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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O QUE SIGNIFICA SER MEMBRO DA IGREJA - A T Jones



             O QUE SIGNIFICA SER MEMBRO DA IGREJA





            "Cristo amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Efésios 5: 25-27.

            Essa, como diz a palavra, é a igreja que Cristo apresentará a Si mesmo quando Ele vier. Jesus amou essa igreja, a igreja, e deu-Se por ela; e quem quer que for dessa igreja quando ela for a igreja gloriosa, não tendo mancha ou ruga ou qualquer dessas coisas, deve amar a igreja, e dar-se por ela.
            Essa é a igreja pela qual Deus dará Sua última mensagem a este mundo "nesta geração". Mas Deus não pode ter essa igreja pela qual Ele possa dar aquela mensagem, até que Deus encontre um povo que amará a igreja e dar-se-á por ela.
            Isto está na filosofia das coisas também; pois não está escrito, "Que essa mente esteja em vós, a qual também esteve em Cristo Jesus"? E quando essa mente n’Ele O levou a amar a igreja, e a dar-Se por ela, o que essa mente fará em qualquer outra pessoa? Não preciso me deter mais sobre isto.
            A igreja é o corpo de Cristo no mundo. É Jesus manifestado no mundo. E essa igreja, sendo Seu corpo, sendo Ele mesmo manifestado, amar essa igreja e dar-me por ela, não é nada menos, e não pode ser nada mais, do que amá-la e dar-me por Jesus.
            Ser membro nessa igreja, então, vem não por pertencer à igreja, a fim de pertencer a Cristo, mas per­tencer a Cristo, a fim de pertencer à igreja. E a diferença entre estas duas coisas é a diferença entre o mistério de Deus e o mistério da iniquidade. O mistério da iniquidade exalta a forma, o nome, a idéia, da igreja, e então chama, e arrebata, e força, todo o mundo para dentro daquela igreja, a fim de que ela possa ser o que o mistério da iniquidade designa, - não para salvação, pois a salvação não está nela; não para a justiça, pois a justiça não está nela. As pessoas são as mesmas de antes, embora elas portem um nome diferente. Eles se conformam a diferentes formas de coisas do que faziam antes; mas no caráter, na vida, em tudo aquilo que eles sempre foram, eles são os mesmos como se eles não fossem membros da igreja em absoluto.
            Mas a igreja, a igreja de Cristo, é Ele mesmo manifestado. Portanto, para pertencer a esta igreja de­vemos primeiro pertencer a Ele. E pertencer a esta igreja depende inteiramente de sermos membros de Jesus. E estarmos nesta igreja depende totalmente de estarmos em Cristo. Então, quando entramos na igreja ao entrar­mos n’Ele, e estar na igreja ao estar n’Ele, isto nos torna uma nova pessoa. Isso muda o indivíduo num outro homem. Isto o torna cristão, tal como Cristo, Cristo manifesto.
            Então precisamos examinar-nos diariamente, cada um por si mesmo, e perguntar, "Sou membro da igre­ja? Não porque estou arrolado nos livros da igreja. Não. Sou um membro da igreja porque me uni à igreja, e esta é minha dependência? Mas, sou membro da igreja porque meu nome está no livro da vida? Sou um membro da igreja porque dei-me para Cristo, e pertenço a Ele, e vivo e me movo e tenho meu ser n’Ele?" Tais como estes são os únicos membros da igreja que existe sobre esta terra. Não importa quanto tenhamos nosso nome no livro da igreja, nem quanto tempo temos sido membros da igreja por unirmo-nos ao que é uma idéia da igreja na for­ma, uma coleção de indivíduos. Não importa quanto tenhamos feito aquilo, nem por quanto tempo tenha sido fei­to, nunca seremos membros da igreja dessa forma.
            E embora possa acontecer que a oportunidade ou circunstâncias impeçam vosso nome de estar em qual­quer livro sobre a terra, ou em qualquer coleção de indivíduos sobre a terra, mesmo assim se estais unidos a Jesus, e viveis n’Ele, sois membro da igreja, embora sejais a única alma sobre a terra. Esta é a única verdadeira qualidade de membro da igreja de Cristo, e o único modo de ser membro na igreja de Cristo.
            Cristo amou a igreja, e deu-Se por ela, para que Ele a pudesse santificar e limpar com a lavagem da água pela palavra; a fim de que Ele pudesse, apresentá-la para Si mesmo uma igreja gloriosa, não tendo nenhuma mancha ou ruga e coisa semelhante; mas que ela fosse santa e sem defeito. Portanto, essa mesma mente deve estar em todos, a fim de que sejamos cristãos. A única coisa para fazermos é amar a igreja, e dar-nos por ela, para que possamos ser santificados e limpos com a lavagem da água pela palavra, para que sejamos apresentados a Jesus, uma igreja gloriosa, não tendo nenhuma mácula ou ruga e coisa semelhante.
            Cristo amou a igreja e deu-Se por ela. Estamos familiarizados com o pensamento que Cristo "me amou e deu-Se por mim." E lemos nisso com outras escrituras ao mesmo propósito, que, em amar-me e dar-Se por mim, Ele me amou e deu-Se para mim.
            É o mesmo com a igreja. Ele amou a igreja, e deu-Se em favor da igreja; e ao amar a igreja, e dar-Se pela igreja, Ele tem amado a igreja, e dado a Si mesmo para a igreja. Então quando eu, a partir d’Ele, com Sua mente, e por intermédio d’Ele, amei a igreja, e dei-me por ela, eu amo a igreja, e dou-me para ela, tal que eu lite­ralmente pertenço à igreja.                
            Umas poucas palavras sobre isto. É uma expressão comum, "Tal e tal pessoa pertence à igreja," "Eu per­tenço à igreja." A questão para perguntamos hoje é, Pertenço à igreja, ou pertenço ao mundo? Pertenço a mim mesmo, ou ao mundo; ou sou possuído, dominado e mantido pela igreja, tal que eu literalmente pertenço à igreja? Tenho eu me entregado à igreja? a Cristo?
            Essa é a espécie de igreja que Jesus deixou quando Ele foi embora, ou pelo menos, que Ele tinha em poucos dias depois, quando Ele outorgou o Espírito Santo, esse é o tipo de igreja, em outras palavras, que Jesus enviou ao mundo para começar Sua grande obra sobre a terra. E aquela igreja  desse tipo pequena em número alcançou o mundo com a mensagem de Cristo naquela geração, que tinha passado a metade quando eles começaram. Não é uma questão de números, nem do tamanho do mundo, nem nada desse tipo que devemos con­siderar hoje ao dar esta mensagem ao mundo. A única coisa para considerarmos é isto, Todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] pertencem à igreja? Estabelecida esta questão, com os 75.000 ASDS hoje [em 1903], - que esses 75.000, cada um, individualmente, por si mesmo, pertença à igreja, - o problema mais fácil que jamais poderia ocorrer na terra seria dar a mensagem do terceiro anjo nesta geração.
            Havia 120 cristãos para começar naquele dia quando o Pentecoste caiu. Há agora [em 1903] arrolados não menos que 75.000 SDAS. O mundo não é maior hoje do que era quando os apóstolos começaram do Pentecos­te, quanto ao número de SDAS é mais que o número daquela ocasião. Então quando aquela pequena companhia pôde pregar o evangelho ao mundo tal que a Escritura podia dizer "a toda criatura debaixo do céu,"  na geração que era já metade passada, porque eles pertenciam à igreja, assim, hoje, é perfeitamente fácil para este número atingir o mundo no resto desta geração, se somente todos nós pertencermos à igreja. Há recursos abundantes. Os ASDS [Laodicéia o Remanescente] têm bastante dinheiro, mas nem todos pertencem à igreja. Esta é a dificuldade. Há dinheiro suficiente entre os ASDS [Laodicéia o Remanescente]  hoje para dar um ímpeto a esta mensagem  que alcançaria o mundo no resto desta geração, se somente esse dinheiro pudesse pertencer à igreja. Há facilidades suficientes, há talentos bastantes, há habilidade suficiente, todos os suprimentos que são necessários, ou que ja­mais serão precisos, se somente essas facilidades, esse talento, essas faculdades, pertencerem à igreja.
            E é uma questão de valor perguntar, Se meu dinheiro pertence ao mundo, pertenço eu à igreja? Se meus talentos, minhas abilidades são colocadas a serviço do mundo, como do mundo, e não a serviço da igreja, como da igreja, a questão merece consideração. Pertenço eu mesmo à igreja?
            Isso volta nossa atenção à questão, Quanto toma para me compor?  Quanto há de um homem? Podeis ter um homem aqui, e suas faculdades acolá, suas habilidades em outro lugar, e o fruto de suas faculdades, o fruto de suas habilidades, os resultados de sua vida e esforço, em ainda noutro lugar? Poderia isto ser, e o homem estar aqui, - tudo dele? - Não senhor. Todas as minhas faculdades, todo fruto de minha vida, devem estar onde estou, se eu mesmo devo estar ali. Não podemos escapar disso. Então, pertenço eu à igreja? Pertenço? Esta é a questão. Pertencem esses 75.000 ASDS à igreja? Esta é a questão.
            Para ilustrar: Suponde que tenho meu nome no livro da igreja, pertencendo à igreja. Sou um professor e gasto todo meu tempo, todo meu esforço, toda minha habilidade, e toda minha faculdade como um professor na escola do mundo; e ensinando na escola do mundo, no modo do mundo, na educação do mundo, vale perguntar, Pertenço à igreja? Estou amando a igreja e dando-me em favor dela? O que for que eu professar, minhas faculda­des, minha vida, o que sou na habilidade que Deus me tem dado, a estou dando para o mundo, para a obra do mundo, e para os propósitos do mundo. Assim é. Então estou eu amando a igreja e dando-me em favor dela? Per­tenço eu à igreja?
            Suponde que eu seja um médico, e dou minha habilidade, meu talento, minhas faculdades, minha vida, e meu esforço para o caminho do mundo que é chamado medicina, o modo do mundo de tratar a doença. Fico como um membro da igreja, como pertencendo à igreja, e devo ser santificado e limpado com a lavagem  da água pela palavra de Deus, e na palavra de Deus foi dado à igreja o divino, o verdadeiro sistema de tratamento médico, a verdadeira filosofia e tratamentos com relação à saúde, doença, viver correto,  e todas essas coisas. Pertenço à igreja, para ser santificado e lavado com a lavagem da água por aquela palavra. Em vez de fazer o que a palavra me dá, à qual estou comprometido como pertencendo à igreja, eu tomo o que o mundo dá, e devoto ao mundo, aquilo que consegui do mundo, e pertenço à igreja. Pertenço?
            Pertenço à igreja para o propósito de ser santificado e limpo pela lavagem da água pela palavra de Deus, para a igreja. Há nessa palavra, e essa palavra mesma é, um sistema de educação. Essa é a verdadeira e é a única verdadeira educação. Digo que pertenço à igreja, mas estou satisfeito com o sistema de educação do mun­do, com a filosofia de educação do mundo, e devoto minha vida a isso. Quero saber, Pertenço realmente à igreja? É precisamente assim também como para a profissão médica ou qualquer outra profissão.
            Sou um homem de outros negócios no mundo, quer seja comércio, ou agricultura ou carpintaria; quero dizer o diário, comercial, mundo de negócios. Afirmo que pertenço à igreja, e nos esforços que desenvolvo de pensamento, de empenho, a bênção de Deus sobre tudo aquilo, a renda vem. Coloco aquilo no banco mundano. Não sou um especulador; pertenço à igreja. Mas aqui estão os meios que Deus me tem dado como membro da igreja, e eu os coloco no banco mundano; empresto aquilo aos homens mundanos para ser usado nos negócios mundanos, em vez de na obra da igreja, à qual pertenço. Então é uma pergunta justa para eu fazer, Pertenço à igreja?
            Essas referências são suficientes para ilustrar. E agora não há aqui nenhum desses delegados que não pode olhar por toda esta terra e ver milhares e milhares de ASDS que estão numa posição de pertencer à igreja, que deixa uma questão bem aberta para cada um indagar, Pertenço à igreja? E todos aqui sabem que se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] nos Estados Unidos [mundo], a partir de hoje, quiserem realmente pertencer à igreja, vós mesmos confessareis que sem dúvida esta mensagem poderia ser dada ao mundo nesta geração. Podeis dizer amém a isto. Sabeis que assim é. Então vede, irmãos, o problema não é difícil. É exatamente esta questão a ser decidida, por cada um, por si mesmo, Pertenço eu à igreja?
            E agora não devo eu, achar-me a mim mesmo, minhas faculdades, ou meus recursos envolvidos no mundo, ou empregados na obra do mundo - não devo eu, não deveis vós, tirá-los de lá, e colocá-los na obra da igreja, alistá-los na causa da igreja na terra, à qual pertenço? Que isto seja feito, e sabeis que essa espiritualidade abalaria o mundo. Pensai nisto! Se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] nos Estados Unidos [mundo] real­mente considerassem isto, e amassem a igreja, se dessem a si mesmos, com seus filhos, em favor da igreja, e para a igreja, como ficaria nossa obra de educação? Ela ficaria onde deveria estar. E tal consagração como essa traria tal poder do céu que o ensino seria fácil. A falta de professores não seria tal como é agora.
            E assim, com todo o resto, se todos os ASDS [Laodicéia o Remanescente] na terra voltassem suas famí­lias para a educação cristã, para a educação que se torna a igreja, e que o mundo está chamando para a igreja dar, e para a necessidade disso, e por causa da falta disso, o próprio mundo está dizendo que a igreja em educação está decrescendo distintamente em quantidade, - se isto fosse feito, o mundo poderia facilmente ser alcançado nesta geração.
            É tempo para que haja apenas uma igreja no mundo que se levante e seja, não uma quantidade decrescen­te em educação, mas que seja a coisa toda em educação. Se os ASDS [Laodicéia o Remanescente] quisessem re­almente se entregar para a igreja, amando-a e dando-se para ela, com todos os seus talentos, todos os seus recur­sos, todos os seus poderes, então o problema todo do mundo seria resolvido. As facilidades do mundo são abun­dantes. No dircurso do Irmão Daniell da última noite isto foi-nos apresentado. O Irmão Conradi hoje mostrou como os campos estão abertos e todos prontos para a ceifa. As profecias, tão abundantes, mostrando que agora é o tempo têm sido apresentadas. Oh, que este povo se apresente hoje para Cristo, amando a igreja e dando-se por ela! Que este povo, digo, apresentemo-nos a Cristo como Sua igreja, para amar esta igreja, para entregar­mo-nos por ela, para darmo-nos para ela, com todo nosso esforço e todos os frutos de nosso esforço, de qualquer espécie. Então, oh, ela será como foi antes; esta será uma igreja santa, não tendo mancha nem ruga nem qualquer coisa semelhante.
            A igreja é o pilar e a base, o apoio e o esteio, da verdade no mundo. O único meio pelo qual este mundo pode obter a verdade é pela igreja. Pode ser que a igreja, como aquela igreja de Israel e Judá, de si mesma volun­tariamente não espalhe esta verdade ao mundo. O povo pode, como Israel e Judá, isolar-se do mundo, e assim falhar de dar a verdade ao mundo. Mas se isto deve ser assim, então a igreja será espalhada, como foi Israel e Judá, entre as nações de pagãos; e lá, na opressão e servidão, as nações encontrarão a verdade através da igreja. Assim, de qualquer jeito que for, o único modo em que as nações podem alcançar a verdade é da igreja; portanto, assim é como a igreja de Cristo, que é o corpo de Cristo, é o pilar e o solo, o apoio e o esteio, da verdade no mundo. É isto que mantém viva a igreja na terra.
            Como, então, pode o mundo obter a verdade de mim, como da igreja, quando todos os meus esforços estão alistados e gastos na ocupação do mundo e na filosofia de ocupação do mundo? Pode isto ser feito? - Não, senhor. O mundo não pode ver a igreja em mim nessa condição de coisas. A fim de a verdade alcançar o mundo por meu intermédio, que sou da igreja, é essencial que eu faça a obra como a obra da igreja. Se sou um agricul­tor, um agricultor da igreja. Se sou um professor, um professor como representante da igreja. Se sou um médico, sou um representante da igreja, e faço meu trabalho que se fosse da igreja. Portanto, isto apela para que cada um de nós que professa pertencer à igreja, assim pertença à igreja, que tudo que vem no curso de nossas vidas será distintamente da igreja, se relacionará à igreja, e faremos aquilo para a glória de Deus como da igreja.
            Então, oh, então, que a igreja seja tão repleta da verdade com a qual ela é plena, que a glória de Deus que está naquela verdade brilhará, e o mundo a verá, aquele gloriosa igreja. A glória do Senhor será vista so­bre ti, e a palavra será realizada de que ela se levantará e brilhará, pois sua luz é vinda, e a glória do Senhor se levantará sobre ela. Sabeis que assim é.
            Ora, tudo isto é apenas ter dito, em outras palavras, que nos dias da voz da sétimo anjo, quando ele co­meçar a soar, o mistério de Deus será terminado como Ele declarou a Seus servos os profetas.
            Aquele mistério de Deus terminado é o evangelho pregado a todo o mundo, para que o fim possa vir. Aquele mistério de Deus terminado no mundo é a obra de Deus terminada na pregação do evangelho às nações.
            E é mais do que isto, junto com isto. O mistério de Deus é Deus manifesto na carne. O mistério terminado de Deus é a conclusão, a perfeição, da manifestação de Deus na carne, nos crentes em Jesus que pertencem à igreja.
            Assim há dois lugares ocupados na terminação do mistério de Deus. Um lugar é o próprio mundo, ao qual o evangelho deve ser pregado; o outro lugar é a vida dos crentes da verdade. Devemos pregar e proclamar em palavras aos confins da terra, a cada alma sobre a terra em nossa geração, para que aquela fase da obra seja completada, e seja terminada; não obstante, se a manifestação de Deus nas vidas dos que pregam o evangelho não estiver completada também, poderemos pregar o evangelho dez mil anos, e o fim nunca virá. Não é simples­mente que o evangelho seja pregado a todo o mundo, e encha todo o mundo; mas é que quando isto for feito, ha­verá um povo preparado para encontrá-Lo no fim. Sem o término daquela manifestação de Deus na carne de cada crente, não pode haver nenhuma conclusão do mistério de Deus. Esse mistério terminado - Deus manifes­tado na carne - marcai isto - significa que somente Deus deve ser visto em cada ato da vida do crente; tal que em sua vida Deus seja manifestado. Somente isto é a manifestação do mistério de Deus, no modo que valha. E sabeis que se o caminho estiver bem aberto, e Deus tomar posse e encher as vidas dos 75.000 professos crentes hoje, seria a coisa mais fácil do mundo atingir todas as nações, tal que o fim viria.
            Novamente: Sabeis que o mistério de Deus é "Cristo em vós, a esperança da glória." Então o misté­rio terminado de Deus é o término do crescimento, a manifestação da vida de Cristo nos crentes, tal que fica­remos neste mundo na imagem de Jesus Cristo, refletindo apenas Ele, para que quando os crentes forem vis­tos, somente Cristo será visto: tudo o que é dito, tudo o que é feito, todo tom de voz, tudo que somos falará apenas de Cristo. Somento isto é a conclusão do mistério de Deus em verdade, do modo que conta. E essa é a igreja que Ele apresenta a Si mesmo.
             Porém mais: o dom da graça de Deus e de Seu Espírito é para a igreja "para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra de, o ministério, para a edificação do corpo de Cristo," a construção da igreja, até que che­guemos, não esqueçais disto, "até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até o homem perfeito, até a medida da estatura da plenitude de Cristo:" para que nos portemos neste mundo como Cristo Se portou quando aqui esteve. Somente este é o término do mistério de Deus.
            Mas isto não é difícil. Isto não precisa demorar, porque o cristianismo é criação, não evolução. - Cristia­nismo é criação, não evolução. Deus fala, e assim é. Não demora uma longa série de eras para desenvolver, para evoluir. Não. Somos a Sua manufatura, criados em Cristo para boas obras, que Deus de antemão orde­nou que andássemos nelas. Tudo que é necessário é a submissão. Tudo que é necessário é colocar esta denomi­nação, esta coleção completa de pessoas, tão dentro da igreja, e tornar-nos tão da igreja que a obra será terminada nesta geração, é a incondicional entrega a JESUS CRISTO, e esta submissão mantida para sempre.
            E esta conclusão do mistério de Deus é somente, de outro modo, a história da purificação do santuário. Quando o anjo falou sobre o assunto dos 2.300 dias, ele o fez diferentemente do modo como costumamos apresen­tar, e do modo em que tenho ouvido muitos outros falarem. Quando o anjo veio falar a Daniel sobre o assunto dos 2.300 dias, ele começou assim: "Setenta semanas estão determinadas para o teu povo e para a santa cidade." Elas começarão na "saída da ordem para restaurar e construir Jerusalém", e continuará "sessenta e nove semanas, até o Messias o Príncipe": e então após aquilo, 1810 anos e meio que levará até 1844, e então o santuário será purifi­cado. Isto está naquilo, mas este não é o sermão do anjo aqui.
            Ouvi: Isto é o que o anjo disse, e isto é o que ele pregou nos 2.300 dias: "Setenta semanas estão deter­minadas sobre o teu povo e sobre tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos." Dani­el 9: 24. Qualquer pregação do santuário, qualquer estudo do santuário, e proclamação do santuário, que não pre­gue e proclame que o término da transgressão na vida daquele que prega isto; que não significa, e não se manifes­ta em acabar com os pecados em sua vida; que não inclui fazer a expiação da iniquidade naquele que dá a mensa­gem; que não traz a justiça eterna para dentro da vida daquele que está pregando; não é a pregação da mensagem da purificação do santuário em absoluto. O mensageiro deixa de fora a própria coisa que o anjo de Deus, ao a­presentá-la, torna a essência da história inteira.
            Mesmo assim, irmãos estão nesta audiência que conhecem homens que sabem de cor a profecia dos 2.300 dias, e contudo não conhecem em suas vidas o término da transgressão, que não sabem dar um fim aos seus pecados, que não conhecem nenhuma expiação de suas próprias iniquidades, e não têm nenhuma justiça eterna para guardá-los de pecar. Sabeis que assim é. Então esse tipo de pregação do santuário e de sua purificação nunca trará a purificação do santuário, e nunca nos levará ao fim. Não, senhor.
            Há uma purificação do santuário no céu. Isto é verdadeiro. E enquanto isto prossegue no céu, e há um término de pecados lá [Nota: Não há pecados no céu senão os nossos, tranferidos para lá por Jesus, para que Ele possa agora colocá-los sobre o bode emissário.], e uma expiação da iniquidade lá, e término da transgressão lá, e tudo aquilo, todavia se aquilo também não é feito nos santos e crentes sobre a terra, então a purificação do santuá­rio nunca pode terminar. Nunca poderemos, neste caso, chegar ao fim deste mundo. Assim a purificação da igreja dos santos sobre a terra deve manter o passo, deve ser exatamente na proporção com a purificação do santuário no céu, ou essa igreja nunca estará atualizada.
            Ora, coloquemos de outra forma: Embora eu pregue a fim da transgressão nas vidas dos indivíduos; e embora eu pregue colocar um fim aos pecados, e fazer expiação pela iniquidade, e trazer a justiça eterna, para dentro da vida dos indivíduos; e todavia não pregue com aquilo o santuário e sua purificação, isto não é a terceira mensagem angélica. Aquele grande dia não pode vir até que o santuário seja purificado. O santuário não pode ser purificado até que a transgressão esteja terminada em vossa vida e na minha; até que seja dado um fim aos peca­dos na vossa vida e na minha; e a expiação feita pelos pecados que tenham sido cometidos; e então, oh, então, no lugar daquilo tudo, seja trazida a justiça eterna, para nos manter firme no caminho da justiça.
            Sabeis que dificuldade temos tido para manter a justiça na vida. Nós a amamos; entregamo-nos a ela, em submissão; mas isto aparece, e aquilo vem, e o outro, e ficamos fracos, e falhamos, e perdemos o poder daquela justiça fora da vida que sozinha pode torná-la justiça eterna. Oh, então, nesta IASD [Laodicéia o Remanescente], entre essas pessoas que se mantêm como pertencendo à igreja, há necessidade de tal purificação do santuário, tal ideía da purificação do santuário que findará a transgressão na vida de todo SDAS [Laodicéia o Remanescente], dará um fim ao pecado ali, e fará reconciliação por todos os pecados que sempre estiveram ali, e introduz, oh, para trazer para dentro a justiça eterna, - uma justiça que vem para ficar, uma justiça, que vem para habitar, uma justiça que vem para governar, eternamente, e para guardar-nos para as mansões celestiais!
            Vossos corações e mentes testemunham que somente isto pode ser qualquer verdadeira purificação do santuário. E vossos corações e mentes testemunharão também a isto, que se pode haver tal consagração, tal sub­missão, como aquela: se pode haver o recebimento de tal purificação como essa; e pertencer à igreja, realmente assim; o dar esta mensagem, o término desta obra, não demorará mais, pode ser realizada nesta geração que res­ta.
            E, irmãos, vossos corações testificarão, também, que sem aquelas coisas podemos falar, e falar, e falar, sobre ela, e tudo isto ser verdadeiro; mas podemos falar tudo aquilo, e não terminará nesta geração.
            Então aqui estamos. Agora não nos entregaremos, oh, não nos daremos verdadeiramente para pertencer, literalmente para pertencer à igreja, amando a igreja, dando-nos por ela, submetendo-nos à ela, para que assim sejamos purificados neste dia de purificação do santuário, com a lavagem da água pela palavra; para que Cristo possa apresentar a Si mesmo, como Ele tem estado desejoso, saudoso, todos estes anos para fazer uma gloriosa igreja, não tendo mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e sem defeito?

A MENSAGEM DO TERCEIRO ANJO

Sermão de A. T. Jones, pregado em 29.03.1903
General Conference Bulletin 1903

sábado, 15 de fevereiro de 2014

QUEM SERÃO OS 144000? - F.T. Wrigth




CENTO E QUARENTA E QUATRO MIL

Quem Serão os Membros Desse Ilustre Grupo?






Introdução

A questão dos cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel (Apoc. 7:4), é um tema que hà muito tempo desperta o interesse dos cientes da Palavra de Deus.
Dentro da fé Adventista há, no que diz respeito à este tema, desde sempre, três grupos com interpretações distintas:
1. Os que têm o conceito correcto, baseado tanto na Bíblia Sagrada, como nos testemunhos de EG. White.
2. Os que têm opiniões próprias, as quais proclamam dentro da igreja, exigindo dos demais membros uma aceitação incondicional.
3. Os que pensam que um conhecimento definido deste tema seria sem importância, e que os testemunhos de EG. White, portanto, não se especificam com clareza.

As três interpretações principais de hoje são as seguintes:
1. Todos os santos que morreram na fé da tríplice mensagem angélica em conjunto com aqueles que na vinda de Jesus Cristo estiverem vivos, sem jamais terem sofrido a morte, serão na sua totalidade os cento e quarenta e quatro mil.
2. Somente os santos que passam vivos o tempo da angústia de Jacó, e que nunca morreram, farão parte deste grupo.
3. Os cento e quarenta e quatro mil serão aqueles que permanecem fielmente na igreja dos ADS até depois da grande sacudidura; depois disto sairão para se juntarem à “Grande Multidão“, descrita em Apoc. 7.

Em vista destes grupos com interpretações opostas perguntamos o seguinte:
Será oportuno discutirmos sobre este tema?
Haverá uma verdade única, ou dão os testemunhos liberdade para demais interpretações?
Caso haja uma interpretação única, qual então a verdadeira?
 “Não é Sua (de Deus) vontade que eles se metam em discussões acerca de questões que os não ajudam espiritualmente, tais como: Que pessoas vão constituir os cento e quarenta e quatro mil? Isto, aqueles que forem os eleitos de Deus hão-de sem dúvida, saber em breve“.  Mensagens Escolhidas I, 174
Apesar deste testemunho dizer que não deveriamos entrar em discussões acerca de questões que nos não ajudam espiritualmente, está claramente exprimido, que “aqueles que forem os eleitos de Deus hão de sem dúvida, saber em breve“, por quem es cento e quarenta e quatro mil serão compostos.
Por isso, assim como há só uma verdade, pode háver somente urma interpretação da mesma.
Perguntamo-nos então se já terá vindo o tempo “breve“ do testemunho acima citado? Caso sim, o povo de Deus seria capaz de interpretar correctamente este tema. Com outras palavras: Somente os que podem explicar este tema em termos claros e distintos, podem, evidentemente, pertencer aos “eleitos de Deus“.
0 propósito do primeiro capítulo deste estudo é juntar testemunhos respectivos a este tema e de os deixar falar por si próprios.
No segundo capítulo citamos alguns dos argumentos correntes, daqueles que diferem da interpretção verdadeira. Tambem mostramos no mesmo capítulo como chegaram às suas conclusões erradas.
1 Capitulo
Quem são os cento e quarenta e quatro mil?
No livro O Conflito dos Séculos, de E.G.White, capítulo O livramento do Povo de Deuspág. 476-477, estão descritas várias características sobre os cento e quarenta e quatro mil.
No estudo presente examinaremos sete destas características, perguntando:
Podem os que morreram e que se levantarão na ressureição parcial curmprir estas características? Sim ou não?
Podem os que nunca morreram cumprir estas características? Sim ou não?
Uma lista simples e clara surgirá deste exame.
Lemos então em O Conflito dos Séculos, pag. 476-477, o seguinte parágrafo:
“No mar cristalino diante do trono, naquele mar como que de vidro misturado com fogo tão resplendente é e1e pela glória de Deus - está reunida a multidõo dos que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, do número do seu nome. Apoc. 15:2. Com o Cordeiro, saobre o monte Sião, “tendo harpas de Deus“, estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens; e ouve-se, como o som de muitas águas, e de grande trovão, “uma voz de harpistas, que tacavam com as suas harpas“. é cantavam um “cântico novo“ diante do trono - cântico que ninguem podia aprender senão os cente e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do cordeiro - hino de livramento. Ninguem, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o da sua experiência - e nunca ninguem teve experiência semelhante. “Estes são es que seguem o cordeiro para onde quer que vai“ Estes, tendo sido trasladados da terra, dentro os vivos, são tidos com as “primícias para Deus e para o Cordeiro”. Apoc. 14:1-4; 15:3. “Estes são os que vieram da grande tribulação“ (Apoc. 7:14); passaram pelo tempo da angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a afliçáo do tempo da angústia de Jacob, permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juizos de Deus. Mas foram livres, pois “lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro“. “Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensiveis“ diante de Deus. “Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra“. Apoc.7:15. Viram a terra devastada pela fome e pestilência, o sol com poder para abrasar es homens com grandes calores, e eles próprios suportaram o sofrimento, a fome e a sede“.
Após ter citado esta passagem, aprofundemos estas sete características, segunde a sua ordern certa.
1. Eles “saíram vitoriosos da beste, e da sua imagem, e do seu sinal, do número do seu nome“.
2. Eles passaram por uma experiência que “nunca ninguem teve experiência semelhante“.
3. Eles foram “trasladados da terra, dentre os vivos‘,
4. Eles “vieram da grande tribulação“.
5. Eles “suportaram a aflção do tempo da angústia do Jacob“.
6. Eles permaneceram sem intercessor durante o derramamento, final dos juízes de Deus“. 
7. Eles “viram a terra devastada pela fome e pestilência, o sol com peoder para abrasar os homens com grandes calores, e eles próprios suportaram e sofrimento, a fome e a sede“.

Examinemos então cada uma destas características:
1.  A vitória sobre a besta
Os cento e quarenta e quatro mil serão aqueles que terão saido “vitoriosos da besta, e da sua imagern, e do seu sinal, do número do seu nome“.
A pergunta é então: Podem os que morreram na fé da triplice mensagem angélica cumprir estas especificacões? Sim ou não?
É evidente que a resposta é não, porque como se pode alcançair a vitória sobre a imagem da besta, se a mesma nem no presente existir? Os próprios pioneiros adventistas olharam, a respeito destes acontecimentos, para o futuro; para um dia quando a imagem da besta estiver erguida. Sabemos bem que eles esperavam isto no seu tempo ainda; todos, portém, morreram com esta esperança, sem jamais terem visto o cumprimento da sua fé e da sua esperança. Deles nunca pode ser dito que alcançaram a vitória, porque nos seus dias a imagem nem sequer entrou no campo da batalha. Esta vitória ficou para uma outra geração.
Pode-se argumentar que na ressureição parcial os que morreram na fé da triplice mensagem angélica levantar-se- ão do pó da terra, para se juntarem nas cenas finais da batalha aos vivos, participando assim na vitória sobre a “besta, e da sua imagem, e do seu sinal, do número do seu nome“.
Ao estudarmos cuidadosamente o capítulo O Livramento do Povo de Deus, no livro de O Conflito dos Seculos, páginas 467-468, vimos claramente os acontecimentos daquele tempo. Os ímpios correm para os justos com o propósito de os destruir. No momento crítico, porém, cai um dense negro, mais intenso do que as trevas da noite sobre a cena. Os impios estão parados. A seguir cobre a luz do Céu cada grupo orador, e a voz de Deus liberta-os para sempre do poder da besta e da sua imagem.
Comparemos agora este parágrafo com aquele do capítulo Desolação da Terra, páginas 480-482.
A nossa mente está sende dirigida alí mais uma vez aos mesmos acontecimentos. Enquanto que a primeira referéncia, páginas 467-468, descreve a experiência do povo de Deus, mostra este parágrafo a experiência dos ímpios. Aqui é-nos dito que “quando a voz de Deus põe fim ao cativeiro do ‘Seu povo, há um terrivel despertar daqueles que tudo perderam no grande conflito da vida“.
Os parágrafos seguintes relatam a maneira como o povo vé que foi iludido e que foram es do ministério que es desviaram. O próprio ministério confessa a sua obra de decepção perante todo o povo que enganou. Quando os homens compreendem que estão perdidos enchem-se de fúria, voltando-se a seguir contra os falsos ensinadores. Um grande morticínio é o resultado.
É bem aparente que, quando a voz de Deus fala do Céu, abrem-se es olhos de todos os santos; a batalha estará terminada. A vitória alcançada será semelhante àquela do rei Jeosafá, quando este guiou es filhos de Judá e Benjamim à batalha com cantores à frente. Por causa da fé do povo de Deus, o Senhor naquele tempo era capaz de actuar maravilhosamente. Numa confusão tremenda cairam os inimigos uns sobre os outros, destruindo-se assim a si próprios, antes do povo de Deus entrar em acção. Foi a fé dos filhos de Deus que naquele dia ganhou vitória. A luta decisiva do povo de Deus no final dos tempos será semelhante. Apesar de pressões incríveis, da parte da besta e da sua imagem, recusará deixar a sua fé. O Senhor será, então, capaz de actuar a favor deles, afastando ao mesmo tempo por completo os filhos da escuridão. Estes, Como no passado, voltar-se-ão uns contra os outros.
É muito importante compreendermos como no último grande conflito a vitória será alcançada. De outra maneira não compreendemos quem será que alcançará a vitória. Ela será alcançada por aqueie grupo de crentes que pela fé se entregou completamente nas mãos do Senhor. A batalha está assim entregue nas suas mãos. É só desta maneira que Ele pode actuar por eles, levando tudo que prometeu à conclusão.
Deus tem o poder e sabedoria para terminar este batalha hoje. Mas o Seu povo tem que chegar a um ponto, onde Ele possa fazer esta obra. Esta verdade está claramente testificada na Bibla. Deve-se somente estudar a profecia das bodas, em Mat. 22:1-14, para ver que o Senhor da Sua parte tem tudo preparado. É por isso que os chama para virern sem demora às bodas. Mas como rejeitam em ir, passa o tempo sem e Senhor poder actuar por eles.
Mas no fim haverá um povo que terminará e propósito de Deus. É no momento em que e povo de Deus ouve a voz de Deus do Céu, indicando a sua libertação, que a batalha está terminada, a vitória alcançada. É este grupo - os que recusaram deixar o braço do Senhor e de se render às pressões de Satanás -, que no tempo da angústia de Jacó está ligado pela fé ao Senhor, e que ganha a vitória.
Para encontrarmos a resposta certa, devemos somente continuar a ler em O Conflito dos Séculos, página 467. Mais acima descrevemos a seguinte ordem dos acontecimentos: Os impios avançam contra os filhos de Deus para os matar, quando, pelo denso negror, são obrigados a parar. Depois em torna um arco iris cada grupo orador. A multidão furiosa é impedida na sua obra de morticínio. Depois disto está o céu aberto e a voz de Deus com sinais e milagres liberta e Seu povo.
Sem dúvida, neste ponto a batalha está terminada, e a vitoria alcançada. A batalha é alcançada por aquele grupo que neste momento está vivo sobre a terra. Neste grupo não estão incluidos os que morreram desde 1844, porque estes naquele tempo ainda estão nos seus sepulcros poeirentes.
Isto está demonstrado mais adiante. Porque é depois de Deus ter libertado os santos, que fala mais uma vez, dizendo: “Está feito“. Esta voz provoca o grande tremor de terra da settima praga, no qual os sepulcros são abertos e crentes que morreram na fé da tríplice mensagem angélica se levantam para se juntarem àqueles que acabaram de ganhar a vitória final. É óbvio que eles chegam demasiado tarde para participarem nesta ultima batalha. Nela, enquanto eles descançaram, participaram outros, que neste momento ainda estão vivos sobre a terra.
Está, por conseguinte, demonstrado que aqueles que morreram na fé da tríplice mensagem angélica nem antes da sua morte, nem depois da sua ressureição podem participar na batalha com a “besta“ e da “sua imagem“. E pela mesma razão não podem ser destes que ganharam a vitória. Mas como eles o deveriam fazer, para poderem ser dos cento e quarenta e quatro mil, é evidente que aqueles que se levantam na ressureição parcial não podem cumprir esta primeira característica, enquanto que aqueles que estão vivos, sem jamais ter visto a morte, certamente a cumprem.
2. Uma experiência que “nunca ninguém teve”. 
Os cento e quarenta e quatro mil terão passado por uma experiência que, no que diz respeito à de outros grupos, não tem um paralelo na história humana. Salienta-se ainda que o testemunho não fala em indivíduos; porque há realmente dois homens na história que já passaram por uma experiêcia semelhante : Jacó, cuja experiênca é um simbolo da experiência dos cento e quarenta e quatro mil, e o Senhor Jesus, com a sua experiência no Jardim de Gethsemane. Mas além destes dois, os cento e quarenta e quatro mil terão uma experiência que nunca ninguem teve.
Como se pode argumentar que aqueles que morreram na fé da tríplice mensagem angélica e que se levantam na ressureição parcial podem ter tido uma experiência tal como nunca um grupo de homens teve?
Sabemos que a maioria destes homens viveu num periodo de historia, livre de problemas e cheio de prosperidade. É evidente que alguns sofreram dureza e persiguição; mas nada disto é comparável à experiência do povo de Deus que na Idade Escura, por exemplo. De que sentido foi a sua experiência tanto singular ou especial? A resposta tem de ser que não tinham uma tal experiência.
Alguns podem argumentar que eles têm algo de especial na sua ressureição anticipada. Mas também isto não é um argumente convincente, porque todos os santos que morreram, também terão a experiência da ressureião. A única diferença que o resto se levantará um pouco mais tarde; mas mesmo assim vêm a mesma vitória sobre os poderes da escuridão.
Que experiência singular e incomparável, em contrapartida, terão tido aqueles que passam vivos o periodo das sete últimas pragas e da angústia de Jacó? Eles lutam na batalha mais extaordinária de todos es tempos. Eles vivem este tempo todo sem intercessor, permanecendo, porém mesmo assim, numa perfeição de carácter sem mácula.
Depois de terem sido apresentados todos os outros pontos o facto será ainda mais aparente; mas mesmo agora já temos conhecimentos suficientes, para respondermos à seguinte pergunta: “Que outro grupo de toda a história terá tido uma experiência igual ou pelo menos uma que se possa aproximar desta?“ A resposta pode ser somente:
“Ninguem“. Aqueles que morreram desde 1844 não podem certamente cumprir esta especificação, enquanto que aqueles que nunca morreram, e somente estes, certamente a cumprirão.
3. Trasladados da terra “dentre os vivos” 
No somente que o dicionário IngIês explica que ser trasladado significa ser removido da terra para o céu, sem passar pelo sepulcro; mas também a Bíblia diz isto claramente: “Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o transladara; visto como antes da sua trasladação alcanou testemunho de que agradara a Deus“ Hebr. 11:5.
Deve ser dificilmente possível que um outro texto da Bíblia possa ser mais claro do que o citado. Se “Enoque foi trasladado para não ver a morte“, não diz isto claramente que uma pessoa trasladada é uma que passa da terra para o Céu, sem passar pela morte? Ou com o outras palavras, se uma pessoa morre e tem de ser ressuscitada para poder ir ao Céu, então não se pode dizer que esta pessoa tenha sido traslada.
Alguns que acreditam, que os que morreram na fé da tríplice mensagem angélica e que se levantarão antes da segunda vinda de Cristo, querem explicar a trasladação da maneira seguinte: Eles, os ressuscitados, estarão vivos na terra entre o resto dos vivos, e serão levados, isto é trasladados, para e céu, directamente deste estado. Isto mostra que eles fazem uma distinção entre aqueles que tinham ressuscitado antes da segunda vinda de Cristo, que vivem um periodo curto sobre esta terra, antes de serem levados para o Céu, e aqueles que se levantarão para irem directamente para o céu. Todos eles‚ dizem, serão trasladados. Os primeiros, dizem, so trasladados, os outros não.
Deve ser reconhecido que um tal argumento é uma tentativa desesperada para pôr os factos existentes dentro de uma teoria predeterminada. Ser trasladado significa viver sobre esta terra e passar pelo céu sem ver a morte. Caso algém morra e seja levantado para viver cem anos ou mais, antes de ir para o céu, não se pode, mesmo assim, dizer que tenha sido trasladado.
Por conseguinte, nenhum de todos que morreram na fé da tríplice mensagem angélica e que serão ressuscitados antes da segunda vinda de Jesus pode ser considerado como sendo trasladado, enquanto que aqueles que passam vivos pela angústia de Jacó o serão.
4. “Vieram da grande tribulação.” 
No texto original, em inglês, está escrito: “..they have passed through the time of trouble...“ A palavra chave nesta especificão é a palavra “through“. A tradução correcta desta palavra, segundo o Dicionário de  Inglês-Português, da Porto Editora Ltda é: “do princípio ao fim“. Tendo esta tradução, fica-nos somente uma interpretaço: Alguém tem que entrar ne princípio e passar a extensão toda do acontecimento. Isto significa que passa não somente uma parte do acontecimento, tão comprido que este possa ser, mas o inteiro.
Portanto, os que cumpriram esta característica estarão vivos e presentes, quando o tempo da angústia iniciar. Eles participarão nas quedas sucessivas das pragas e estarão lá, quando, na vinda de Jesus, este tempo de tribulação terminar, com a destruição dos ímpios e a transferência dos justos da terra para o céu. Quem pode somente cumprir esta característica? Certamente não aqueles que morreram na fé da tríplice mensagem angélica. Estes, quando a grande tribulação final começar, estarão ainda nos seus sepulcros. Eles continuarão no seu repouso, enquanto que as sete pragas caem, saindo de lá somente depois da sétima praga. Eles, como está escrito, não passarão o tempo da grande tribulação “do princípio ao fim”serão testemunhas das cenas finais. Ninguém pode honestamente argumentar de outra  maneira.
Mas come é com aqueles que nunca morreram? A resposta é que eles passarão o tempo da grande tribulação “do princípio ao fim“. Eles estarão vivos, quando este tempo se iniciar, vivendo o tempo todo até ao final. Somente estes, e mais ninguém, de toda a história poderá cumprir esta especificação.
5. “ O tempo da angústia de Jacó.” 
Para compreendermos o sentido verdadeiro desta característica é necessário conhecermos a distinção entre a grande tribulação e o tempo da angústia de Jacó: A primeira é sofrida sobretudo pelos ímpios; porque enquanto os justos terão de suportar “cansaço, e demora, e a fome“, (O Conflito dos Séculos, cap. “Tempo de Angústia“, pág. 457), não sofrerão eles as pragas. Esta - esperiência está reservada somente para os ímpios, porque as pragas caiem sobre a Babilónla, da qual o Alto Clamor há de chamar o verdadeiro povo de Deus, para que este não participe nos seus flagelos. (Apoc 18:4).
O tempo da angústia de Jacó, porém, é exactamente aquela experiência pela qual os justos devam passar, e não os da Babilônia. Esta angústia é caracterizada por un assalto feroz contra os filhos de Deus, organizado por Satanás, com o apoio e a cooperação inteira de todos os homens maus. Esta é uma experiência que causa as maiores agonias, tante mentais como espirituais, nos fieis à causa de Deus, pelo medo de que possa haver neles algum algum pecado não confessado, e por isso não perdoado. Os ímpios naquele tempo certamente não participam nestes sofrimentos e provações, visto estarem muito convictos que a Babliônia tenha razões justas para destruir os santos, os quais, como os ímpios pensam que são a causa de todas as suas desgraças e tribulações. Estas diferenças devem ser bem claras para todos. Mas o ponto principal que nos interessa neste estudo é o facto da angústia deles não durar o mesmo tempo. É verdade que eles têm um início comum, porque as pragas comecerão a cair no momento quando a obra de Jesus no Lugar Santíssimo do santuário celeste estiver terminado. Isto está relatado no testemunho seguinte: “Quando Cristo cessar de interceder no santuário, será derramada a ira que, sem mistura, se ameaçara fazer cair sobre os que adoram a besta e a sua imagem, e recebem o seu sinal. (Apoc.14:9-10). “O Conflito dos Séculos, cap. O Tempo da Angústia“.
O tempo da angústia de Jacó começa igualmente naquela altura, como está demonstrado no testemunho seguinte: “A experiência de Jacó durante aquela noite de luta e angústia, representa a prova pela qual o povo de Deus deverá passar precisamente antes da segunda vinda de Cristo. O profeta Jeremias, em santa visão, olhando para este tempo, disse: ‘Ouvimos uma voz de tremor, de temor mas não de paz. Porque se têm tornado macilentos todos os rostos? Ah, porque aquele dia tão grande que não houve outro semelhante! e é tempo de angústia para Jacó: ele porém será livrado dela‘. Jer. 30:5-7. Quando Cristo cessar a Sua obra como mediador em prol do homem, este tempo de angustia centão começará“ Patriarcas e Profetas, cap. A Noite de Luta, pág. 20.
Apesar de estar claro que o tempo da grande tribulação e o tempo da angústia de Jacó terem um início comum está bem explícito que tem final diferente. O da angústia de Jacó termina antes do tempo da tribulação. Porque enquanto o tempo da grande tribu1ação se estende até que a segunda vinda de Cristo destrua os ímpios na sua glória, está o povo de Deus a ser libertado antes daquele tempo. Como temos visto mais acima, a voz de Deus liberta-os da sua angústia e opressão antes da sétima praga o grande e terrível tremor de terra e as pedras de granizo - A sua angústia e a sua luta está mudada “e os pálidos, trêmulos lábios dos que mantiveram firme a fé, proferem um brado de vitória.“ O Conflito dos Séculos, pag. 468. A partir deste tempo não haverá mais algo como a angústia de Jacó. Esta provação está realmente e definitivamente passada. Tudo o que fica para os justos é de observarem o fim dos ímpios, na reverção fantástica da situação que prevaleceu pouco antes.
O nosso estudo da ordem certa dos acontecimentos dos últomos tempos, acima referido, mostrou claramente que o fim do tempo da angústia de Jacó é antes da sétima praga na qual os sepúlcros daqueles que morreram desde 1844 serão abertos, havendo a seguir a ressureição parcial. Por esta razão, o tempo da angústia de Jacó é terminado antes que eles se levantem dos seus sepulcros, e sendo assim, näo podem tomar parte nela.
Eles, de facto, ressuscitam para “ouvir o concerto de paz que Deus deveria fazer com os que tinham guardado a sua lei. Primeiros Escritos, pág. o Livramento dos Santos, pág. 285. O concêrto de paz pronunciado imediatamente após a sua ressureição. Os seus rostos estã iluminados com a glória do Senhor, de maneira que os ímpios não podem olhar para eles. “E, quando a interminável benção foi pronunciada sobre os que haviam honrado a Deus, santificando o Seu sábado, houve uma grande aclamação de vitória sobre a besta e a sua imagem.” idem 286.
Dão eles este brado de vitória porque estgão na expectativa de ganhar a vitória ou um brado sobre algo já alcançado? A resposta é óbvia: Estes santos todos entraram nos seus sepulcros na esperança de presenciarem a batalha com a besta e a sua imagem. As suas esperanças, porém, eram em vão. Agora que se levantam das suas camas poeirentas vêm que a vitória já foi alcançada e que a besta e a sua imagem foram completamente vencidos. Quão grande é a sua alegria ao ver isto, dos seus lábios vem o brado de louvor e de vitória sobre o seu grande inimigo.
Assim, sem qualquer outra interpretação deve-se dizer que aqueles que se levantam na ressureição parcial, não podem passar pelo tempo da angústia de Jacó. Antes da sua ressureição está tudo passado e terminado. Há, porém, um outro grupo de homens que passa “do princípio ao fim“ este tempo de prova. São de facto estes que nunca morreram. Eles, e ninguem outro além deles, são os únicos que conhecem pela expceriência própria o tempo da angústia de Jacó. É por isto que eles são os cento e quarenta e quatro mil.
6. “Sem intercessor” 
A penúltima característica do nosso estudo é que eles terão permanecido “sem intercessor durante o derramamento final dos juizos de Deus“. Como na quarta temos nesta frase também uma palavra chave. E esta palavra é “durante“. Ne texto original em inglês está escrito “through“, o que significa “do princípio ao fim“.
Enquanto aqueles que se levantam do pó da terra na ressureição parcial, vivem durante algum tempo sem um intercessor, participam os centro e quarenta e quatro mil certamente, no que diz respeito ao derramamento final dos juizos de Deus, “do princípio ao fim“. Todas as sete pragas terão sido derramadas antes da sua ressureição, porque depois do tremor da terra da sétima praga que as suas sepulturas serão abertas. Sendo isto assim não podem ter vivido durante (through = do princípio ao fim) as sete pragas.
Mais uma vez são aqueles que nunca morrem e somente estes - que podem cumprir  esta especificação.
7. A terra devastada pela fome e pestilencia, o sol com poder para abrasar os homens com grandes calores,e eles próprios suportaram o sofrimento, a fome e a sede. 
A sétima e última característica contida no parágrafo sob o estude, de “O Conflito dos Séulos“, cap. O Livramento do Povo de Deus, pág. 477, exige que eles terão visto “a terra devastada pela fome e pestilência, o sol com poder a abrasar os homens com grandes calores, e eles próprios suportarem o sofrimento, a fome e a sede“.
Aqueles que na ressurreição parcial se levantam do pó da terra, vêm uma terra que foi devastada pelas sete últimas pragas. Eles, certamente, não viram o processo devastador; não viram como a terra foi reduzida duma condição de produtividade razoavel a um deserto infrutífero e desolado. Portanto, pelo facto de todas as pragas terem caido antes da sua ressureição - como já foi citado mais acima -‚ não podem de modo algum ser participantes desta característica.
Conclusão 
Fazendo um retrospecto verificamos que para cada característica está encontrada a mesma resposta, isto é‚ que somente os que vivem até ao fim dos tempos e que nunca morreram, podem pertencer aos cento e quarenta e quatro mil. Não há, realmente, outro grupo à parte deste que possa cumprir todas estas características.
Mais ainda, devemos confirmar que não ha nada de complicado ou misterioso a respeito deste assunto, ele é simples, direto e facil de compreender, e não deixa espaço algum para suposição ou interpretação errónea.
2. Demais considerações 
As características dos cento e quarenta e quatro mil, representados no primeiro capítulo, mostram claramente que só os que passam o tempo da angústia de Jacó todo, sem jamais terem morrido, podem realmente pertencer à este grupo de remidos.
Porém, mesmo assim, são apresentados frequentemente em discussões sobre o tema presente, testemunhos e versículos bíblicos que parecem exprimir a idea de que os cento e quarenta e quatro mil sejam compostos não somente pelos que nunca viram a morte, mas também por todos os que morreram, na fé da triplíce mensagem angélica.
Eis, portanto, alguns dos testemunhos e as suas interpretações  à luz da verdade bíblica.
 “Com” ou “Uma dos” 
Um dos testemunhos mais citados para apoiar o ponto de vista que os que morrem na mensagem do terceiro anjo farão parte do cento e quarento e quatro mil é o seguinte: “Deves voltar e, se fores fiel, juntamente com os 144.000 terás o privilégio de visitar todos os mundos e ver a obra das mãos de Deus” Primeiros Escritos, pág. 40.
Para compreendermos bem e interpretarmos correctamente o que este testemunho - ou qualquer outro  nos quer dizer, devemos, e isto deve ser a base de qualquer estudo bíblico, tomá-lo tal e qual como se lê, e não querer ler algo que não está escrito.
Há, por exemplo crentes que interpretam as palavras deste anjo, como se E.G. White pertencesse a esta classe especial, e que, portanto, todos os outros, que como ela na fé da triplice mensagem angélica morreram, deveriam pertencer a este mesmo grupo.
Mas é isto realmente o que o anjo diz? Ou será que esta interpretação vai além do verdadeiro sentido deste testemunho?
Se estivesse escrito, “como uma dos 144.000“, então a interpretação acima referida estaria certa. Mas,honestamente, não é isto que lemos. Há uma diferença muito grande entre o que está realmente escrito, e  que muitos lêem como se estivesse escrito.
Contudo, um olhar mais demorado ao testemunho revelará algo diferente. O anjo disse," ...tu, juntamente com os cento e quarenta e quatro mil..." Ele não disse que tu, sendo um dos cento e quarenta e quatro mil. Isto estabelece toda a diferença na compreensão correcta daquilo que o anjo disse.
Para ilustrarmos melhor o caso presente, citamos o seguinte exemplo: Duas pessoas, digamos, visitaram o Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro. Nesse museu, como sabemos, estäo coleccionadas muitas telas valiosas de pintores célebres, tanto brasileiros como estrangeiros.
Estes dois amigos foram, então, a este museu, para a admirarem e estudarem as obras de arte nele contido.
Mas como o visitaram pele primeira vez, não sabiam por onde iniciar o seu roteiro, de modo que permaneceram por alguns momentos indecisos no grande hall de entrada.
Aconteceu que nesse preciso momento um grupo de estudantes de Belas Artes, acompanhado do seu professor, como guia, entrou também para visitar este museu.
Assim como estes iniciaram o seu percurso, os dois amigos, sem hesitarem, e em virtude de ninguém se importar da sua companhia, juntaram-se a este grupo e com ele aproveitaram as explicações do professor.
Mais tarde ao relatarem a sua experiência a amigos, certamente disseram, “... e ao visitarmos este museu tivemos a sorte de que um grupo de estudantes de Belas Artes tanmbém foi, de modo que nos juntámos a ele...“.
É desnecessário dizer, que ninguém, dentre os seus amigos ouvintes, compreendeu, que eles faziam parte deste grupo. Realmente, não é difícil ver, que visitaram este museu, junto com os estudantes, sem - segundo todo o sentido da palavra - serem deles.
Tudo indica então, que há um certo lugar onde somente os cento e quarenta e quatro mil, e mais ninguem, entrarão, ou seja, no “templo“ que está no monte de Siáo, fora da “cidade”
Nos Primeiros Escritos, pág. 19, depois da descrião do passeio pela cidade, pelo campo e por uma floresta gloriosa, esta escrito que EG. White ao chegar ao “Monte de Siäo“, e vendo lá o ‘”templo“, quando lá quiz entrar, lhe foi dito que: “somente os 144.000 entram neste lugar.“
Agora se no testemunho em consideração estivesse escrito que ela, entre os cento e quarenta e quatro mil, teria o privilégio de entrar no templo que está no “Monte de Sião“, deveriamos concluir que ela, de facto, estaria entre os cento e quarenta e quatro mil, e que com ela todos os outros, que como ela morreram na fé da tríplice mensagem angélica, pertenceriam também a este grupo.
Mas o testemunho em consideração não diz de modo algum isto; antes mostra-nos que os cento e quarenta e quatro mil visitarão todos “os outros mundos“. Mas este privilégio, também todos os outros remidos terão, como está escrito em O Conflito do Séculos, pág. 498 (última página): “Todos os tesouros do universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alcançarão vôo incansavel para os mundos distantes que fremiram de tristeza ante o spectáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada“.
Certamente não é demais se dizemos que Jesus, uma vez o conflito acabado levará todos os remidos, inclusive os cento e quarenta e quatro mil, para uma grande viagem pelo Universo. Portanto, a qualquer um, em qualquer tempo da história deste mundo, o Senhor podia ter dito, e de facto disse “Deves voltar e, se fores fiel, juntamente com os 144.000 terás o privilégio de visitar todos os mundos e ver a obra das mãos de Deus.“ Estas promessas serão cumpridas, tanto para Daniel ou Abraão, como para EG. White.
Uma irmã selada
Um testemunho muito semelhante ao que acabámos de examinar, encontra-se em Mensagens Escolhidas, Vol. 2, pág. 263. “Vi que ela estava selada, e a voz de Deus ressurgiria e se ergueria sobre a terra, e estaria com os 144.000. Vi que não precisamos chorar sobre ela; ela repousará durante o tempo da angústia, e tudo que pudessemos lamentar seria nossa perda de ficar privados de sua companhia.“
Este testemunho em vez de provar, que os que morreram na terceira mensagem angélica, serão entre os cento e quarenta e quatro mil, na realidade, prova o contrário, pois está claramente escrito que, ela descansará durante o tempo da angústia, enquanto que como sabemos; os cento e quarenta e quatro mil passam todo este tempo, do princípio até ao fim.
No nosso estudo sobre a obra do selamento do último povo de Deus sobre esta terra, mostramos ponto por ponto, todas, as evidências bíblicas no que diz respeito aos dois selos de Deus. Queremos, portanto, aqui somente dizer que os cento e quarenta e quatro mil não recebem um selo diferente dos que não pertencem a este grupo. Como podemos ver naquele estudo, há dois selos; e mais ainda; cada pessoa que alguma vez entrar no reino de Deus, tem que ter ambos os selos. A única diferença entre os cento e quarenta e quatro mil e o resto des remidos é‚ que o do primeiro grupo recebem o segundo selo enquanto estão vivos, enquanto que os outros receberão esta proteção enquanto estão descansando nos sepulcros. Este é o caso da irmã aqui citada. Nesta terra ela vivia segundo toda a luz que teve oportunidade de receber; e assim tinha tanto quanto possível a plenitude do primeiro selo. Quando morreu, em virtude de ter sido durante o tempo do julgamento dos mortos, seu caso foi imediatamente levado perante a corte celestial, tendo sido aprovada. Jesus aspergiu por ela o Seu sangue sobre o trono da graça, e assim recebeu ela o segundo selo - o selo final‚ através do qual tem agora a garantia de se levantar na ressureição dos santos. Como ela morreu na fé da tríplice mensagem angélica, levantar-se-á na resurreição parcial; e assim estará com os cento e quarenta e quatro mil, apesar de não ser deles.

Santos vivos

Em Primeiros Escritos, pag. 15, encontramos o seguinte testemunho: “Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante à muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto”
A questão a ser estudada é: Quem são os santos vivos daquele tempo? São somente os que passaram pelo tempo da angústia, ou foram eles naquele tempo, através da ressurreição parcial, juntos àqueles que nunca viram a morte?
É claro que, se eles fossem, através da ressureição juntos àqueles que nunca morreram, haveria um forte argumento de que os cento de quarenta e quatro cento mil seriam compostos tanto por aqueles que nunca morreram, como pelos os que se levantaram na ressureição parcial.
E realmente, não se pode negar que naquele tempo há uma ressureição parcial, e que, portanto, haverá crentes vivos sobre a terra, tanto dos que nunca morreram como dos que se levantaram na ressureição parcial. Isto está mostrado em Primeiros Escritos, pág. 16 e 285, e em O Conflito dos Séculos, (O Livramento do Povo de Deus) pág. 468-471.
A ordem dos acontecimentos dos últimos dias, naquele tempo, é como se segue: Há o grande terremoto da sétima praga, que abre os sepúlcros dos que morreram na fé da tríplice mensagem angélica. Estes são ressuscitados, e estão portanto vivos, quando o concerto eterno, destinado ao povo de Deus que guardou a Sua Lei, for pronunciado. Depois segue o anúncio do dia e da hora da vinda de Jesus. É neste momento que as palavras, “os santos vivos, em número de 144.000“, so aplicadas.
Temos aqui um testemunho que, aparentemente, nega tudo da Palavra de Deus, no que diz respeito a este grupo especial. Mas, as provas são tão grandes, que não podemos negligenciar-las, nem podemos admitir que a Palavra de Deus em si, seja contraditória. Portanto, devemos cavar mais fundo, a fim de encontrarmos a verdade.
Ao estudarmos este tema, verificamos que mais uma vez devemos em primeiro lugar determinar o que o texto realmente significa, quando usa uma certa palavra, e que não devemos dar à esta palavra o sentido que habitualmente lhe damos. Isto não significa que estamos deixando na escuridão, no que diz respeito à compreensão deste texto, porque o Senhor, prevendo que a Palavra está escrita para levar uma mensagem a um povo num tempo prolongado, durante o qual o significado das palavras certamente muda, sempre nos dá uma ajuda, a fim de compreendermos o que quer dizer quando nas Escrituras usa uma certa palavra.
Quando lemos as palavras “santos vivos“, pensamos que elas indicam para qualquer um que foi um santo e que está vivo naquele tempo. Interpretando desta maneira, estariamos forçados a concluir que os santos vivos, no tempo em que a voz de Deus anunciar o dia e a hora da vinda de Jesus, seriam tanto dos que morreram na fé da tríplice mensagem angélica, que pouco antes foram ressuscitados para a vida, como dos que nunca morreram.
Mas foi este o pensamento que o autor quiz transmitir, quando estas palavras foram escritas? A resposta é: Não. A continuação do estudo mostra claramente que somente os que nunca morreram são considerados “os santos vivos“, enquanto que os outros são considerados “os santos ressuscitados“. Lemos em Primeiros Escritos, pág. 287: “Então os santos vivos e os ressuscitados erguem suas vozes em uma aclamação de vitória, longa e arrebatadora“. Lemos também em O Conflito dos Séculos, (O Livramento do Povo de Deus) pág. 473: “E os vivos justos e os santos ressuscitados unem as vozes em prolongada e jubilosa aclamação de vitória.
Em ambos os testemunhos uma distinção clara é feita entre os santos vivos, e os ressuscitados. Os vivos, obviamente, são os que nunca morreram; enquanto que os ressuscitados, segundo o sentido literal, são os que morreram e que foram ressuscitados. Portano, se está escrito, “os santos vivos, em número de 144.000”, refere-se não aos que estavam vivos sobre a terra, depois de terem ressuscitado cda morte, mas aos que nunca morrerarn. Qualquer outra interpretação seria portanto, contraria à Palavra de Deus.

O Anjo de Selamento

Em Apocalipse 7, está escrito dum anjo de selamento. Lemos Apoc. 7:2-4: “E vi outro anjo subir da banda do sol  nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar, dizendo: Näo danifiqueis a terra, nem o mar, nem os arvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.”
Conforme temos visto no estudo sobre a obra do selamento, temos aqui um assunto que por muito tempo tem sido seriamente mal compreendido. Em verdade, não foi por completo mal compreendido, mas antes duma maneira tão limitada, que fomos levados a aceitar conceitos errados a este respeito.
A compreensão, por exemplo, que o Sábado seja o selo de Deus, é verdade; mas por a verdade disto ter sido vista duma maneira tão limitada, chegou-se à conclusão que o sétimo dia, como o dia indicado por Deus, seja em si próprio o selo de Deus. Mas isto, como sabemos, não é assim. O Sábado é o símbolo da presença viva do poder creativo de Deus, e o verdadeiro Sábado está somente onde este poder existe. A presença deste mesmo poder na vida do crente, é o selo contra o poder do pecado, conforme está mostrado no estudo sobre a obra do selamento. É então neste sentido que o Sábado é o selo. Sem a presença viva deste poder, o Sábado não é o selo de Deus, mas sim uma forma exterior, sem vida e sem valor.
É devido a este conceito limitado que muitos concluirarn que o selamento dos cento e quarenta e quatro mil se tenha iniciado com o guardar do Sábado, pouco depois do grande desapontamento, em 1844. Mas manter esta posição, seria revelar uma falta na compreensão da natureza dos dois selos.
O que realmente aconteceu, quando a verdade do Sábado se tornou conhecida ao povo de Deus, foi que a obra de selamento em si tomou um passo decisivo. Eles já tinham o selo, do qual o Sábado é o símbolo, porque tinham o poder vivo de Deus em suas vidas. De outro modo nunca podiam ter suportado o terrivel teste do grande desapontamento. Agora, como conheciam o Sábado, simplesmente juntaram o símbolo do selo ao selo, que em realidade já tinham.
E mais do que isto, mais uma vez viviam num grande dia de oportunidade, para término rápido da obra. Foi neste tempo, que o anjo de selamento pôde progredir com a sua obra e avançar rapidamente até ao cumprimento final da obra. Qual foi o objective desta obra? Foi para preparar um povo que, enquanto vivo, pudesse receber não somente a plenitude do primeiro selo, mas também do segundo.
Os pioneiros do Advento, nos anos pouco depois de 1844, tiveram a oportunidade de serem este povo. Mas, como es cristãos nos dias de Paulo, não chegaram à plenitude completa, de modo que tiveram de entrar em seus sepulcros poeirentos, deixando assim a uma outra geração esta obra que podiam ter realizado.
Por esta razão, o anjo de selamento teve de clamar aos quatro anjos, para que continuassem segurando os quatro ventos, até que esta obra de selamento seja cumprida, e que os cento e quarenta e quatro mil santos vivos, em seguida do primeiro recebam o segundo selo. Portanto, o Senhor ainda não ajuntou os cento e quarenta e quatro mil; os quatro ventos ainda estão sendo retidos e continuarão retidos até ao tempo em que haver um povo que cumpre todos os preceitos de Deus, que não desista a não ser que chegue à medida completa em Jesus Cristo.
Lembrem-se, que ninguém de nós pode receber o segundo selo - o selo final -, antes de ter passado com sucesso o grande teste final, que virá no fim da provação humana. Este teste está ainda no futuro, e não há ninguém excepto Enoque e Elias, que tinham uma obra especial a ser feita em seu favor, a fim de poderem ser o tipo necessário para o povo dos últimos dias, que receberam o segundo selo enquanto estávam vivos. Em brêve haverá um grupo de crentes que terá este segundo selo enquanto estão vivos - e então estarão selados os cento e quarenta e quatro mil, e não antes, nem haverá outro grupo.
Actualmente estamos vivendo neste tempo, em que o Senhor está selando este grupo. Os quatro ventos estão sendo retidos até que tudo esteja cumprido. Não deixemos, portanto, passar o tempo, sem a devida preparação, a fim de que alcancemos a medida completa de homem e mulher em Cristo Jesus, e que o Senhor possa terminar a obra, levando todos nós para o seu Reino eterno.
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