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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Por Que o Espírito Santo Ainda Não Foi Derramado como "Chuva Serôdia"?

 






Por Que o Espírito Santo Ainda Não Foi Derramado como

"Chuva Serôdia"?

 

Tem que haver alguma explicação!

“Quando ele falará?” pergunta o devoto judeu ortodoxo, com angústia e perplexidade. Até o dia de hoje, sente-se sinceramente perplexo quando medita atento nas antigas predições que o Senhor fez a Abraão, Isaque e Jacó. “Quando o Deus de nossos pais despertará e cumprirá suas promessas tão esperadas de enviar um Messias para Israel? Quando fará de Jerusalém o júbilo de toda a terra? Ou será que nossos grandes anseios messianicos terão sido vãos?”

Os judeus que possuem o privilégio de ir aos lugares santos de Jerusalém, reúnem-se no muro das lamentações, no lado sudoeste da antiga área do templo. Ali então se derramam em súplicas e lamentações ao Deus de seus pais.

Não gostarias de dar um toque no ombro e dizer-lhes: “Amigos, podem parar de lamentar-se! O Deus de Abraão, Isaque e Jacó não tem dormido e nem está descuidado. Ele já cumpriu a Sua promessa! Enviou fielmente o Messias na pessoa de Jesus de Nazaré! O único problema é que seus antepassados não o reconheceram e o crucificaram”.

Poderia ser que para os devotos adventistas também tivesse uma versão própria do muro das lamentações?

Analise a quantidade incontável de chamados e apelos feitos aos fiéis para orar, nas semanas de oração anuais, nos sermões das reuniões de reavivamento, nas Assembleias da Associação Geral e nas Anuais, para que o Senhor cumpra Sua promessa e abra as janelas do céu para derramar sobre Seu povo os aguaceiros refrescantes da chuva serôdia. Desde que E. White descreveu sua visão de 14 de Maio de 1851, relativa ao “refrigério” da “chuva serôdia” (Primeiros Escritos, pág. 71), o adventismo tem acariciado a esperança de que algum dia Deus possa finalmente outorgar a bênção e levar a obra mundial de testemunho a um final triunfante.

A chuva serôdia consiste no último dom do Espírito Santo para amadurecer o grão do evangelho para a colheita, da mesma maneira que as chuvas que precediam a colheita na antiga Palestina permitiam o cumprimento dos sonhos dos agricultores. A chuva serôdia resultaria no alto clamor da mensagem do terceiro anjo e na gloriosa iluminação de toda a terra com sua glória. Então o Senhor poderia vir com poder e grande glória!

Por que estas súplicas de mais de um século não têm sido confirmadas? Por que depois de cada convocação se segue a sensação de frustração por não ver a chuva serôdia?

São estas as perguntas que fazem as pessoas que pensam, especialmente os jovens. Por que se consagrar a uma vida de sacrifícios se os anseios escatológicos que abrigaram os pioneiros parecem tão remotos? Evidentemente, a segunda vinda de Jesus não poderá ter lugar até que os eventos tão esperados sejam produzidos. Porém para muitos adventistas em muitos lugares, a segunda vinda se desvanece nas sombras da incerteza. Da mesma forma que os devotos judeus chorando pelo regresso do Messias, trata-se de esperar contra toda a esperança como se os pioneiros, depois de tudo, estivessem enganados. De fato, a honra do Deus dos pioneiros está em jogo. Ele é fiel? Ainda vive?

Seguramente, seres celestiais desejam dar-nos um toque no ombro e dizer-nos:  “Cessai vosso lamento por petições sem resposta! Vossas petições durante 130 anos já foram respondidas. O Senhor cumpriu Sua promessa aos pioneiros. Deus já enviou o princípio da chuva serôdia e do alto clamor. O único problema é que vossos pais falharam em reconhecer o dom celestial quando este foi outorgado, e o rejeitaram da mesma forma que os judeus rejeitaram o Messias a dois mil anos”.

Tal notícia é um tanto surpreendente para a maior parte dos adventistas hoje como seria seu equivalente para os judeus no muro das lamentações. E no entanto, esta correcta.

No Índice dos escritos de E. White (Vol. 2, p. 1581) se encontram um ténue indício de tão tremenda notícia, debaixo do título “Alto Clamor”, de forma que podemos comparar ao ligeiro tremor de terra que em Qumram conduziu ao descobrimento de imensa riqueza de manuscritos nas cavernas ocultas. A introdução expressa claramente: “O Alto Clamor: já começou na revelação da justiça de Cristo”. Seguindo o índice, vamos até a declaração que diz:

“O tempo de prova está precisamente diante de nós, pois o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados. Este é, o começo da luz do anjo cuja glória encherá toda a terra” (Testemunhos Selectos, vol. I, p. 425).

Este texto não se refere simplesmente a uma obscura declaração de certa bênção temporal concedida em algum momento de nossa história passada, mas é a surpreendente afirmação de que as brilhantes promessas escatológicas acariciadas por nossos pioneiros no adventismo, desde 1851, tiveram seu cumprimento em algum momento, pelo menos o “começo” delas.

A declaração anterior foi tomada de um artigo da Review and Herald datado de 22 de Novembro de 1892. “A revelação da justiça de Cristo” é uma clara referência à mensagem de 1888, estando então no seu quarto ano de desconcertante rodeio por nossa história. Fazendo a devida reflexão, uma animada E. White esteve disposta a qualificar esse momento na mensagem como “o princípio” do derramamento final do Espírito Santo que iluminaria a terra com a glória do quarto anjo de Apocalipse 18.

Porém essa declaração causa certos problemas incómodos. Se a mensageira inspirada teve o discernimento para reconhecer o significado da mensagem de 1888, por que já se passou um século desde então? Apenas três anos antes que se começasse a ouvir da mensagem de 1888, E. White havia declarado que quando a chuva serôdia e o alto clamor finalmente começassem, “a obra se estenderia como fogo na palha”. Realmente, “os acontecimentos finais serão rápidos” (Testemunhos Selectos, vol. 3, pág. 280). No entanto, desde 1892, data em que se fez a declaração, tem havido um progresso dolorosamente lento. As pessoas estão nascendo no planeta mais rapidamente do que podemos alcançá-los com a mensagem. Cada ano que passa nos deixa com uma obra cada vez maior de testemunho por completar.

O orgulho denominacional pode racionalizar esquecendo despreocupadamente o assunto, mediante discursos de grande progresso programático, mas a maioria dos adventistas sinceros confessaram sua real convicção de que a terra, simplesmente, não está sendo iluminada com a glória da mensagem deste “outro anjo”.

Quando ele falará?

Quatro anos depois da declaração de 1892, E. White registrou com franqueza o que havia ocorrido. Encerrava-se uma era de brilhante esperança por uma razão muito concreta:

“A falta de vontade em renunciar a opiniões pré-concebidas e aceitar esta verdade foi a principal razão da oposição manifestada em Minneapolis contra a mensagem do Senhor exposta pelos irmãos [E.J.] Waggoner e [A.T.] Jones. Despertando esta oposição, Satanás teve êxito em impedir que fluísse até nossos irmãos, em grande medida, o poder especial do Espírito santo que Deus desejava comunicar-lhes. O inimigo os impediu que obtivessem esta eficiência que poderia ter sido sua para levar a verdade ao mundo, da mesma maneira como os apóstolos a proclamaram depois do dia de Pentecostes. Foi resistida a luz que deveria iluminar toda a terra com sua glória, e em grande medida tem sido mantida longe do mundo pela acção de nossos próprios irmãos.” (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 276).

Analisemos esta declaração feita em 1896:

“O poder especial do Espírito Santo” que Deus desejava comunicar aos nossos irmãos em 1888 tinha um alcance verdadeiramente pentecostal.

Esta mensagem teria proporcionado “eficiência” ao levar as verdades adventistas “ao mundo”, obviamente incluindo as regiões muçulmanas, budistas, hindus e pagãs. Haveria permitido a inexperiente Igreja Adventista, fraca tanto em número quanto em recursos materiais, conhecer a mesma classe de êxito que desfrutaram os primeiros apóstolos, “vencendo e para vencer” (Apoc. 6:2). É evidente que havia poder na própria mensagem.

A luz trazida por A.T. Jones e E.J. Waggoner foi o começo do cumprimento da profecia da vinda do poderoso quarto anjo de Apocalipse 18, onde graças a sua luz “a terra [deveria ser] iluminada com sua glória” Apoc. 18:1 e 14:9).

“Satanás teve êxito” “em grande medida” ao evitar que a luz fosse recebida por nossos irmãos, mantendo-a assim longe do mundo. Este simples fato explica o século de esterilidade espiritual que sobreveio a nossa obra missionária mundial, incluindo a perca de nossa obra na China e a impotência e frustração espiritual em muitas outras áreas. Se a chuva serôdia é o refrigério espiritual, sua ausência deve significar seca espiritual!

Os agentes que Satanás empregou para levar a termo seu propósito foram “nossos próprios irmãos”, cujo “proceder” consistiu na resistência e na rejeição. Deve ser reconhecido com justiça, que “nossos próprios irmãos” refere-se primariamente aos líderes da Associação local e geral da época, agindo em nome da igreja tal como fizeram os líderes judeus, em nome de sua nação, ao rejeitarem o tão esperado Messias.

Que fazer com estas inquietantes realidades que tem sido o tema de décadas de perplexidade? Anular a evidência ou desviar da verdade óbvia não é a forma de encontrar a solução para nossas dificuldades. Jamais satisfará as mentes honestas.

Os judeus há séculos têm tido um problema similar, ao tentar explicar para seus próprios filhos por que o Messias aguardado não apareceu. Algo embaraçoso. Quando Joseph Wolf pediu insistentemente para seu pai lhe explicar quem era o Servo Sofredor de Isaías 53, se não era Cristo, seu pai lhe proibiu severamente para nunca mais fazer esta pergunta. O único proceder seguro para nós, é receber de boa vontade a plena exposição da verdade! A igreja nunca estará motivada a terminar a obra mundial do evangelho até que tenha uma compreensão exacta do por que a vinda do Senhor tem sido adiada por tanto tempo, e renove sua confiança escatológica nos pioneiros.

Seguramente se pode confeccionar uma longa lista de razões para a demora1. Mas a directa solução de todas elas seria provida pelo derramamento verdadeiramente pentecostal do Espírito Santo na chuva serôdia de 1888. Portanto, a rejeição desta inspirada solução para nossos problemas constitui a causa básica do prolongado atraso, e merece atenção especial desta geração. Da mesma maneira que o problema básico dos judeus passados dois mil anos é sua rejeição ao Messias.

A comparação de nossa rejeição da luz em 1888 com a rejeição de Cristo pelos judeus, não é uma comparação forçada. Desde a época da assembleia de 1888, e também nos anos seguintes, E. White mostrou-se persuadida de que estávamos repetindo a tragédia da incredulidade dos antigos judeus:

“Quando repasso a história da nação judaica e vejo a forma como tropeçaram por não andar na luz, tenho compreendido onde podemos ser levados como povo se recusarmos a luz que Deus nos dá. Têm olhos e não vêem, ouvidos e não ouvem. Agora, irmãos, se nos tem sido enviada luz, e queremos estar onde podemos apegar-nos a ela... Vejo vosso perigo e quero preveni-los...

Se os ministros não recebem a luz [concedida na própria assembleia de 1888], quero dar ao povo uma oportunidade; quem sabe eles poderão recebe-la... Como a nação judaica” (Manuscrito 9, 1888; sermão pronunciado em 24 de Outubro de 1888; A.V. Olson, Through Crisis to Victory, p. 292).

Oito dias mais tarde, ela repetiu:

“Quando os judeus deram o primeiro passo para a rejeição de Cristo, deram um passo perigoso. Quando posteriormente acumulou-se a evidência de que Jesus de Nazaré era o Messias, tiveram demasiado orgulho para reconhecer que haviam errado.

... Eles [os irmãos], da mesma maneira que os judeus, davam por certo que possuíam toda a verdade, e sentiam certa animosidade contra quem pudessem supor que tivessem ideias mais correctas que eles próprios quanto à verdade. Decidiram que toda evidência acumulada não teria para eles mais peso que a palha, e ensinaram aos outros que a doutrina não era verdadeira, e mais tarde, quando vieram para a luz, estavam tão acostumados a condenar, tinham demasiado orgulho para dizer “equivoquei-me”; todavia acariciam a dúvida e a incredulidade, e são demasiados orgulhosos para reconhecer que suas convicções...

Não é conveniente para um destes homens jovens [Jones ou Waggoner] entregar-se a uma decisão neste encontro, onde a oposição, mais que a investigação, está na ordem do dia” (Manuscrito 95, 1888; sermão de 1º de Novembro de 1888; Olson, Through Crisis to Victory, p. 300, 301).

Em 1890, Ellen White chama a atenção do povo para o tema de “como os judeus”:

“Aqueles a quem Cristo tem dotado de grande luz, aqueles que Deus tem cercado de preciosas oportunidades, estão em perigo, caso não andarem em Sua luz, de encher-se de opiniões orgulhosas e exaltação própria como fizeram os judeus.” (Review and Herald, 4 de Fevereiro de 1890).

Que não nos encontre entregues a subterfúgios e na colocação de ganchos onde colocar as dúvidas quanto à luz que Deus nos tem enviado. Quando vossa atenção é levada a um ponto de doutrina que não compreendeis, colocai-vos de joelhos, para que possais compreender qual é a verdade, e que não sejais achados, como aconteceu com os judeus, lutando contra Deus...

Durante cerca de dois anos temos alertado as pessoas a vir e aceitar a luz da verdade concernente a justiça de Cristo, e elas não sabem o que fazer, se abraçam ou não esta preciosa verdade (Id, 11 de Março de 1890).

Por quanto tempo se manterão afastados da mensagem de Deus os que estão à cabeça da obra? (Id, 18 de Março de 1890).

Se pudéssemos dizer algo em auxílio dos judeus no muro das lamentações, seria no sentido de impeli-los a estudar de primeira mão os registros existentes sobre Jesus de Nazaré, para que pudessem vê-lo no cumprimento das profecias que em vão esperam para o futuro.

Seria igualmente sensato para nós que estudássemos de primeira mão o registro existente da própria mensagem de 1888, e permitíssemos que sua gloriosa luz brilhasse em nossos corações hoje. A mensagem de 1888, tal como foi proclamada pelos mensageiros originais enviados pelo céu, abunda em conceitos que expandem a mente, desconhecidos em sua prática totalidade pela geração actual.

Uma vez cumprido nosso dever e tendo compreendido bem qual foi o princípio da chuva serôdia e o alto clamor, estaremos mais bem preparados para compreender o presente, rejeitar falsificações e enganos, e enfrentar o futuro com uma mensagem restauradora para os homens, que acelerará o retorno de nosso Senhor.

Esse é o propósito deste livro, cuja tradução em português estará sendo disponibilizada on-line, à medida que seus capítulos forem traduzidos.


1 L.E. Froom, em Movement of Destiny dedica dois extensos capítulos, o 1º e 2º, ao tema da “Demora da segunda vinda: motivos divinos desvendados” (p. 561-603). Sua leitura leva facilmente a confusão e ao desânimo. A única solução simples para todos os problemas que tem retardado o retorno de Cristo é a fé. Fé genuína, fé incondicional em Cristo. A mensagem de 1888 tinha por objectivo suprir a falta dela.

 

 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O QUE SIGNIFICA SER MEMBRO DA IGREJA - A T Jones



             O QUE SIGNIFICA SER MEMBRO DA IGREJA





            "Cristo amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Efésios 5: 25-27.

            Essa, como diz a palavra, é a igreja que Cristo apresentará a Si mesmo quando Ele vier. Jesus amou essa igreja, a igreja, e deu-Se por ela; e quem quer que for dessa igreja quando ela for a igreja gloriosa, não tendo mancha ou ruga ou qualquer dessas coisas, deve amar a igreja, e dar-se por ela.
            Essa é a igreja pela qual Deus dará Sua última mensagem a este mundo "nesta geração". Mas Deus não pode ter essa igreja pela qual Ele possa dar aquela mensagem, até que Deus encontre um povo que amará a igreja e dar-se-á por ela.
            Isto está na filosofia das coisas também; pois não está escrito, "Que essa mente esteja em vós, a qual também esteve em Cristo Jesus"? E quando essa mente n’Ele O levou a amar a igreja, e a dar-Se por ela, o que essa mente fará em qualquer outra pessoa? Não preciso me deter mais sobre isto.
            A igreja é o corpo de Cristo no mundo. É Jesus manifestado no mundo. E essa igreja, sendo Seu corpo, sendo Ele mesmo manifestado, amar essa igreja e dar-me por ela, não é nada menos, e não pode ser nada mais, do que amá-la e dar-me por Jesus.
            Ser membro nessa igreja, então, vem não por pertencer à igreja, a fim de pertencer a Cristo, mas per­tencer a Cristo, a fim de pertencer à igreja. E a diferença entre estas duas coisas é a diferença entre o mistério de Deus e o mistério da iniquidade. O mistério da iniquidade exalta a forma, o nome, a idéia, da igreja, e então chama, e arrebata, e força, todo o mundo para dentro daquela igreja, a fim de que ela possa ser o que o mistério da iniquidade designa, - não para salvação, pois a salvação não está nela; não para a justiça, pois a justiça não está nela. As pessoas são as mesmas de antes, embora elas portem um nome diferente. Eles se conformam a diferentes formas de coisas do que faziam antes; mas no caráter, na vida, em tudo aquilo que eles sempre foram, eles são os mesmos como se eles não fossem membros da igreja em absoluto.
            Mas a igreja, a igreja de Cristo, é Ele mesmo manifestado. Portanto, para pertencer a esta igreja de­vemos primeiro pertencer a Ele. E pertencer a esta igreja depende inteiramente de sermos membros de Jesus. E estarmos nesta igreja depende totalmente de estarmos em Cristo. Então, quando entramos na igreja ao entrar­mos n’Ele, e estar na igreja ao estar n’Ele, isto nos torna uma nova pessoa. Isso muda o indivíduo num outro homem. Isto o torna cristão, tal como Cristo, Cristo manifesto.
            Então precisamos examinar-nos diariamente, cada um por si mesmo, e perguntar, "Sou membro da igre­ja? Não porque estou arrolado nos livros da igreja. Não. Sou um membro da igreja porque me uni à igreja, e esta é minha dependência? Mas, sou membro da igreja porque meu nome está no livro da vida? Sou um membro da igreja porque dei-me para Cristo, e pertenço a Ele, e vivo e me movo e tenho meu ser n’Ele?" Tais como estes são os únicos membros da igreja que existe sobre esta terra. Não importa quanto tenhamos nosso nome no livro da igreja, nem quanto tempo temos sido membros da igreja por unirmo-nos ao que é uma idéia da igreja na for­ma, uma coleção de indivíduos. Não importa quanto tenhamos feito aquilo, nem por quanto tempo tenha sido fei­to, nunca seremos membros da igreja dessa forma.
            E embora possa acontecer que a oportunidade ou circunstâncias impeçam vosso nome de estar em qual­quer livro sobre a terra, ou em qualquer coleção de indivíduos sobre a terra, mesmo assim se estais unidos a Jesus, e viveis n’Ele, sois membro da igreja, embora sejais a única alma sobre a terra. Esta é a única verdadeira qualidade de membro da igreja de Cristo, e o único modo de ser membro na igreja de Cristo.
            Cristo amou a igreja, e deu-Se por ela, para que Ele a pudesse santificar e limpar com a lavagem da água pela palavra; a fim de que Ele pudesse, apresentá-la para Si mesmo uma igreja gloriosa, não tendo nenhuma mancha ou ruga e coisa semelhante; mas que ela fosse santa e sem defeito. Portanto, essa mesma mente deve estar em todos, a fim de que sejamos cristãos. A única coisa para fazermos é amar a igreja, e dar-nos por ela, para que possamos ser santificados e limpos com a lavagem da água pela palavra, para que sejamos apresentados a Jesus, uma igreja gloriosa, não tendo nenhuma mácula ou ruga e coisa semelhante.
            Cristo amou a igreja e deu-Se por ela. Estamos familiarizados com o pensamento que Cristo "me amou e deu-Se por mim." E lemos nisso com outras escrituras ao mesmo propósito, que, em amar-me e dar-Se por mim, Ele me amou e deu-Se para mim.
            É o mesmo com a igreja. Ele amou a igreja, e deu-Se em favor da igreja; e ao amar a igreja, e dar-Se pela igreja, Ele tem amado a igreja, e dado a Si mesmo para a igreja. Então quando eu, a partir d’Ele, com Sua mente, e por intermédio d’Ele, amei a igreja, e dei-me por ela, eu amo a igreja, e dou-me para ela, tal que eu lite­ralmente pertenço à igreja.                
            Umas poucas palavras sobre isto. É uma expressão comum, "Tal e tal pessoa pertence à igreja," "Eu per­tenço à igreja." A questão para perguntamos hoje é, Pertenço à igreja, ou pertenço ao mundo? Pertenço a mim mesmo, ou ao mundo; ou sou possuído, dominado e mantido pela igreja, tal que eu literalmente pertenço à igreja? Tenho eu me entregado à igreja? a Cristo?
            Essa é a espécie de igreja que Jesus deixou quando Ele foi embora, ou pelo menos, que Ele tinha em poucos dias depois, quando Ele outorgou o Espírito Santo, esse é o tipo de igreja, em outras palavras, que Jesus enviou ao mundo para começar Sua grande obra sobre a terra. E aquela igreja  desse tipo pequena em número alcançou o mundo com a mensagem de Cristo naquela geração, que tinha passado a metade quando eles começaram. Não é uma questão de números, nem do tamanho do mundo, nem nada desse tipo que devemos con­siderar hoje ao dar esta mensagem ao mundo. A única coisa para considerarmos é isto, Todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] pertencem à igreja? Estabelecida esta questão, com os 75.000 ASDS hoje [em 1903], - que esses 75.000, cada um, individualmente, por si mesmo, pertença à igreja, - o problema mais fácil que jamais poderia ocorrer na terra seria dar a mensagem do terceiro anjo nesta geração.
            Havia 120 cristãos para começar naquele dia quando o Pentecoste caiu. Há agora [em 1903] arrolados não menos que 75.000 SDAS. O mundo não é maior hoje do que era quando os apóstolos começaram do Pentecos­te, quanto ao número de SDAS é mais que o número daquela ocasião. Então quando aquela pequena companhia pôde pregar o evangelho ao mundo tal que a Escritura podia dizer "a toda criatura debaixo do céu,"  na geração que era já metade passada, porque eles pertenciam à igreja, assim, hoje, é perfeitamente fácil para este número atingir o mundo no resto desta geração, se somente todos nós pertencermos à igreja. Há recursos abundantes. Os ASDS [Laodicéia o Remanescente] têm bastante dinheiro, mas nem todos pertencem à igreja. Esta é a dificuldade. Há dinheiro suficiente entre os ASDS [Laodicéia o Remanescente]  hoje para dar um ímpeto a esta mensagem  que alcançaria o mundo no resto desta geração, se somente esse dinheiro pudesse pertencer à igreja. Há facilidades suficientes, há talentos bastantes, há habilidade suficiente, todos os suprimentos que são necessários, ou que ja­mais serão precisos, se somente essas facilidades, esse talento, essas faculdades, pertencerem à igreja.
            E é uma questão de valor perguntar, Se meu dinheiro pertence ao mundo, pertenço eu à igreja? Se meus talentos, minhas abilidades são colocadas a serviço do mundo, como do mundo, e não a serviço da igreja, como da igreja, a questão merece consideração. Pertenço eu mesmo à igreja?
            Isso volta nossa atenção à questão, Quanto toma para me compor?  Quanto há de um homem? Podeis ter um homem aqui, e suas faculdades acolá, suas habilidades em outro lugar, e o fruto de suas faculdades, o fruto de suas habilidades, os resultados de sua vida e esforço, em ainda noutro lugar? Poderia isto ser, e o homem estar aqui, - tudo dele? - Não senhor. Todas as minhas faculdades, todo fruto de minha vida, devem estar onde estou, se eu mesmo devo estar ali. Não podemos escapar disso. Então, pertenço eu à igreja? Pertenço? Esta é a questão. Pertencem esses 75.000 ASDS à igreja? Esta é a questão.
            Para ilustrar: Suponde que tenho meu nome no livro da igreja, pertencendo à igreja. Sou um professor e gasto todo meu tempo, todo meu esforço, toda minha habilidade, e toda minha faculdade como um professor na escola do mundo; e ensinando na escola do mundo, no modo do mundo, na educação do mundo, vale perguntar, Pertenço à igreja? Estou amando a igreja e dando-me em favor dela? O que for que eu professar, minhas faculda­des, minha vida, o que sou na habilidade que Deus me tem dado, a estou dando para o mundo, para a obra do mundo, e para os propósitos do mundo. Assim é. Então estou eu amando a igreja e dando-me em favor dela? Per­tenço eu à igreja?
            Suponde que eu seja um médico, e dou minha habilidade, meu talento, minhas faculdades, minha vida, e meu esforço para o caminho do mundo que é chamado medicina, o modo do mundo de tratar a doença. Fico como um membro da igreja, como pertencendo à igreja, e devo ser santificado e limpado com a lavagem  da água pela palavra de Deus, e na palavra de Deus foi dado à igreja o divino, o verdadeiro sistema de tratamento médico, a verdadeira filosofia e tratamentos com relação à saúde, doença, viver correto,  e todas essas coisas. Pertenço à igreja, para ser santificado e lavado com a lavagem da água por aquela palavra. Em vez de fazer o que a palavra me dá, à qual estou comprometido como pertencendo à igreja, eu tomo o que o mundo dá, e devoto ao mundo, aquilo que consegui do mundo, e pertenço à igreja. Pertenço?
            Pertenço à igreja para o propósito de ser santificado e limpo pela lavagem da água pela palavra de Deus, para a igreja. Há nessa palavra, e essa palavra mesma é, um sistema de educação. Essa é a verdadeira e é a única verdadeira educação. Digo que pertenço à igreja, mas estou satisfeito com o sistema de educação do mun­do, com a filosofia de educação do mundo, e devoto minha vida a isso. Quero saber, Pertenço realmente à igreja? É precisamente assim também como para a profissão médica ou qualquer outra profissão.
            Sou um homem de outros negócios no mundo, quer seja comércio, ou agricultura ou carpintaria; quero dizer o diário, comercial, mundo de negócios. Afirmo que pertenço à igreja, e nos esforços que desenvolvo de pensamento, de empenho, a bênção de Deus sobre tudo aquilo, a renda vem. Coloco aquilo no banco mundano. Não sou um especulador; pertenço à igreja. Mas aqui estão os meios que Deus me tem dado como membro da igreja, e eu os coloco no banco mundano; empresto aquilo aos homens mundanos para ser usado nos negócios mundanos, em vez de na obra da igreja, à qual pertenço. Então é uma pergunta justa para eu fazer, Pertenço à igreja?
            Essas referências são suficientes para ilustrar. E agora não há aqui nenhum desses delegados que não pode olhar por toda esta terra e ver milhares e milhares de ASDS que estão numa posição de pertencer à igreja, que deixa uma questão bem aberta para cada um indagar, Pertenço à igreja? E todos aqui sabem que se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] nos Estados Unidos [mundo], a partir de hoje, quiserem realmente pertencer à igreja, vós mesmos confessareis que sem dúvida esta mensagem poderia ser dada ao mundo nesta geração. Podeis dizer amém a isto. Sabeis que assim é. Então vede, irmãos, o problema não é difícil. É exatamente esta questão a ser decidida, por cada um, por si mesmo, Pertenço eu à igreja?
            E agora não devo eu, achar-me a mim mesmo, minhas faculdades, ou meus recursos envolvidos no mundo, ou empregados na obra do mundo - não devo eu, não deveis vós, tirá-los de lá, e colocá-los na obra da igreja, alistá-los na causa da igreja na terra, à qual pertenço? Que isto seja feito, e sabeis que essa espiritualidade abalaria o mundo. Pensai nisto! Se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] nos Estados Unidos [mundo] real­mente considerassem isto, e amassem a igreja, se dessem a si mesmos, com seus filhos, em favor da igreja, e para a igreja, como ficaria nossa obra de educação? Ela ficaria onde deveria estar. E tal consagração como essa traria tal poder do céu que o ensino seria fácil. A falta de professores não seria tal como é agora.
            E assim, com todo o resto, se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] na terra voltassem suas famí­lias para a educação cristã, para a educação que se torna a igreja, e que o mundo está chamando para a igreja dar, e para a necessidade disso, e por causa da falta disso, o próprio mundo está dizendo que a igreja em educação está decrescendo distintamente em quantidade, - se isto fosse feito, o mundo poderia facilmente ser alcançado nesta geração.
            É tempo para que haja apenas uma igreja no mundo que se levante e seja, não uma quantidade decrescen­te em educação, mas que seja a coisa toda em educação. Se os ASDS [Laodicéia o Remanescente] quisessem re­almente se entregar para a igreja, amando-a e dando-se para ela, com todos os seus talentos, todos os seus recur­sos, todos os seus poderes, então o problema todo do mundo seria resolvido. As facilidades do mundo são abun­dantes. No dircurso do Irmão Daniell da última noite isto foi-nos apresentado. O Irmão Conradi hoje mostrou como os campos estão abertos e todos prontos para a ceifa. As profecias, tão abundantes, mostrando que agora é o tempo têm sido apresentadas. Oh, que este povo se apresente hoje para Cristo, amando a igreja e dando-se por ela! Que este povo, digo, apresentemo-nos a Cristo como Sua igreja, para amar esta igreja, para entregar­mo-nos por ela, para darmo-nos para ela, com todo nosso esforço e todos os frutos de nosso esforço, de qualquer espécie. Então, oh, ela será como foi antes; esta será uma igreja santa, não tendo mancha nem ruga nem qualquer coisa semelhante.
            A igreja é o pilar e a base, o apoio e o esteio, da verdade no mundo. O único meio pelo qual este mundo pode obter a verdade é pela igreja. Pode ser que a igreja, como aquela igreja de Israel e Judá, de si mesma volun­tariamente não espalhe esta verdade ao mundo. O povo pode, como Israel e Judá, isolar-se do mundo, e assim falhar de dar a verdade ao mundo. Mas se isto deve ser assim, então a igreja será espalhada, como foi Israel e Judá, entre as nações de pagãos; e lá, na opressão e servidão, as nações encontrarão a verdade através da igreja. Assim, de qualquer jeito que for, o único modo em que as nações podem alcançar a verdade é da igreja; portanto, assim é como a igreja de Cristo, que é o corpo de Cristo, é o pilar e o solo, o apoio e o esteio, da verdade no mundo. É isto que mantém viva a igreja na terra.
            Como, então, pode o mundo obter a verdade de mim, como da igreja, quando todos os meus esforços estão alistados e gastos na ocupação do mundo e na filosofia de ocupação do mundo? Pode isto ser feito? - Não, senhor. O mundo não pode ver a igreja em mim nessa condição de coisas. A fim de a verdade alcançar o mundo por meu intermédio, que sou da igreja, é essencial que eu faça a obra como a obra da igreja. Se sou um agricul­tor, um agricultor da igreja. Se sou um professor, um professor como representante da igreja. Se sou um médico, sou um representante da igreja, e faço meu trabalho que se fosse da igreja. Portanto, isto apela para que cada um de nós que professa pertencer à igreja, assim pertença à igreja, que tudo que vem no curso de nossas vidas será distintamente da igreja, se relacionará à igreja, e faremos aquilo para a glória de Deus como da igreja.
            Então, oh, então, que a igreja seja tão repleta da verdade com a qual ela é plena, que a glória de Deus que está naquela verdade brilhará, e o mundo a verá, aquele gloriosa igreja. A glória do Senhor será vista so­bre ti, e a palavra será realizada de que ela se levantará e brilhará, pois sua luz é vinda, e a glória do Senhor se levantará sobre ela. Sabeis que assim é.
            Ora, tudo isto é apenas ter dito, em outras palavras, que nos dias da voz da sétimo anjo, quando ele co­meçar a soar, o mistério de Deus será terminado como Ele declarou a Seus servos os profetas.
            Aquele mistério de Deus terminado é o evangelho pregado a todo o mundo, para que o fim possa vir. Aquele mistério de Deus terminado no mundo é a obra de Deus terminada na pregação do evangelho às nações.
            E é mais do que isto, junto com isto. O mistério de Deus é Deus manifesto na carne. O mistério terminado de Deus é a conclusão, a perfeição, da manifestação de Deus na carne, nos crentes em Jesus que pertencem à igreja.
            Assim há dois lugares ocupados na terminação do mistério de Deus. Um lugar é o próprio mundo, ao qual o evangelho deve ser pregado; o outro lugar é a vida dos crentes da verdade. Devemos pregar e proclamar em palavras aos confins da terra, a cada alma sobre a terra em nossa geração, para que aquela fase da obra seja completada, e seja terminada; não obstante, se a manifestação de Deus nas vidas dos que pregam o evangelho não estiver completada também, poderemos pregar o evangelho dez mil anos, e o fim nunca virá. Não é simples­mente que o evangelho seja pregado a todo o mundo, e encha todo o mundo; mas é que quando isto for feito, ha­verá um povo preparado para encontrá-Lo no fim. Sem o término daquela manifestação de Deus na carne de cada crente, não pode haver nenhuma conclusão do mistério de Deus. Esse mistério terminado - Deus manifes­tado na carne - marcai isto - significa que somente Deus deve ser visto em cada ato da vida do crente; tal que em sua vida Deus seja manifestado. Somente isto é a manifestação do mistério de Deus, no modo que valha. E sabeis que se o caminho estiver bem aberto, e Deus tomar posse e encher as vidas dos 75.000 professos crentes hoje, seria a coisa mais fácil do mundo atingir todas as nações, tal que o fim viria.
            Novamente: Sabeis que o mistério de Deus é "Cristo em vós, a esperança da glória." Então o misté­rio terminado de Deus é o término do crescimento, a manifestação da vida de Cristo nos crentes, tal que fica­remos neste mundo na imagem de Jesus Cristo, refletindo apenas Ele, para que quando os crentes forem vis­tos, somente Cristo será visto: tudo o que é dito, tudo o que é feito, todo tom de voz, tudo que somos falará apenas de Cristo. Somento isto é a conclusão do mistério de Deus em verdade, do modo que conta. E essa é a igreja que Ele apresenta a Si mesmo.
             Porém mais: o dom da graça de Deus e de Seu Espírito é para a igreja "para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra de, o ministério, para a edificação do corpo de Cristo," a construção da igreja, até que che­guemos, não esqueçais disto, "até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até o homem perfeito, até a medida da estatura da plenitude de Cristo:" para que nos portemos neste mundo como Cristo Se portou quando aqui esteve. Somente este é o término do mistério de Deus.
            Mas isto não é difícil. Isto não precisa demorar, porque o cristianismo é criação, não evolução. - Cristia­nismo é criação, não evolução. Deus fala, e assim é. Não demora uma longa série de eras para desenvolver, para evoluir. Não. Somos a Sua manufatura, criados em Cristo para boas obras, que Deus de antemão orde­nou que andássemos nelas. Tudo que é necessário é a submissão. Tudo que é necessário é colocar esta denomi­nação, esta coleção completa de pessoas, tão dentro da igreja, e tornar-nos tão da igreja que a obra será terminada nesta geração, é a incondicional entrega a JESUS CRISTO, e esta submissão mantida para sempre.
            E esta conclusão do mistério de Deus é somente, de outro modo, a história da purificação do santuário. Quando o anjo falou sobre o assunto dos 2.300 dias, ele o fez diferentemente do modo como costumamos apresen­tar, e do modo em que tenho ouvido muitos outros falarem. Quando o anjo veio falar a Daniel sobre o assunto dos 2.300 dias, ele começou assim: "Setenta semanas estão determinadas para o teu povo e para a santa cidade." Elas começarão na "saída da ordem para restaurar e construir Jerusalém", e continuará "sessenta e nove semanas, até o Messias o Príncipe": e então após aquilo, 1810 anos e meio que levará até 1844, e então o santuário será purifi­cado. Isto está naquilo, mas este não é o sermão do anjo aqui.
            Ouvi: Isto é o que o anjo disse, e isto é o que ele pregou nos 2.300 dias: "Setenta semanas estão deter­minadas sobre o teu povo e sobre tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos." Dani­el 9: 24. Qualquer pregação do santuário, qualquer estudo do santuário, e proclamação do santuário, que não pre­gue e proclame que o término da transgressão na vida daquele que prega isto; que não significa, e não se manifes­ta em acabar com os pecados em sua vida; que não inclui fazer a expiação da iniquidade naquele que dá a mensa­gem; que não traz a justiça eterna para dentro da vida daquele que está pregando; não é a pregação da mensagem da purificação do santuário em absoluto. O mensageiro deixa de fora a própria coisa que o anjo de Deus, ao a­presentá-la, torna a essência da história inteira.
            Mesmo assim, irmãos estão nesta audiência que conhecem homens que sabem de cor a profecia dos 2.300 dias, e contudo não conhecem em suas vidas o término da transgressão, que não sabem dar um fim aos seus pecados, que não conhecem nenhuma expiação de suas próprias iniquidades, e não têm nenhuma justiça eterna para guardá-los de pecar. Sabeis que assim é. Então esse tipo de pregação do santuário e de sua purificação nunca trará a purificação do santuário, e nunca nos levará ao fim. Não, senhor.
            Há uma purificação do santuário no céu. Isto é verdadeiro. E enquanto isto prossegue no céu, e há um término de pecados lá [Nota: Não há pecados no céu senão os nossos, tranferidos para lá por Jesus, para que Ele possa agora colocá-los sobre o bode emissário.], e uma expiação da iniquidade lá, e término da transgressão lá, e tudo aquilo, todavia se aquilo também não é feito nos santos e crentes sobre a terra, então a purificação do santuá­rio nunca pode terminar. Nunca poderemos, neste caso, chegar ao fim deste mundo. Assim a purificação da igreja dos santos sobre a terra deve manter o passo, deve ser exatamente na proporção com a purificação do santuário no céu, ou essa igreja nunca estará atualizada.
            Ora, coloquemos de outra forma: Embora eu pregue a fim da transgressão nas vidas dos indivíduos; e embora eu pregue colocar um fim aos pecados, e fazer expiação pela iniquidade, e trazer a justiça eterna, para dentro da vida dos indivíduos; e todavia não pregue com aquilo o santuário e sua purificação, isto não é a terceira mensagem angélica. Aquele grande dia não pode vir até que o santuário seja purificado. O santuário não pode ser purificado até que a transgressão esteja terminada em vossa vida e na minha; até que seja dado um fim aos peca­dos na vossa vida e na minha; e a expiação feita pelos pecados que tenham sido cometidos; e então, oh, então, no lugar daquilo tudo, seja trazida a justiça eterna, para nos manter firme no caminho da justiça.
            Sabeis que dificuldade temos tido para manter a justiça na vida. Nós a amamos; entregamo-nos a ela, em submissão; mas isto aparece, e aquilo vem, e o outro, e ficamos fracos, e falhamos, e perdemos o poder daquela justiça fora da vida que sozinha pode torná-la justiça eterna. Oh, então, nesta IASD [Laodicéia o Remanescente], entre essas pessoas que se mantêm como pertencendo à igreja, há necessidade de tal purificação do santuário, tal ideía da purificação do santuário que findará a transgressão na vida de todo SDAS [Laodicéia o Remanescente], dará um fim ao pecado ali, e fará reconciliação por todos os pecados que sempre estiveram ali, e introduz, oh, para trazer para dentro a justiça eterna, - uma justiça que vem para ficar, uma justiça, que vem para habitar, uma justiça que vem para governar, eternamente, e para guardar-nos para as mansões celestiais!
            Vossos corações e mentes testemunham que somente isto pode ser qualquer verdadeira purificação do santuário. E vossos corações e mentes testemunharão também a isto, que se pode haver tal consagração, tal sub­missão, como aquela: se pode haver o recebimento de tal purificação como essa; e pertencer à igreja, realmente assim; o dar esta mensagem, o término desta obra, não demorará mais, pode ser realizada nesta geração que res­ta.
            E, irmãos, vossos corações testificarão, também, que sem aquelas coisas podemos falar, e falar, e falar, sobre ela, e tudo isto ser verdadeiro; mas podemos falar tudo aquilo, e não terminará nesta geração.
            Então aqui estamos. Agora não nos entregaremos, oh, não nos daremos verdadeiramente para pertencer, literalmente para pertencer à igreja, amando a igreja, dando-nos por ela, submetendo-nos à ela, para que assim sejamos purificados neste dia de purificação do santuário, com a lavagem da água pela palavra; para que Cristo possa apresentar a Si mesmo, como Ele tem estado desejoso, saudoso, todos estes anos para fazer uma gloriosa igreja, não tendo mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e sem defeito?

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO

Sermão de A. T. Jones, pregado em 29.03.1903
General Conference Bulletin 1903

domingo, 9 de fevereiro de 2014

UMA CONFERÊNCIA SIGNIFICATIVA MINEAPOLIS 1888 - W Mayer

  

          Mineapolis 1888

                


                             Por W. Meyer

Alguns anos antes da conferência geral de Mineápolis foram publicadas várias vezes mensagens à igreja que indicaram que o alto clamor viria duma maneira inesperada e surpreendente.
"A menos que os que podem ajudar em sejam despertados ao senso de seu dever, não reconhecerão a atuação de Deus quando se fizer ouvir o alto clamor do terceiro anjo. Quando irradiar a luz para iluminar a Terra, em vez de virem em auxílio do Senhor, desejarão cercear Sua obra parar atender as suas acanhadas idéias. Permiti-me dizer-vos que o Senhor trabalhará nesta última obra de um modo muito fora da comum ordem de coisas e de um modo que será contrário a qualquer planejamento humano. Haverá entre nós os que sempre desejarão dominar a obra de Deus, para ditar até que movimentos se farão quando a obra avançar sob a orientação do anjo que se une ao terceiro anjo na mensagem a ser dada ao mundo. Deus usará maneiras e meios pelos quais se verá que Ele está tomando as rédeas em Suas próprias mãos. Surpreender-se-ão os obreiros com os meios simples que Ele usará para efetuar e aperfeiçoar sua obra de justiça. Aqueles que são considerados bons obreiros, necessitarão apegar-se mais a Deus, necessitarão do toque divino. Precisarão beber de maneira mais profunda e contínua da fonte da água viva, a fim de poderem discernir a obra de Deus em cada ponto. Podem os obreiros cometer enganos, mas vós lhes devíeis dar uma oportunidade de corrigir seus erros, dar-lhes a oportunidade de aprender a acautelar-se deixando a obra em suas mãos.” TM, 300
"Quando o Espírito Santo trabalha sobre o agente humano, não nos pergunta em que maneira ope­rará. Frequentemente move-Se de maneira inesperada. Cristo não veio como os judeus esperavam, não veio de maneira que os glorificasse como nação.... Os judeus recusaram-se a receber a Cristo, porque não veio conforme sua expectativa....
“Este é o perigo a que a igreja está agora exposta -- o de que as invenções de homens finitos determinem a maneira precisa em que o Espírito Santo deve vir. Embora não queiram reconhecê-lo, alguns já o têm feito. E porque o Espírito deve vir não para louvar o homem ou edificar-lhe as errôneas teorias, mas para convencer o mundo do pecado e da justiça e do juízo, muitos se afastarão dEle. Não desejam ser privados das vestes de sua justiça própria. Não desejam trocar sua própria justiça, que é injustiça, pela justiça de Cristo, que é a verdade pura e não adulterada. O Espírito Santo não lisonjeia o homem, tampouco atua segundo as idéias de qualquer homem. Não devem os homens finitos e pecaminosos manejar o Espírito Santo. Quando Este vier como um reprovador por meio de qualquer instrumento humano que Deus escolher, é o dever do homem ouvir e obedecer-Lhe a voz." TM 64, 65.
"Irmãos, se continuardes a ser tão indolentes e egoístas, como estivestes até agora, Deus então passará por vós e aceitará os que são menos egoístas, que procuram menos a honra do mundo e que não se recusam a sair como o seu Mestre do acampamento para suportarem a vergonha." 5T 461.
Já no ano 1882 foi escrito: "Elias tirou Eliseu do arado e vestiu-lhe o manto da consagração. A chamada para esta grande e solene obra foi dirigida a homens estudiosos, em altas posições, e se estes se tivessem considerado pouco aos seus próprios olhos e se tivessem confiado inteiramente no Senhor, Ele os teria honrado a poderem levar o Seu estandarte dos triunfos e das vitórias.... Deus fará no nosso tempo uma obra, que somente poucos esperam. Ele despertará e elevará entre nós tais que foram instruídos muito mais pela consagra­ção do Espírito Santo em vez da instrução exterior de institutos científicos." 5T 82,1882
É significativo que no mesmo ano em que foram escritas estas palavras, Deus começou a escolher instrumentos humildes para levarem a mensagem do alto clamor. Pela consagração e condução do Espírito Santo foi preparado um homem novo para fazer a obra especial de Deus. Anos depois, pouco antes da sua morte em 1916, escreveu ele o seguinte:
"Cristo é principalmente a Palavra de Deus, a expressão do pensamento de Deus. A Bíblia é simplesmente a Palavra de Deus, porque revela Cristo. Foi com este pensamento que iniciei há 34 anos (em 1882) o meu verdadeiro estudo bíblico. Nesta altura era-me Cristo apresentado como o crucificado. Numa tarde sombria de Sábado estava eu sentado um pouco afastado da multidão, na grande tenda duma reunião campal em Healdsburg. Não tinha ideia alguma do que era o tema da pregação, nem numa palavra ou texto bíblico jamais me tinha lembrado. Tudo o que consegui guar­dar foi aquilo que tinha visto. De repente iluminou-se o lugar onde eu estava, a tenda parecia muito mais iluminada, como se o sol duma tarde estivesse a brilhar. Vi Cristo pendurado na cruz, crucificado para mim. Neste ­momento veio-me pela primeira vez o conhecimento, semelhante a uma corrente transbordante, que Deus me ama e que Cristo morreu por mim. Neste momento Deus e eu foram os únicos seres do universo dos quais me era consciente. Reconheci com os meus próprios olhos que Deus reconciliou em Cristo todo o mundo com Ele próprio, e eu era todo o mundo com o seu pecado. Estou convicto que a experiência do apóstolo Paulo no caminho para Damasco não foi mais real do que a minha.... Tomei imediatamente a decisão de estudar a Bíblia à luz desta revelação para poder ajudar a outros a verem esta verdade. Sempre acreditei que tudo na Bíblia indica com mais ou menos vivacidade a revelação gloriosa do Crucificado." E.J. Waggoner
Mais ou menos ao mesmo tempo preparava o Se­nhor um outro instrumento — A.T. Jones. Ele era tenente da armada dos Estados Unidos e encontrou a verdade através duma experiência verdadeira e profunda com Deus. Ele não era o produto de escolas altas, no entanto estudava dia e noite, enriquecendo-se através de estudos próprios com conhecimentos, tanto bíblicos como históricos. O mais importante, porém, é que era humilde, sério e de uma convicção profunda. Ele era inteligente, mas mesmo assim alegre e simples. Nos anos a seguir à conferência geral de Mineápolis, quan­do Deus se serviu dele para demonstrar a verdade presente, trabalhava ele zelosamente na proclamação da mensagem.
Que estes homens novos começaram ao mesmo tempo a interessar-se pela mesma mensagem, que chegaram ao mesmo conhecimento, e que se encontravam na proclamação desta verdade, foi sem dúvida a providência de Deus. A hora tinha chegado. A chuva serôdia, esperada pelo povo adventista já há muito tempo, devia ser iniciada com uma mensagem determinada e especial, como nunca antes. Os instrumentos servidos pelo Senhor eram, sem dúvida, estes dois homens novos. No ano de 1888 participaram Waggoner e Jones na conferência geral. A respeito das suas pregações disse E.G. White: "Deus apresenta perante as mentes dos homens pedras preciosas de verdade, vindas dEle, indicadas exactamente para o nosso tempo." 1888 — Sermons.
A serva te Deus reconheceu imediatamente a importância desta revelação da luz de Deus:
“Em Sua grande misericórdia, enviou o Senhor preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos Pastores Waggoner e Jones. Esta mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus..... É a terceira mensagem angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida.” TM 91, 92.
“Por anos tem estado a igreja olhando para o homem, e dele muito esperando, mas sem olhar para Jesus, em quem Se centraliza nossa esperança de vida eterna. Portanto, Deus deu a Seus servos um testemunho que apresentava a verdade como esta é em Jesus, e que é a terceira mensagem angélica, em linhas claras e distintas.... Este é o testemunho que deve ir por toda a largura e extensão do mundo. Apresenta a lei e o evangelho, unindo os dois num todo perfeito.” TM 93, 94.
"Nesta reunião (Mineápolis) ouvi pela primeira vez pelo Dr. Waggoner as razões da sua posição." MS 15 1888, 3.
"Quando o irmão Waggoner proferiu estes pensamentos em Mineápolis, foi isto o primeiro e claro ensino sobre este tema, que eu jamais ouvi de lábios humanos, com excepção de conversas havidas entre mim e o meu marido." MS 5 1889, 9.10.
"A mensagem dada pelos irmãos Waggoner e Jones é a mensagem de Deus para a igreja de Laodiceia" Carta S 24 1892.
É a esperança e o desejo ardente de cada crente no advento, assistir ao alto clamor, que soará na força da chuva serôdia, e participar em seguida na entrada para o Canaã celeste. Desde há muitas gerações que espera­mos ardentemente este último reavivamento que ainda não veio e até ao dia presente estamos à espera. Isto é uma realidade indiscutível. O alto clamor deveria "pas­sar como um fogo pelo restolho". E.G. White.
Mas isto não se cumpriu naquela altura, nem até hoje se tem cumprido. A luz daquele anjo ainda não iluminou o mundo inteiro. Isto é uma realidade que a nossa própria história nos mostra claramente. Se o povo de Deus tivesse aceite esta mensagem, já tudo se teria cumprido. A mensagem do alto clamor deveria preparar o povo de Deus para poder levar ao mundo a última advertência. Se a igreja a tivesse aceite, tê-la-ia transmitido rapidamente ao mundo, trazendo assim a obra final. Que a chuva serôdia não veio há muito mais tempo, é um facto, cuja imensa tragédia não se pôde reconhecer naquela altura. "Qual o resultado desta incredulidade teimosa, devemos ainda aprender." (Carta W 32, 1890). Mas o Espírito de Profecia ensina-­nos claramente que um dia toda a importância daquilo que aconteceu em Mineápolis será reconhecida. A res­peito da resistência contra a mensagem de Waggoner e Jones está escrito: "Uma vez será isto reconhecido na sua completa importância, com todos os seus fardos e dores que resultaram daquilo." Boletim da Conferência Geral, 1893, p. 184
As razões do que aconteceu naquele tempo, serão uma vez reconhecidas e, segundo o plano de Deus, deveriam ser mesmo reconhecidas. Isto, porém, será discutido num outro capítulo deste livro. Para já e segundo este testemunho é suficiente saber que é assim e que deve ser apesar de tudo.
"Uma vez será isto reconhecido na sua completa importância." Deus espera isto. As declarações seguintes permitem-nos um olhar sobre os acontecimentos de Mineápo­lis. Em primeiro lugar algumas de E.G. White, que foram feitas durante a tal reunião memorável.
"Quero dizer-vos agora que é uma coisa terrível que, quando Deus vos manda uma luz e depois de ter influenciado o vosso espírito e o vosso coração, procedeis como eles (os judeus). Se a verdade de Deus não for aceite, o Seu Espírito se retirará. Cristo, porém, foi aceite por alguns. O espírito testemunhou que Ele era Deus. Mas uma contra-corrente entrou. Anjos maus trabalhavam na reunião, para levantar dúvidas e provocar incredulidade, para que cada raio de luz, dado por Deus, fosse excluído. Num tal lugar Cristo nada podia fazer. Vós podeis ver qual era a influência de Satanás e o erro que o povo cometeu. Não fizeram progresso e como não progrediram trabalhavam sob o domínio de Satanás. Mas mesmo assim pretendiam estar sob a direcção de Deus. Deus, porém, nada tinha a ver com a sua incredulidade e inimizade contra Jesus Cristo. Eu dese­jaria que vós pudésseis ver e reconhecer que, caso não fizerdes um progresso, estareis em retrocesso." 1888 Sermons, 26.
"Os fariseus recusaram-se a reconhecer a Deus e a Jesus Cristo, enviado por Ele. Não estamos nós também no perigo de fazer o mesmo que os escribas e fariseus?" pág. 37.
"Os que não cavarem sempre mais no poço da verdade, não verão alguma beleza nos assuntos deleitosos que foram apresentados nesta conferência. Se a vontade estiver uma vez em oposição formada contra a luz, será muito difícil ceder; mesmo em frente das provas claras que foram dadas nesta conferência. Zara­gatear, duvidar, criticar e troçar dos outros, é a educação que muitos receberam. Esses, no entanto, são os frutos que mostraram. Recusam-se a aceitar provas. O coração natural está em luta contra a luz, a verdade e o conhecimento. Jesus estava em cada quarto de dormir, onde vós conversáveis. Quantas orações subiram destes quartos?" pág. 41.
"Irmãos, Deus tem uma luz extremamente preciosa para o Seu povo. Não a chamo uma nova luz, mas oh, ­para muitos é estranhamente nova. Oh, a vossa levian­dade, as vossas conversas estão descritas no livro.... Se soubésseis como Cristo considera o vosso procedimento durante esta reunião." pág. 41 e 42.
"Agora estamos quase no fim desta reunião, e nem uma confissão foi apresentada; não houve nem uma fenda para deixar entrar o Espírito Santo. Como eu já disse, qual é a vantagem de estar aqui reunido, se os nossos pregadores só vem para impedir que o Espírito Santo chegasse ao povo? Esperávamos que houvesse uma tendência para o Senhor. Possivelmente pensais que tendes tudo que necessitais.... Eu vos falei e pedi, mas parece-me que tudo passa por vós.... Nunca estive tão inquieta como no tempo actual." pág. 52.
"Eu tomei os meus irmãos de parte e disse-lhes exactamente onde estavam, mas não me acreditaram; não acreditaram que estavam em perigo....
“Quando me foi mostrada a história da néscio judaica e vi como tropeçaram por não andarem na luz, reconhe­ci o que aconteceria a nós, como povo, se recusarmos a luz dada pelo Senhor.... Agora é a nossa última reunião, quer dizer, se vós não quiserdes reunir-vos em particular.... Se os pregadores não aceitarem a luz, quero eu dar ao povo uma oportunidade. Talvez que o povo aceite. Deus não me chamou para fazer esta grande viagem, para vos falar, se estais sentados e duvidais da Sua mensagem e se a irmã White ainda é a mesma dos anos passados...." págs. 53, 54.
"E vi, como almas preciosas que estavam prontas para aceitar a verdade, foram impedidas pela maneira como foram tratadas. Jesus não estava incluído. E é isto, por que vos rogo todo o tempo — nós queremos Jesus. Qual é a razão, do Espírito de Deus não estar presente nas nossas reuniões? Porque erguemos à nossa volta barreiras. Eu falo-vos resolutamente, porque quero de­monstrar-vos onde estais. Quero que vós, homens jovens tomeis uma posição para a verdade, pela vossa própria inteligência e não porque o faz um outro.... Foi dito que o irmão Waggoner tinha tomado posse da condução da reunião. Não vos deu a palavra da Bíblia? ... Creio que meu testemunho não é agradável, mas com o temor do Senhor o darei." pág. 54.
"O Dr. Waggoner falou duma maneira simples e compreensível. Nas suas palavras há uma luz preciosa ... se os nossos irmãos que servem, aceitassem a doutrina da 'justiça de Cristo', tão claramente demonstrada, em ligação com a lei — e eu sei que eles devem aceitar isto — não seriam então os seus preconceitos uma força dominante e o povo podia ser alimentado com o alimento no tempo devido....
“Não vejo desculpas para o estado de sentimentos criado nesta reunião. É minha primeira oportunidade ouvir alguma coisa a respeito deste tema. Ainda não tinha uma conversa com o meu filho W.G. White, com o Dr. Waggoner ou o irmão A.T. Jones. Nesta reunião ouvi pela primeira vez as razões da posição do dr. Waggoner.
“O meu guia disse-me: 'Muita luz brilhará da lei de Deus e do evangelho da justiça. Se o carácter verdadeiro desta mensagem for compreendido, e sendo ela proclamada na força do Espírito Santo, toda a terra será iluminada pela luz. A questão grande e decisiva deve ser levada a todas as nações, línguas e povos. A obra final da tríplice mensagem angélica será acompanhada de uma força pela qual os raios do sol da justiça alcançarão todos os caminhos da vida. Decisões serão tomadas para Deus, como o Soberano mais alto, e a Sua lei será aceite como padrão." pág. 58.
"Peço-vos com insistência que não fecheis os vossos corações com medo que um raio de luz possa alcançar-vos. Necessitais uma luz maior. Necessitais de uma compreensão maior da verdade que levais ao povo. Se não virdes vós próprios a luz, fechareis os vossos corações e se puderdes — evitareis que os raios de luz alcancem o povo. Não permitais que seja dito deste povo tão altamente favorecido: 'Vós mesmos não entrastes e impedistes os que entravam'. Luc. 11:52." pág. 59.
"É um assunto muito sério para nós, se aperfeiçoamos o carácter ou não; se progredimos na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo ou não." pág. 60.
"A nossa maior preocupação deveria ser não sermos encontrados em rebelião contra a Palavra de Deus." pág. 61.
"Quando os judeus deram o primeiro passo para rejeitar Cristo, expuseram-se em grande perigo. Quando se acumularam depois as provas que Jesus de Nazaré era o Messias, foram demasiado orgulhosos para confessar que tinham errado. Assim é com o povo de hoje que rejeita a verdade.... Não é sábio que os homens jovens desta reunião se sujeitem a uma decisão onde há mais oposição do que investigação no programa diário." pág. 62.
"Não é permitido a ninguém fechar as condutas pelas quais a luz deveria alcançar o povo. Logo que isto seja tentado, afastar-se-á o Espírito de Deus, porque este Espírito trata constantemente de dar ao Seu povo nova e crescente luz, através da Sua Palavra" pág. 63.
Um resumo da conferência é dado pelo irmão Nash. "O escritor deste tratado assistiu à conferência geral de Mineápolis em 1888, onde viu e ouviu muitas coisas que foram faladas e feitas. A irmã E.G. White, assim como o Dr. Waggoner e o irmão A.T. Jones da Califórnia estavam presentes. Os irmãos Waggoner e Jones tinham a tarefa de servir durante a conferência todas as manhãs na hora da consagração com a palavra.
“Eles ensinavam de maneira mais simples e amável que Jesus, o Cordeiro de Deus, tomou sobre Si todos os nossos pecados, dando por nós a Sua vida. Ensinavam que Ele suportou a nossa culpa, que nos livrou, tirando os nossos vestidos sujos e dando-nos o Seu vestido branco de justiça. Que troca mais maravilhosa.
“Quando Cristo foi elevado desta maneira como a única esperança da igreja e de todos os homens, quase todos os nossos pregadores idosos estavam em oposição unida contra estes irmãos. Até foi tentado impedir os mensageiros de exporem e discutirem a doutrina da justificação pela fé. Quando a irmã White lhes comunicou que era a providência de Deus que induziu os irmãos Waggoner e Jones a proclamarem em voz alta este tema, escolheram-se irmãos da oposição para defen­der a opinião do lado oposto. O seu porta voz era J.H. Morrison. Ficou combinado que os irmãos Waggoner e Jones deveriam responder ao seu discurso.
“O discurso do irmão Morrison tratou clara e visivelmente a representação do apóstolo Paulo da escrava e da livre, em que Ismael simbolizava o povo da aliança antiga e Isaac o povo da aliança nova. Sara, a livre, exigiu: 'Deite fora esta serva e o seu filho, porque o filho desta serva não herdará com o meu filho Isaac'. (Gên. 21:10).
“Abraão obedeceu a isto e Agar saiu, indo para o deserto de Berseba. O irmão Morrison explicou que nós, os Adventistas do Sétimo Dia, tínhamos desde sempre este ensino da justificação pela fé e que seríamos filhos da livre. Ele pensava que este tema fosse acentuado em demasia e parecia ter tido medo que perdêssemos de vista a importância que se deve à lei.
“E.G. White respondeu o seguinte: "Pregamos como povo a lei até que ficamos tão secos como os montes de Gilboa, os quais não tinham orvalho nem chuva. Devemos pregar Cristo na Lei e então as nossas pregações estarão cheias de força vital e alimento para alimentar o rebanho faminto. Não devemos confiar nos nossos próprios méritos, mas só nos méritos de Jesus de Nazaré."
“Quando os pregadores Waggoner e Jones tiveram a oportunidade de responder aos seus adversários, puseram-se um ao lado do outro, com a Bíblia aberta na mão.
Irmão Waggoner                  começou a ler        Jer.23:5-8
Irmão Jones                                     leu              Ef. 2:4-8
Irmão Waggoner                                                 Gál.2: 16-21
Irmão Jones                                                        Ro. 11:1-33
Irmão Waggoner                                                 Ro. 10:14-17
Irmão Jones                                                        Ro. 2:12-29
Irmão Jones                                                        Ro. 3 todo o capitulo
Irmão Waggoner                                                 Gál. 5:1-6
Irmão Jones                                                        Ro. 9:7-33
Irmão Waggoner                                                 Gál. 2 todo o capitulo
Irmão Jones                                                        Ro. 4:1-11
Irmão Waggoner                                                  Ro. 5 todo o capitulo
Irmão Jones                                                        Ro. 4:13-25
Irmão Waggoner                                                  Ro. 6 todo o capitulo
Irmão Jones                                                         Ro. 1:15-17
Irmão Waggoner                                                   Ro. 8:14-39
Irmão Jones                                                         1.João 5:1-4
 Isto foi a sua resposta, sem uma única palavra de comentário. Depois sentaram-se. Durante todo o tempo de leitura havia um silêncio tenso sobre a grande reunião. Isto deixou uma impressão no escritor que mesmo o tempo não podia apagar. No prefácio do livro "Cristo Nossa Justiça" de A.G. Daniells, no qual estão resumidos testemunhos do Espírito de Profecia sobre o assunto da justificação pela fé, está indicado que muitos foram impressionados da mesma maneira. É interessante saber que este livro foi escrito por causa dos pedidos frequentes de obreiros, irmãos e de associações.
A capela em Mineápolis era demasiado peque­na para uma delegação tão grande. Durante a abertura dum destes cultos estava o escritor ao lado do irmão Kilgore. O irmão Kilgore pediu a palavra. Quando lhe foi permitido falar disse: 'Quero dirigir algumas palavras aos delegados que se reuniram nesta conferência. Como alguns de vós sabem, não pode vir o irmão George I. Butler, por estar a sua mulher doente em Battle Creek, e também não pode estar aqui mais tarde. Por esta razão quero pedir para interrompermos esta discussão sobre o tema da justificação pela fé, até que possa estar presente o presidente da Assembleia Geral.'
A irmã White que estava sentada no palco levan­tou-se. Quando lhe foi dada a palavra disse: 'Irmãos, isto é a obra do Senhor. Deverá a obra do Senhor esperar pelo irmão Butler? O Senhor quer que a Sua obra progrida e que não espere por nenhum homem'. Sobre isto não veio resposta alguma. Os irmãos Waggoner e Jones continuaram então a proclamação da sua mensagem. As palavras e atitudes de E.G. White demonstraram que estava cem por cento do lado dos irmãos Waggoner e Jones, para que fosse apresentada esta mensagem na conferência geral de Mineápolis.
“Nesta conferência começou a oposição contra a mensagem da justificação pela fé. O escritor destas linhas ora e espera sinceramente que esta oposição termine, que os opositores voltem atrás e que queiram trabalhar sob a condução do Espírito Santo, para que a luz deste outro anjo possa iluminar em breve todo o mundo. Apoc. 18:1-2. "E depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande poder e a terra foi iluminada com a sua glória, e clamou fortemente com grande voz dizendo: Caiu, caiu a grande Babilónia e se tornou morada de demónios e coito de todo o espírito imundo e coito de toda a ave imunda e aborrecível.'
“Agora surge uma pergunta muito importante: Participaremos nós nesta glória que iluminará toda a terra? A resposta é: Se nos vestirmos de Jesus Cristo que é a nossa arma de luz, certamente que sim. Ro. 13:12-14, Apoc. 19:8-9. "A noite é passada e o dia é chegado: Re­jeitemos pois as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências." "E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus." O vestido da justiça de Cristo é oferecido a todos gratuitamente, a quem quiser aceitar com fé. "Sei que se deve fazer uma obra em favor do povo, ou muitos não estarão preparados para receber a luz do anjo que foi enviado do Céu para iluminar toda a Terra com a sua glória." TM 468, 469.
Este testemunho indica claramente que o povo de Deus deve pôr sem quaisquer restrições tudo no prato da balança do lado de Cristo e da Sua justiça. Esta é a nossa única segurança. Estimado leitor, faça isto imediatamente." (Irmão Nash. Segundo um tratado que escreveu.)