreja e seu futuro destino, estes dois irmãos aproximaram-se dos dirigentes da Conferência Geral e expuseram os seus casos perante eles. Ambos se juntaram fazendo soar uma advertência contra o aprofundamento da apostasia e apelaram a uma aceitação e promoção das mensagens que o Senhor tinha enviado através dos pastores Waggoner e Jones. Recomendaram que os livros escritos por estes dois mensageiros fossem impressos e distribuídos por todo o mundo.
Deve ser creditado aos dirigentes que estas sugestões não foram de ânimos leve postas de lado nem directamente recusadas. Pelo contrário, foi mostrado um considerável interesse nas suas propostas e foi sugerido que pusessem os seus argumentos por escrito. Encorajados por esta animadora e aparente abertura, os dois missionários lançaram-se ao trabalho e, em algumas semanas apenas, produziram um manuscrito dactilografado de 244 páginas com o título, 1888 Re-Examined. Isto foi submetido aos oficiais da Conferência Geral no Outono de 1950. O regresso do quarto anjo estava a dar os seus primeiros passos na re-introdução da sua mensagem, mas todos os envolvidos nessa altura não tinham um conceito real do que se desenvolveria desses primeiros movimentos.
Alguém pode perguntar porque não reconhecemos nós o esforço feito em 1924 para apresentar de novo a mensagem à igreja como a segunda tentativa do quarto anjo para estabelecer a sua mensagem e obra. Um cuidadoso exame do que aconteceu nessa altura dará a resposta. Em 22 de Outubro desse ano, o Conselho Consultivo da Associação Ministerial reuniu-se em Des Moines, Iowa, e votou que o pastor A.G. Daniells fosse encarregado de preparar uma compilação de escritos da pena da inspiração acerca da justificação pela fé.
Ele começou o trabalho e produziu um livro, Cristo Nossa Justiça. Neste pequeno volume, ele fez referências específicas a 1888 como o tempo em que o Senhor apresentou a justificação pela fé à igreja, não hesitou em declarar que a luz havia sido rejeitada e tornou muito claro que a chuva serôdia não cairia enquanto não fosse dado à mensagem o lugar que Deus lhe designou.
Mas este livro não provocou reacção, levou uns poucos se alguns ao ponto de decisão e por isso não se compara com o impacto que se esperaria de uma visita de um poderoso anjo cuja glória encheria toda a Terra. Consequentemente, não classificamos a obra do pastor Daniells como sendo o regresso do anjo de Apocalipse 18.
Nas propostas feitas pelos pastores Wieland e Short, foi fortemente feito o ponto que: “Todo o fracasso do povo de Deus em seguir a luz que brilhou no seu caminho durante o século passado devia ser corrigido pela presente geração antes de poder ser concedida à igreja remanescente qualquer evidência divina perante o mundo.”
“... Está perante a igreja remanescente uma pesada prestação de contas. E quanto mais cedo a questão for aberta e candidamente enfrentada melhor.”
“Uma tal visão da questão exigirá que esta geração reconheça os factos do caso, e completamente rectifique o trágico erro.” 1888 Re-Examined, 2, 3, 46.
Os dirigentes da Conferência Geral que leram este manuscrito não ignoraram a veracidade deste argumento com se pode ver ao referirem-se a ele na sua resposta intitulada, First General Conference Report, 8. A sua declaração também se encontra em A Warning and its Reception, 252.
“Em todo o vosso manuscrito é evidente que sentis que a denominação devia rectificar certas coisas a propósito de 1888, e depois fazer o devido reconhecimento e confissão do mesmo. Isto é realmente mais do que uma sugestão; vós insistis que este procedimento deve ser seguido. São citados os seguintes extractos do vosso manuscrito:”
Seguem-se então os três pequenos parágrafos citados atrás.
Mas embora vejam o ponto que os pastores Wieland e Short estão a apresentar, não o aceitaram. Pelo contrário, recusaram-se a tomar a acção que este apelo sugere. A sua defesa foi:
“Não acreditamos que esteja de acordo com o plano e propósito de Deus que a presente Direcção do movimento reconheça e confesse, quer em privado quer em público, a respeito de quaisquer erros cometidos pelos dirigentes de uma geração passada. Em muitas ocasiões houve períodos de apostasia nos dias de Israel e por vezes estes afastamentos de Deus foram na verdade muito graves, mas não encontramos que o Senhor requeira da geração seguinte que confesse os erros e transgressões da geração anterior, como uma condição para o derramamento da Sua bênção sobre o Seu povo. Deus na verdade chamou os Seus filhos ao arrependimento dos seus pecados, e quando regressaram a Ele de todo o coração, os recebeu graciosamente e lhes deu as mais ricas bênçãos divinas....
“Não temos necessidade de ir atrás a 1888; esses dias estão no passado, décadas no passado e em muitos casos para além do tempo de vida de alguns que agora trabalham para Deus.” First General Conference Report, 9. A Warning and its Reception, 253.
Esta decisão era tanto incrível como trágica. Por alguma razão estes homens não se aperceberam que o Senhor exigia que o Seu povo confessasse os pecados das gerações anteriores como condição para Ele os aceitar:
“Então confessarão a sua iniquidade, e a iniquidade de seus pais, com as suas transgressões, com que transgrediram contra Mim; como também eles andaram contrariamente para comigo. Eu também andei para com eles contrariamente, e os fiz entrar na terra dos seus inimigos; se então o seu coração incircunciso se humilhar, e então tomarem por bem o castigo da sua iniquidade, também Eu Me lembrarei da Minha aliança com Jacob, e também da Minha aliança com Isaque, e também da Minha aliança com Abraão Me lembrarei, e da terra Me lembrarei.” Levítico 26:40-42.
A menos que haja uma correcta compreensão de quem são os pais referidos nestes versículos, pode resultar uma grave má compreensão. Estes são os pais espirituais da geração anterior. Os seus pecados como se refere aqui são os afastamentos da verdade de Deus numa aprofundante apostasia. Nenhum homem tem que confessar os pecados individuais dos seus pais. Por exemplo, o pai era um ladrão, mas o filho um homem honesto, o mais novo não tinha que fazer confissão dos crimes dos seus antecessores. Mas, quando uma geração se afasta de Deus, os seus membros trazem os seus filhos na mesma apostasia de modo que os pecados dos pais se tornaram nos pecados dos filhos. Neste caso, os filhos têm realmente que confessar os pecados dos pais porque eles se tornaram os seus próprios pecados. Sem isto, nunca podem receber a libertação daqueles pecados e voltarem para o Senhor.
Portanto, quando em 1888, os nossos pais espirituais voltaram as costas à verdade de Deus, sujeitaram os seus filhos à mesma rejeição da luz. Consequentemente, os pecados dessa geração continuaram para a presente, necessitando que a condição fosse enfrentada: “... se confessarem a sua iniquidade e a iniquidade dos seus pais ...”, de modo que a promessa pudesse ser cumprida: “Então lembrar-me-ei do Meu concerto com Jacob, e o Meu concerto com Isaque e o Meu concerto com Abraão Me lembrarei....”
É digno de nota que os grandes homens da Bíblia, quando descobriram a profundidade da apostasia de Israel, confessaram na verdade os seus próprios pecados e a iniquidade dos seus pais. Quando fizeram isto, seguiu-se sempre uma maravilhosa bênção de uma maneira ou de outra. Um exemplo marcante é o rei Ezequias que subiu ao trono num período de grave afastamento do Senhor. Logo no primeiro ano do seu reinado, começou a trabalhar para restaurar a adoração e serviços ao verdadeiro Deus. Havendo reparado as portas do templo, chamou os levitas e confessou os pecados dos seus pais como se relata em 2Crónicas 29:3-10. Então designou um serviço Pascal no qual as bênçãos recebidas ultrapassaram as suas expectativas.
Do mesmo modo, quando Neemias estava a preparar o regresso a Jerusalém para ver a obra de restauração terminada, fez confissão dos pecados dos seus pais e também dos seus. Vede Neemias 1:6.
Mais tarde, quando o povo se reuniu para a festa dos tabernáculos, “fizeram confissão pelos seus pecados e pelas iniquidades de seus pais.” Neemias 9:2.
A mais conhecida de todas é a maravilhosa oração de Daniel quando ele confessou as transgressões das gerações anteriores como se elas fossem propriamente suas. Vede Daniel 9:4-19. Esta oração foi seguida por uma maravilhosa revelação da verdade.
Hoje, somos chamados a confessar os pecados dos nossos pais na rejeição da luz que veio em Minneapolis. Isto é feito pelo franco reconhecimento que a mensagem enviada nessa altura foi de facto rejeitada, entretanto, a verdade tem estado escondida de nós pelos nossos bem intencionados mas mal guiados pais. Mas a confissão deve ir mais fundo. Nós temos que confessar que temos pecado, mesmo que não saibamos, naquilo que, sob educação dos nossos pais, recebemos amplamente e muitas vezes completamente as suas ideias e espírito em relação à verdade que nos tem causado a resistência à obra do Espírito Santo quando Ele tem tentado reviver a verdade em nós. Isto deve ser seguido por um estudo diligente e aplicação pessoal da mensagem que o Senhor enviou através dos Seus mensageiros escolhidos em Minneapolis. Todos os que têm feito estas coisas têm sido maravilhosamente abençoados enquanto aqueles que continuarem a adoptar este procedimento também serão os recipientes dos maravilhosos derramamentos da luz e graça divina. Uma vez satisfeitas estas condições, as promessas serão cumpridas.[JR13] 
Quando os irmãos dirigentes tomaram a sua posição contra o regresso do anjo em 1950, o Senhor operou maravilhosamente para trazer a verdade ao conhecimento em várias lugares da Terra até agora, ela tem-se espalhado a praticamente todas as partes do mundo. A história de todos estes desenvolvimentos é demasiado longa para ser relatada aqui, mas reservaremos outro volume se alguma vez tivermos tempo para o fazer.
O período presente é um período em que o anjo cuja glória encherá toda a Terra está activamente implantando a mensagem nos corações e vidas do estabelecido povo de Deus. Quando esta educação e preparação estiverem completa, a segunda fase da obra será iniciada — a proclamação desta luz a todas as nações na face da Terra. Quando chegar a hora para este próximo desenvolvimento ocorrer, a obra será assistida por um derramamento do Espírito Santo com tal poder que será maior do que o visto no Pentecostes.[JR14]  Quando vier este tempo, a profecia de Joel será cumprida segunda vez, embora com maior poder, manifestações da presença de Deus mais remarcáveis e a todas as pessoas na face da Terra.
“há de ser que, depois derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o Meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar.” Joel 2:28-32.
Quando, no dia de Pentecostes, aconteceu um poderoso derramamento do Espírito Santo, Pedro, sob inspiração, declarou que o acontecimento era o cumprimento desta profecia. Foi, mas essa foi a chuva temporã e a chuva serôdia será muito mais abundante.
A missão do quarto anjo é iluminar todo o mundo com a glória do carácter de Deus e levar a missão do evangelho ao seu termo. Uma vez começado o seu ministério pelo mundo exterior, haverá rápido desenvolvimento. Os crentes que forem comissionados para levarem a última mensagem de advertência “... serão antes qualificados pela unção de Seu Espírito do que pelo preparo das instituições de ensino.” O Grande Conflito, 606.
Enviados para falar, não as suas próprias palavras, mas as palavras que o Senhor lhes der, apresentarão o evangelho na pureza e poder.
A restauração do dom da profecia através do qual a comunicação directa será restabelecida entre a igreja na Terra e a sua Cabeça divina, Jesus Cristo, abrirá visões ainda mais amplas da verdade do que as recebidas anteriormente. A glória de Deus brilhará como nunca antes e os pecados de Babilónia na procura de construir o reino de Deus pelos planos humanos serão expostos com incrível clareza.[JR15]  Milhares vezes milhares serão despertos enquanto ouvem as verdades que têm sido escondidas deles e serão convencidos que o caminho seguido pelo mundo está a conduzir a um desastre certo em vez da solução para os crescentes problemas da Terra.
Os doentes serão curados, a vista será dada aos cegos, os coxos andarão e muitos outros milagres serão realizados. Nada disto, contudo, será a irrefutável prova da presença do Espírito, porque o inimigo das almas estará a usar todo o seu poder para contrafazer a obra de Deus. Ele enganará os que “... habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta ...”[JR16]  Apocalipse 13:14.
“Não se acham aqui preditas meras imposturas. Os homens são enganados por sinais que os agentes de Satanás têm poder para fazer, e não pelo que pretendam realizar.” O Grande Conflito, 553.
Tão poderosos serão os testemunhos do Espírito de Deus através do Seu povo, tão crítica a contenção, tão poderosos os acontecimentos, que a atenção de todos os homens, mulheres e crianças na Terra será atraída. Será impossível uma pessoa, velha ou jovem, rica ou pobre, alta ou baixa, escapar aos requisitos de tomar uma decisão a favor ou contra a verdade. Multidões inicialmente decidir-se-ão a favor, mas quando a tempestade se desenvolver e virem que estão ameaçados com multas, prisão e perseguição, a maioria negará a sua experiência anterior e denunciará aqueles que os levaram ao Senhor da sua salvação. Tão extensa será esta queda que no final parecerá que ninguém ficará do lado da verdade. Forçados a fugir para salvar as vidas, o fiel remanescente encontrará refúgio nas cavernas e montanhas.
Satanás e os seus agentes serão incansáveis na sua determinação para esmagar a verdade a menos que ela seja recebida por aqueles que têm mantido durante muito tempo em cativeiro. Por todos os meios ao seu alcance opor-se-ão a Deus e ao Seu povo. Do seu lado estarão os terríveis poderes do estado e seus exércitos, armamento e equipamento de busca e vigilância, forças policiais e unidades de serviços especiais. Os últimos existem hoje para enfrentar a ameaça do terrorismo e a experiência obtida no tratamento com este povo cruel e desesperado, será usado na guerra contra os membros do movimento do quarto anjo e suas verdades.
Em face deste tipo de oposição, parecerá impossível a luz do terceiro anjo ser levada a toda a nação, tribo, língua e povo. Mas o que é o poder do homem comparado com o do Altíssimo? Exactamente como as autoridades romanas não puderam de alguma forma impedir Cristo quando esteve na Terra assim será de novo. Apesar dos seus determinados esforços, a glória de Deus será levada a todas as pessoas vivas nessa altura. Ninguém ficará com evidência insuficiente para formar uma inteligente decisão para esse tempo e para a eternidade.
A obra atribuída ao quarto anjo será finalizada até ao último pormenor. Não há objectivos não alcançados, nem assuntos por acabar. O seu encerramento será marcado pela saída de Cristo do lugar santíssimo do santuário celestial, seguindo-se imediatamente o Seu anúncio que quem é justo sê-lo-á para sempre, enquanto os que escolheram rejeitar o precioso dom da salvação nunca mais podem mudar a sua condição.
O quarto anjo finalizará uma certa fase da obra de Deus, a realização do qual prepara o caminho para o ministério dos últimos três anjos cuja obra será feita depois do fim da provação. É somente quando a sua obra estiver por fim finalizada que o grande conflito pode ser levado ao fim com os seus propósitos totalmente alcançados e o caminho preparado para o regresso de Cristo e Seus exércitos.
O quarto anjo não falhará. “A sua mensagem é a última a ser dada ao mundo; e ela realizará a sua obra.” O Grande Conflito, 390. O fecho da porta da graça virá, o grande conflito será finalizado e o nosso Salvador regressará nas nuvens do céu. Mas antes que Ele o faça, o quinto, o sexto e o sétimo anjos deverão cumprir também as suas responsabilidades.




 [JR1]Neste parágrafo importante reter que tinha havido já duas tentativas para finalizar a obra.
 [JR2]Importante realçar que a falha não esta do lado Deus, como os adventistas pensaram em 1844 e depois também em 1888. A falha está do lado do homem que substitui as orientações de Deus pelas teorias e procedimentos humanos. Causas podemos falar do ponto anteriormente estudado, no capitulo 12, que fala da pressão ou da tendência do homem pegar na obra por não ter a fé nem a paciência para esperar.
“Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Apoc. 14:12. Mensagem do 3º Anjo
 [JR3]O povo que terminará a obra terá que ter estas duas convicções:
1. Uma verdadeira renovação da vida espiritual
2. Uma completa reforma do pensamento humano em favor das orientações divinas.
 [JR4]Efésios 3:14-19
 [JR5]O erros do passado voltam-se a repetir, mais uma vez a história revela aqui a sua importância pois ela serve para nós podermos aprender com os erros do passado e não voltarmos a comete-los pois não há espaço de manobra. O Ministério deve ser o guardador fiel de Jesus Cristo e levar o seu rebanho junto dele.
 [JR6]Portanto este mesmo testemunho pode ser aplicado também nos dias de hoje.
 [JR7]Portanto só quando rejeitado é que o anjo voltaria ao seu lugar e deixaria de fazer o seu ministério e só quando houvesse necessidade dele é que ele regressaria.
 [JR8]Cada vez à menos espaço para pecar e como diz aqui neste parágrafo qualquer que fosse a decisão que eles tomariam seria de longe mais responsável, crítica e definitiva. Assim a linha de separação será traçada.
 [JR9]Um movimento iniciado por Deus e que vive a Sua vista não é certamente um movimento em que tem espaço para ideias, pensamentos e terias erradas onde o homem é a cabeça.
 [JR10]Em vez de confiarem em Deus e na Sua Guia, não confiavam nos homens a direcção da Igreja.
 [JR11]Isto é o resultado da decisão a e confiança nas obras dos homens e não de Deus e depois veios os resultados desta decisão.
 [JR12]A lei tem que estar no coração tem que ser parte de nós, não lei nas tábuas de pedra mas no coração de carne.
 [JR13]Estes são os passos que nos precisamos fazer e seguir para atingirmos então o terceiro dia… depois como as condições estão cumpridas virá então o fim.
 [JR14]Derramamento da Chuva Serôdia.
 [JR15]Contraste aqui estabelecido.
 [JR16]Falsos Mensageiros.