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segunda-feira, 12 de junho de 2017

 


 

CRIAÇÃO OU EVOLUÇÃO?

por A. T. Jones.

 Em 21 de fevereiro de 1899.

Sermão das três mensagens angélicas sobre a justificação pela fé na palavra criadora de Deus estando em nós, e operando por e mediante nós, como Deus conosco.

Esta tarde falarei sobre o tema da evolução. Desejo que prestem bastante atenção e descubram por si mesmos se são ou não evolucionistas. Em primeiro lugar, lerei o que é a evolução; então, ao prosseguirmos adi­ante, poderão ver se são ou não evolucionistas. Essas declarações são todas copiadas de um tratado sobre evolução, escrito por um dos principais evolucionistas; portanto, são todas corretas na medida em que trazem defini­ções do tema:

"Evolução é a teoria que representa o curso do mundo como uma transição gradual do indeterminado para o determinado, do uniforme para o variado, e que presume que a causa desses processos é imanente no pró­prio mundo que deve assim ser transformado.

    "A evolução desse modo é quase sinónima de progresso. É uma transição do inferior para o superior, do pior para o melhor. Assim o progresso aponta a um crescente valor em existência, como julgado por nossos senti­dos".

    Agora, observem os pontos em particular nessas três sentenças: a evolução representa o curso do mundo como uma transição gradual do inferior para o superior, do pior para o melhor; e presume que este processo é imanente no próprio mundo para assim ser transformado. Isso equivale a dizer que uma coisa melhora por si mesma; e o que a leva a ficar melhor é ela própria. E este progresso assinala "um crescente valor em existência, segundo julgado por nossos sentidos". Isso equivale a dizer que vocês saberão que é melhor, porque sentem-se melhor. Vocês sabem que tem havido progresso porque o sentem. Vossos sentidos regulam a vossa postura. O vosso conhecimento de vossos sentidos regulam o vosso progresso do pior para o melhor.

    Agora, nessa questão de progresso do pior para o melhor, têm os vossos sentidos algo a ver com isso? Se têm, o que são vocês? Todos aqui esta tarde que medem o vosso progresso, o valor de vossa experiência, por vossos senti­dos, é um evolucionista. Não importa que tenham sido adventistas do sétimo dia por quarenta anos, serão evo­lucionistas do mesmo jeito. E todo o vosso cristianismo, toda a vossa religião, é uma mera profissão sem o fato, sim­plesmente uma forma destituída de poder.

    Agora leio o que é a evolução de outra maneira, de modo a que possam perceber que é infidelidade. Daí, se alguém se descobrir um evolucionista, sabe imediatamente que é um infiel: "A hipótese da evolução visa a responder um número de perguntas com respeito ao começo, ou gênesis, das coisas". "Ajuda a restaurar o antigo sentimento para com a natureza como seu pai e a fonte de nossa vida".

    Um dos ramos desse tipo de ciência, que mais concorreu para o estabelecimento da doutrina da evolução, é a nova ciência da geologia, que tem instituído a noção de vastos e inimagináveis períodos de tempo na história remota de nosso globo. Esses vastos e inimagináveis períodos, como outro dos principais autores desse assunto declara - "é a base indispensável para entender a origem do homem" no processo da evolução. Assim, o progresso obtido deu-se ao longo de eras incontáveis. Contudo, esse progresso não tem sido estável e direto desde o início até sua condição presente. Tem atravessado muitos altos e baixos. Tem ocorrido muitas ocasiões de grande beleza e simetria; mas daí teria ocorrido um cataclisma ou uma erupção e tudo se despedaçou, por assim dizer. Nova­mente o processo teria se iniciado a partir dessa condição de coisas e se edificado mais uma vez. Muitas, muitas vezes esse processo tem-se repetido, e é esse o processo de evolução - a transição do inferior para o superior, do pior para o melhor.

    Agora, qual tem sido o processo o vosso progresso do pior para o melhor? Tem sido através de "muitos altos e baixos"? O vosso empenho por obter o poder para praticar o bem - as boas obras que são de Deus - tem sido mediante um longo processo de altos e baixos desde o tempo da vossa primeira profissão de cristianismo até agora? Tem às vezes parecido que aparentemente vocês fizeram grande progresso, que vocês estão se saindo bem, e que tudo estava bem e agradável; e então, sem aviso prévio, ocorreu um cataclisma, ou uma erupção, e tudo se perdeu? Não obstante, a despeito de todos os altos e baixos, vocês se lançam num novo esforço: e assim, ao longo desse pro­cesso de longo prazo, vocês chegam aonde estão hoje, e ao "olharem para trás" considerando tudo, podem assinalar algum progresso, e pensam, julgando por vossos sentidos - é essa a nossa experiência? É esse o modo pelo qual temos feito pro­gresso?

    Por outras palavras, são vocês evolucionistas? Não fujam do tema; confessem a verdade honestamente, pois dese­jovos tirar do evolucionismo esta tarde. Há um modo de sair disso, e todos quantos vieram a este recinto como evolucionistas podem sair como cristãos. Assim, se quando estou descrevendo um evolucionista tão claramente vocês  assim se vêem, apenas o dizem, admitem que se trata de vocês mesmos, e então seguem os passos que Deus vos dará e que vos fará sair dessa condição. Mas digo-vos claramente que, se o que eu descrevi tem sido a vossa experiência, se tem sido o tipo de progresso que vocês conseguiram na vossa vida cristã, então vocês são evolucionistas, quer admitam ou não. O melhor, contudo, é admiti-lo, daí abandoná-lo, e serem um cristão.

    Outra fase: "A evolução, em essência, considera a matéria como eterna". E ao "presumi-lo, a noção de criação é eliminada daquelas regiões da existência a que se aplica". Agora, se considerarem a vocês mesmo em busca do princípio que assegure que o progresso que deve ser alcançado por vocês caso desejem alcançar o reino de Deus; se supõem que isto é imanente em si próprio e que se pudessem conseguir que operasse devidamente e  controlasse apropriadamente ao serem desse modo postos em ação, resultaria bem. Se estiverem esperando isso, observando e assi­nalando os vossos progressos, vocês são evolucionistas. Pois leio mais o que é a evolução: "Está claro que a doutrina da evolução é diretamente antagônica ao da criação. . . . A idéia de evolução, como aplicada à formação do mun­do como um todo, opõe-se ao de uma volição criativa direta".

    Isto é, a evolução, como definida por aqueles que a fazem--que o mundo veio à existência por si próprio, bem como tudo quanto a ele se aplica, e que o princípio que o trouxe à condição em que está é imanente em si mesmo, e é adequado para produzir tudo isso. Assim sendo, na natureza das coisas a "evolução é diretamente an­tagônica à criação".

    Agora, quanto ao mundo e tudo quanto nele há, vocês não crêem que tudo veio por si só. Vocês sabem que não são estritamente  evolucionistas porque crêem que Deus criou todas as coisas. Cada um que aqui está esta tarde diria que crê que Deus criou todas as coisas--o mundo e tudo quanto nele há. A evolução não admite isso; não tem lugar para a criação.

    Há, contudo, outra fase da evolução que supostamente não é de modo algum antagónica à criação. Aque­les que fizeram esta evolução que eu li para vocês não intencionavam ser nada menos do que infiéis - homens sem fé - porque um infiel simplesmente é um homem sem fé. Conquanto uma pessoa tenha a pretensão de possuir fé, quando na realidade não a tem, será um infiel. Logicamente, a palavra "infiel" é mais estritamente limitada do que hoje em dia. Os homens que fizeram esta evolução que eu li eram desse tipo de homens, mas quando espalha­ram esse tipo de doutrina, houve um grande número de pessoas que professavam ser cristãs, que professavam ser pessoas de fé, que professavam crer na Palavra de Deus, que ensinam a criação. Estes homens, não conhecendo a Palavra de Deus por si mesmos, não sabendo que se trata da Palavra de Deus, mas tendo fé apenas como uma mera forma destituída de poder - esses homens, digo, estando enfeitiçados com esse novo fato que se desenvolveu e desejando ser populares pela adoção dessa nova ciência, e realmente não desejando pôr de lado inteiramente a Palavra de Deus e os caminhos da fé, não estavam prontos para declarar que podiam virar-se sem Deus, sem a criação em algum lugar, e assim formaram um tipo de evolução com o Criador nela. Essa fase é chamada de evo­lução teísta; ou seja, Deus iniciou a coisa, quando quer que haja sido, mas desde então tudo tem-se desenrolado por si só. Ele a iniciou e após isso a matéria foi capaz de realizar tudo quanto foi feito por si mesma. Isso, todavi­a, é apenas um arranjo mal-disfarçado para salvar as aparências, e é claramente declarado pelos verdadeiros evo­lucionistas como tratando-se de uma "fase de transição da hipótese criacionista para a evolucionista". É tão-só evolução, porque não há meio termo entre criação e evolução.

    Seja vocês alguém desse tipo ou não, há muitos desses mesmo entre os adventistas do sétimo dia, - não tantos quanto costumava haver, graças a Deus! - que crêem que precisamos ter a Deus perdoando os nossos peca­dos para assim iniciar-nos no caminho direito, mas após isso temos que operar nossa própria salvação com temor e tremor. Eles de fato temem e tremem, o tempo todo, mas não operam nenhuma salvação, porque não têm a Deus constantemente operando neles, "tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade". Fil. 2:12, 13.

    Agora em Hebreus 11:3 está registrado que é mediante a fé que entendemos que os mundos foram for­mados "pela Palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem". A Terra que temos não foi feita de rochas; homens não foram feitos de macacos, e os "elos perdidos" não surgiram dos batrá­quios, e estes não procederam de protoplasmas de épocas remotas. Não! "Foi o universo formado pela Palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem".

    Agora, por que se dá que as coisas que são vistas não foram feitas de coisas que aparecem? Simplesmen­te porque as coisas de que estas são feitas não apareciam. E a razão por que essas coisas não apareciam é que absolutamente não eram. Não existiam. Os mundos foram formados pela Palavra de Deus, e a Palavra de Deus é dessa qualidade, tem essa propriedade acompanhante de que quando a palavra é pronunciada, não somente faz com que as coisas sejam, mas produz o material de que a coisa é feita e de que consiste.

    Vocês conhecem também o outro texto, segundo o qual "os céus por Sua palavra se fizeram, e pelo sopro de Sua boca o exército deles . . . pois Ele falou, e tudo se fez". Sal. 33:6-9. Em vista disso, faço-lhes uma per­gunta: Quanto tempo, desde que Ele falou, passou-se até as coisas virem a existir? [Voz: "Tempo algum"]. Nem uma semana? Não. Nem seis longos períodos de tempo? Não. A evolução, mesmo a que reconhece um Criador, sustenta que eras incontáveis e indefinidas, ou "seis longos e indefinidos períodos de tempo" se passaram na for­mação das coisas que se vêem, após Ele ter falado. Mas isso é evolução, não criação. A evolução é mediante lon­gos processos. A criação é mediante a palavra falada.

    Quando Deus, ao pronunciar a palavra, tinha criado o universo, disse para este mundo: "Haja luz". Mas quanto tempo se passou entre as palavras "haja luz", e a ocasião em que luz se fez? Quero que entenda bem esta questão a fim de que possa descobrir se é um evolucionista ou um criacionista. Permita-me repetir a pergunta: "Não teria havido seis longos períodos de tempo entre o tempo em que a palavra foi proferida e o cumprimento do fato? Vocês dirão, Não. Não foi uma semana? Não. Nem um dia? Não. Nem uma hora? Não. Nem um minuto? Não. Nem mesmo um segundo? Não, realmente não. Não houve um segundo entre o tempo em que Deus decla­rou: "Haja luz", e a existência da luz. [Voz: "Tão logo a palavra foi proferida, houve luz"]. Sim, foi assim que se deu. Eu detalho isso tão minuciosamente para que fique bem firmado em suas mentes, temendo que o percam de vista quando eu indagar-lhes algo posteriormente. Agora está estabelecido que quando Deus disse "Haja luz", não houve um segundo de tempo entre isso e o resplendor da luz? [Voz: "Sim".] Tudo bem. Então o homem que ad­mite que qualquer tempo haja passado entre a pronunciação de Deus e o aparecimento da coisa é um evolucionis­ta. Se pensa em termos de eras infindáveis sobre eras, está sendo mais evolucionista do que aquele que julga ter levado um dia; é a mesma coisa, em maior escala até.

    A seguir, Deus declarou: "Haja firmamento". E o que se deu? Assim foi. Então, desde o tempo em que Deus falou, "haja firmamento. . . e separação entre águas e águas", quanto tempo decorreu até que o firmamento ali se produzisse? Ocorreu isso instantaneamente? Sim. Então o homem que mantém que houve um período inde­finido e muito longo entre a pronunciação da palavra e a existência do fato - o que é ele? Um evolucionista. Se ele permite que houvesse um dia ou uma hora ou um minuto entre o proferir a palavra e a existência da coisa em si, esse homem não reconhece a criação.

    Quando o Senhor declarou: "Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca", também quando declarou, "A terra, pois produza relva, ervas que dêem semente, e árvores frutíferas que dêem fruto . . . E assim se fez". Então Deus estabeleceu duas grandes luzes nos céus e também fez as estrelas, e quando Ele pronunciou a palavra "assim se fez". Ele declarou: "Povoem-se as águas de enxames de seres viven­tes; e voem as aves sobre a Terra, sob o firmamento dos céus", e assim se deu. Quando Deus declarou: "Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie", tal se deu. Quando Ele falou, sempre assim foi. Isso é criação.

    Pode-se ver, pois, que é perfeitamente lógico e suficientemente razoável também para o evolucionista pôr de lado a Palavra de Deus e nela não depositar fé, pois a própria evolução é antagônica à criação. Quando a evo­lução é antagonística à criação e a criação é mediante a Palavra de Deus, então a evolução é antagonística à Pala­vra de Deus. Logicamente o evolucionista não tinha qualquer lugar para essa Palavra, nem para os meio - evoluci­onistas - aqueles que mesclam a criação e a Palavra de Deus para começar as coisas. Leva um tão longo tempo, eras tão indeterminadas e indefinidas para a evolução realizar seja o que for que termina por eliminar a criação.

    O evolucionista genuíno reconhece que a criação deve ser imediata, mas ele não crê em ação imediata, e, portanto, não crê na criação. Não se esqueçam que a criação é imediata, do contrário não é criação, mas evolu­ção. Remontando novamente ao início da criação, quando Deus fala, há em Sua palavra energia criativa para pro­duzir a coisa que essa palavra pronuncia. Isso é criação, e essa Palavra de Deus é a mesma ontem, hoje e para sempre; ela vive e perdura para sempre; tem em si vida eterna. A Palavra de Deus é uma coisa viva. A vida que há nela é a vida de Deus - vida eterna. Portanto, é a Palavra de vida eterna, como declarou o Senhor Jesus, e na natureza das coisas ela perdura para sempre. Eternamente é a Palavra de Deus; para sempre tem energia criativa em si.

    Assim, quando Jesus aqui esteve, Ele declarou: "As palavras que vos digo são espírito e vida". As pala­vras que Jesus falou eram as palavras de Deus. Elas estão imbuídas com a vida de Deus. Elas são vida eterna, e permanecem para sempre, e nelas existe energia criativa para produzir a coisa falada.

    Isso é ilustrado por muitos incidentes na vida de Cristo, como narrada no Novo Testamento. Não preciso citá-los todos, mas referir-me-ei a um ou dois, de modo que possam assimilar este princípio. Lembram-se que após o sermão da montanha, Jesus desceu, e foi ao Seu encontro um centurião dizendo: "Não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado". Jesus volveu-Se àqueles que estavam ao redor e disse: "Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta".

    Israel possuía a Bíblia, conhecia a Palavra de Deus. Gabavam-se os judeus de serem o povo do Livro, o povo de Deus. Eles a liam; pregavam em suas sinagogas: "Minha palavra . . . cumprirá o que Me apraz". Dizi­am, quando liam essa palavra: Tudo bem, a coisa deve ser feita. Vemos a necessidade dela e a cumpriremos tal como diz. E então realizavam o seu melhor para cumpri-la. Levou bastante tempo, tanto tempo de fato, que ja­mais a cumpriram. O verdadeiro cumprimento da Palavra por eles estava tão distante que o maior dentre eles foi levado a exclamar: "Se somente uma pessoa pudesse por um dia apenas guardar toda a lei e não quebrantá-la em um único ponto, sim, se somente uma pessoa pudesse observar esse ponto da lei que afeta a devida observância do sábado - então as angústias de Israel findariam, e o Messias finalmente viria". Desse modo, conquanto começas­sem a realizar o que a Palavra declarava, requereu-lhes tanto tempo que nunca o alcançaram. O que eram eles?

    Havia a Palavra de Deus que dizia: "Ela cumprirá o que Me apraz". Foi falado assim do poder criador. E conquanto professassem reconhecer a energia criativa da Palavra de Deus, contudo em suas próprias vidas dei­xaram tudo isso fora, e declararam: "Nós o faremos". Olhavam para si próprios em busca do processo que os tra­ria ao ponto em que aquela Palavra e eles concordariam. O que eram eles? Temem dizê-lo com medo de terem estado lá vocês próprios? Não temam dizer que eles eram evolucionistas, pois era o que realmente os caracterizava, e é isso o que muitos de vocês são. O curso deles era antagónico à criação; não havia criação a respeito deles. Eles não foram feitos novas criaturas; nenhuma nova vida foi formada em seu interior; a coisa não foi realizada pelo poder de Deus; tudo procedia deles mesmos; e tão distanciados estavam de crer na criação que rejeitaram o Criador e crucificaram-No fora do mundo. É isso o que a evolução sempre faz, pois não se esqueçam que a "evolução é di­retamente antagônica à criação".

    Agora, aquelas eram as pessoas sobre as quais Jesus olhava quando fez essa declaração a respeito de fé em Israel. Ali estava um homem que era romano, que havia crescido entre os judeus. Aquele centurião havia es­tado por perto de onde Jesus estava, e viu-O falando, ouviu Suas palavras e tinha visto o efeito delas, até ele pró­prio declarar: Seja o que for que esse homem fale, assim é; quando Ele diz uma coisa, é cumprida. Agora, eu vou tirar vantagem disso. E assim ele dirigiu-se a Jesus e disse o que estava escrito. Jesus sabia perfeitamente bem que o homem tinha sua mente sobre o poder de Sua palavra para fazer aquela coisa, e Ele reagiu: Muito bem, irei e curarei o teu servo. Oh, não, meu senhor, não precisas ir até lá. Como vêem, aquele homem estava fazendo um teste para ver se havia ou não algum poder na Palavra. Portanto, ele disse: "apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado". Jesus respondeu-lhe: "Vai-te e seja feito conforme a tua fé. E naquela mesma hora o ser­vo foi curado". Quando aquela palavra foi proferida, quanto tempo levou até que "foi feito conforme a [sua] fé" e o jovem viu-se curado? Vinte anos? Não. Precisou ele enfrentar muitos altos e baixos antes que fosse  de  fato curado? Não, absolutamente! Quando foi proferida, a Palavra realizou a coisa dita, e a cumpriu de imediato.

    Outro dia Jesus estava caminhando e um leproso a certa distância dEle viu-O e reconheceu-O. Ele tam­bém havia se apropriado da bendita verdade da energia criativa da Palavra de Deus e declarou a Jesus: "Se quise­res, podes purificar-me". Jesus deteve-se e disse: "Quero, fica limpo!" No mesmo instante a lepra desapareceu, e ficou limpo". Marcos 1:41,42. Não nos é permitido colocar um instante de tempo entre o falar da Palavra e dar cumprimento ao fato: "No mesmo instante" o leproso foi purificado.

    Podem, então, ver que a Palavra de Deus no princípio da criação tinha em si a energia criativa para pro­duzir aquilo que era proferido. Podem também ver que quando Jesus veio ao mundo para revelar aos homens o caminho da vida, para salvá-los dos seus pecados, Ele demonstrou, vez após vez, aqui e ali e por toda parte, a todas as pessoas e por todo o tempo, que essa mesma Palavra de Deus tem a mesma energia criativa nela ainda; de modo que quando essa Palavra é proferida, a energia criativa ali está para produzir o fato.

    Agora, vocês são evolucionistas ou criacionistas? Essa Palavra fala a vocês que a leram e que professam nela crer. Vocês crêem na criação, em contraste com os outros evolucionistas; agora vocês creem na criação em con­traste consigo mesmo? Colocar-se-iam vocês nessa plataforma hoje onde nada permitirá que interfira entre vocês e a energia criativa desse mundo - nenhum período de tempo em absoluto?

    Jesus disse a certa pessoa: "estão perdoados os teus pecados". Não houve extensão de tempo alguma en­tre a palavra "perdoados" e o fato. A mesma palavra, "estão perdoados os teus pecados" é-nos pronunciada hoje. Porque deixam passar um tempo entre essa Palavra, pronunciada para vocês, e o cumprimento do fato? Vocês disseram há pouco que qualquer um que permita um minuto, ou que seja um segundo, passar entre a pronunciação da Pala­vra de Deus e a produção do fato é um evolucionista. Muito bem; assim é. Apeguem-se a isso. Agora, eu per­gunto-vos: Porque será que quando Ele lhe pronuncia perdão, vocês permitem que dias inteiros se passem antes que o perdão o alcance, antes que vos seja verdadeiro? Vocês disseram que o outro homem é um evolucionista. O que são vo­cês? Eu quero saber. Vocês irão deixar de serem evolucionistas e tornarem-se criacionistas?

    Este dia será de especial importância para muitos aqui, porque é uma ocasião quando muitos decidirão esta questão de um modo ou de outro. Se vocês deixarem este recinto como evolucionistas, correrão perigo. É para vocês uma questão de vida ou morte exatamente agora. Vocês declararam que evolução é infidelidade e assim se dá; portanto, se vocês sairem deste recinto como evolucionistas, que postura terão? Qual é a vossas escolha? E se você sairem daqui sem o perdão dos pecados, serão evolucionistas, porque permitem que decorra um tempo entre a pronuncia­ção da palavra e o cumprimento do fato.

    Do que eu li, vocês vêem que quem quer que permita a passagem de tempo entre a palavra pronunciada e o fato realizado é um evolucionista. A Palavra de Deus para vocês é - Homem, "estão perdoados os teus pecados"; Mulher, "estão perdoados os teus pecados". [Pastor Corliss: "Não diz, "Os teus pecados serão perdoados?"] Não, senhor. "estão perdoados os teus pecados" - tempo presente, com uma ênfase. "Estão perdoados os teus pecados". Eu sou grato a Deus que isso assim é, porque a energia criativa está naquela palavra "perdoados" para remover todo o pecado e tornar o homem uma nova criatura. Eu creio na criação. Vocês crêem? Vocês crêem na energia criativa que está na palavra "perdoados" pronunciada para vocês? Ou vocês são evolucionistas que alegam: eu não posso ver como isso pode ocorrer, porque eu sou tão mau. Tenho tentado fazer o certo, mas cometo minhas falhas. Tenho enfrentado muitos altos e baixos e estado no nível baixo por muito mais tempo do que no nível alto. Se as coisas são como dizem, vocês são evolucionistas, pois isso é evolução.

    Muitas pessoas têm ansiado intensamente por um coração puro. Dizem: "Creio no perdão do pecado e tudo o mais e aceitaria tudo, se tivesse certeza de poder manter isso, mas há tanta malignidade em meu coração e tantas coisas a vencer que não tenho confiança alguma". Mas a Palavra ali permanece: "Cria em mim um coração puro". Um coração puro procede da criação e não de qualquer outro meio; e essa criação é operada pela Palavra de Deus. Pois Ele declara: "Eu vos darei um novo coração e um novo espírito porei dentro em vós". Vocês são criacionistas agora ou são evolucionistas? Sairão vocês deste recinto com um coração ímpio ou com um novo cora­ção, criado pela Palavra de Deus, que possui em si energia criativa para produzir um novo coração? Ele lhe fala sobre um novo coração. Fala a cada um exatamente dessa maneira, e se vocês permitem que um momento passe en­tre a pronunciação da palavra e o novo coração, vocês são evolucionistas. Quando permitem que qualquer tempo passe entre a palavra proferida e o cumprimento do fato em sua experiência, então vocês são evolucionistas.

    Há aqueles neste recinto que têm dito: Sim, eu o desejo. Eu irei obtê-lo. Creio que a Palavra o cumprirá, mas eles têm estendido o tempo até a próxima reunião e mais e mais, passando-se os anos, pelo que são meros evolucionistas. "Enquanto tantos estão se batendo com o mistério da fé e santidade, poderiam ter resolvido a questão por proclamar [falando ao derredor, contando a todos], "sei que Jesus Cristo é minha porção para sem­pre". O poder para produzir isto está na Palavra de Deus, e quando esta é aceite, a energia criativa ali está produ­zindo o fato declarado. Assim vocês podem resolver toda a questão do mistério da fé e santidade proclamando que sabem ser Cristo a vossa porção para sempre.

    Há um mistério em como Deus pode ser manifesto em tal carne pecaminosa como a vossa. Mas, imaginem, a questão agora não é sobre o mistério; a questão é - existe algo tal como criação? Existe algo tal como um Criador, que pode criar em vocês um coração puro? Ou é toda essa coisa simplesmente evolução? Exatamente agora, entre os adventistas do sétimo dia, a questão desde este dia até o fim do mundo deve ser, cremos no Criador? E quan­do cremos no Criador, como é que Ele cria? Logicamente dirão, é pela Palavra de Deus. Muito bem. Agora, Ele cria coisas para vocês por Sua Palavra? São vocês criacionistas para os outros evolucionistas ou então  são evolucio­nistas para os outros criacionistas? Como é isso?

    Outra coisa. A Palavra declara, "fica limpo". Ele dissera antes, "Haja luz, e houve luz". Declarara ao leproso: "fica limpo", e "imediatamente" ele ficou limpo. Agora Ele lhe diz: "fica limpo", e o que se dá? Cada um de vocês - o que diz? [Vozes: "Assim é"]. Então, por misericórdia, apeguem-se a essa palavra criativa. Reco­nheçam a energia criativa na Palavra de Deus que lhes vem na Bíblia, pois essa Palavra na Bíblia é a mesma aqui para vocês hoje como de quando Ele falou no espaço sideral e trouxe luz a partir das trevas e cura para o leproso. A Palavra que lhes é falada hoje, se recebida, cria-os novos em Jesus Cristo. Essa Palavra, proferida na desolação escura e no espaço de seu coração, se recebida, produz ali a luz de Deus; essa Palavra falada hoje a quem se acha afligido pela lepra do pecado, se recebida, imediatamente purifica. Permitam-lhe assim agir.

    Como serei eu limpo? Pela energia criativa dessa Palavra. "Fica limpo". Portanto, está escrito: "Vós já estais limpos pela Palavra que vos tenho falado". João 15:3. Estão vocês limpos? Serão vocês a partir deste momen­to criacionistas? Ou continuarão sendo evolucionistas?

    Veja que coisa bendita é esta. Quando lêmos a Palavra, recebemos e pensamos a respeito dela, o que representa ela para nós o tempo todo? Oh, é criação! A energia criativa está em vocês produzindo as coisas que a Palavra profere, e estarão vivendo na presença mesma do poder da criação. A criação prossegue em vosso estilo de vida. Deus está cri­ando em vocês a justiça, santidade, verdade, fidelidade - tudo quanto é bom e gracioso.

    E quando isto se dá, vossa observância do sábado representará alguma coisa, porque o sábado é um memo­rial da Criação - o sinal de que aquele que o observa conhece o Criador e está familiarizado com o processo da criação. Mas tão certamente quanto vocês são evolucionistas, a vossa observância do sábado é uma fraude.

    A menos que reconheçam a Palavra de Deus dia após dia como um energia criativa em sua vida, a sua ob­servância do sábado é uma fraude, porque o sábado é um memorial da criação. É um "sinal entre mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus", o criador de todas as coisas.

    Em Efésios, 2:8 a 10, lemos: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dEle, cria­dos em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas".

    Vocês não devem esperar obter quaisquer boas obras de vocês próprios. Têm estado tentando. O evolucionista tenta e está sempre tentando sem o conseguir realizar. Porque tentar prosseguir realizar boas obras, quando vocês sabem que falharão? Ouçam. Nunca haverá qualquer coisa boa em vocês,  de qualquer tipo, de agora até o fim do mundo, exceto se forem ali criadas pelo próprio Criador, por Sua Palavra, que tem nela energia criativa. Não se esqueçam disso. Vocês desejam fazer boas obras quando deixarem este recinto? Isso somente se realizará se forem criados em Jesus Cristo para aquelas boas obras. Parem de tentar. Olhem para o Criador e recebam a Sua palavra criativa. "Que a Palavra de Deus habite em vós ricamente", então aquelas boas obras aparecerão; vocês serão cristãos. Daí, em diante quem viva com o Criador e  está na presença da sua energia criativa, desfrutará aquela paz agradável e serena, e força genuína e progresso que caracterizam um cristão.

    Quando Ele lhe diz que somos "feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas", então reconhecemos o Criador, reconhecemos somente as boas obras que são criadas em nós, não dando nenhuma atenção a qualquer obra que não seja ali criada, porque nada há bem a não ser o que é criado pelo Senhor.

    Agora vocês são criados em Cristo Jesus. Ele assim o diz. Agradeçam-lhe que assim é. O quê! Vocês serão evolucionistas neste verso? Aqui está no tempo presente, "somos feitura dEle". Somos criados em Cristo Jesus para as boas obras. São vocês? A palavra é pronunciada. É a palavra criativa. Quanto tempo permitirá que se passe entre a Palavra de Deus e sua criação como um novo ser? Da criação, no princípio, vocês disseram que qualquer ho­mem que permite até mesmo que se passe um minuto entre a Palavra e o fato é um evolucionista. O que são vocês agora com respeito a essa Palavra de Deus, que cria homens em Cristo Jesus para as boas obras? Vocês são aqui evolucionistas? Venham, sejamos todos criacionistas.

    Não vêem vocês que desta maneira não requererão um longo e tedioso processo para serem tornados novos a fim de encontrarem o Senhor em glória? Tantas pessoas estão olhando para si próprias. Sabem que, na natureza das coi­sas devem levar tempos extraordinariamente longos para aprontarem-se a fim de encontrá-Lo. Se for realizado por evo­lução, jamais terá cumprimento. Mas quando é feito por criação, será tão certo quanto rapidamente realizado. Essa Palavra a que me referi antes é aquela que todos aqui podem tomar para si próprios. "Enquanto tantos estão especulando sobre o mistério da fé e santidade, poderiam resolver a questão proclamando ao redor [por declarar], 'Jesus Cristo é minha porção para sempre'".

    Tem notado o quanto temos sido evolucionistas? Desistiremos? Venham agora, sejamos criacionistas e superemos isso. Sejamos observadores do sábado verdadeiramente. Creiamos no Senhor. Ele fala de perdão. Ele fala de um coração limpo. Ele fala de santidade; Ele a cria. Permitam ao Senhor criá-la em vocês. Parem de serem evolucio­nistas e permitam que a Palavra criativa opere por vocês; permitam que a palavra criativa opere em vocês aquilo que a Palavra profere, e antes que deixem este recinto, Deus  pode prepará-los para que O encontrem. Verdadeiramente, nesse mesmo ato vocês O encontram. E quando O tiverem assim encontrado e realmente O encontram cada dia, não esta­rão então prontos para o encontro final? Crêem nisso? Vocês crêem que Ele fez os mundos quando falou, que luz veio mediante Sua palavra quando Ele falou, e que o leproso foi "imediatamente" purificado quando Ele falou, mas no seu próprio íntimo você julga que tempo considerável deve decorrer entre a ocasião em que a Palavra é proferida e o fato tem cumprimento. Oh, por que hão-de ser evolucionistas? Criação, criação, essa é a coisa.

    Vocês e eu temos que convidar pessoas para a ceia; temos de dizer às pessoas: "Vinde, porque tudo está pronto". Como posso dizer a alguém que todas as coisas estão agora prontas, quando eu próprio não estou pronto? É uma falsidade, para início de conversa. Minhas palavras não o alcançarão. Tratam-se de um mero som vazio. Mas, ó, quando há nesse chamado a energia criativa da Palavra que nos fez prontos, que nos purificou do pecado, que nos criou para as boas obras, que nos sustém como o sol é sustentado no percurso que Deus lhe designou - então quando saímos e dizemos para o mundo que jaz na iniqüidade, "Vinde, porque tudo está agora pronto", eles ouvirão. Eles perceberão no chamado a entonação da voz do Bom Pastor, e se alegrarão em vir a Ele em busca de energia criativa para si próprios, a fim de se fazerem novas criaturas e prepararem-se para a ceia a que têm sido chamados.

    É neste ponto que nos achamos na história humana. A marca de Deus está sendo posta sobre as pessoas. Mas, lembrem-se. Ele jamais colocará a Sua marca sobre alguém que não foi purificado de toda contaminação. Deus não colocará o Seu selo sobre algo que não seja genuíno, que não seja bom. Pedir-Lhe-iam vocês que Ele pu­sesse o Seu selo sobre justiça que é inteiramente injustiça? Vocês não teriam a ousadia de fazê-lo. Vocês sabem que Ele é por demais justo para praticar tal coisa. Então Ele deve purificar vocês de modo a que possa pôr o Seu selo sobre a Sua própria obra. Ele não pode colocar o Seu selo sobre a vossa obra. O Seu selo pertence somente a um docu­mento que Ele próprio aprovou. Permitam-Lhe escrever o Seu caráter sobre o vosso coração e então Ele poderá im­primir-lhe o Seu selo ali. Ele pode escrever o Seu selo de aprovação sobre o seu coração, somente quando a Sua palavra criativa cumpriu o Seu propósito em seu coração.

    Vocês podem ver diante de que Presença estão; podem ver em certa medida quanto tempo levaria para esgotar um tema como este. Mas, irmãos, quando paramos, paremos na presença da criação. Não sejamos mais evolucio­nistas. Não permitamos que se passe um instante entre a Palavra de Deus falada a nós e o cumprimento do fato em nós. Assim, vivendo na presença da criação, caminhando com o Criador, sustidos pelo poder criativo, inspi­rados pela energia criativa - porque, com um povo tal como esse, Deus pode mover o mundo num pequeno espaço de tempo.

    Se a princípio julgaram ser isto um assunto estranho para uma ocasião como esta hoje [tratava-se do culto de encerramento da semana de oração] vocês podem agora ver que é uma verdade estritamente presente. Há somente os dois caminhos. Não existe meio termo. Todo homem e mulher no mundo é criacionista ou evolucionista. A evolução representa infidelidade; é morte. A criação é cristianismo; é vida. Escolham a Criação, cristianismo, e Vida, para que possam viver. Sejamos criacionistas somente e criacionistas para sempre. E que o povo todo diga, Amém.

 

 

 

O ALFABETO DE DEUS

 

 

A - Advogado dos advogados (1 Jo 2:1):
Nunca perde uma causa;
B - Bombeiro dos bombeiros (1 Jo 3:8):
Apaga o fogo do pecado;
C - Construtor dos construtores (Gn 1:1), (Jo 1:3):
Construiu os céus e a terra;
D - Detetive dos detetives (Jr 17:10), (Cl 1:27):
Desvenda todos os mistérios;
E - Eletricista dos eletricistas (Ex 15:2), (Si 27:1):
Toda força está nas suas mãos;
F - Farmacêutico dos farmacêuticos (Ez 47:12):
Tem a receita certa;
G - General dos generais (Já 39:25), (Si 140:7):
Nunca perdeu uma batalha;
H - Hoteleiro dos hoteleiros (Jo 14:2,3):
Construiu um hotel na Nova Jerusalém para hospedar todos os seus filhos;
I - Instrumentista dos instrumentistas (SI 48:10):
toca todos os instrumentos;
J - Juiz dos juízes (Sl 68:5, 75:7), (Hab 3:19); Julga com equidade;
L - Lavadeiro dos lavadeiros (Sl 5 1:2), (Is 4:4):
lava com seu próprio sangue;
M - Médico dos médicos (Is 61:3), (Mt 4:23):
Cura todas as enfermidades;
N - Nutricionista dos nutricionistas (Sl 136:25), (ITm4:6)
Nutri a nossa vida espiritual;
O - Odontólogo dos odontólogos (Am 4:6):
cobre os dentes com ouro do céu;
P - Poeta dos poetas (At 17:28), (Is 4:2) (1 Tm 4:4); Criou a beleza da vida;
Q - Químico dos químicos (Rm 11:24), (Is 35:7):
Sua fórmula é perfeita;
R - Radialista dos radialistas (Gn 50:2 1):
Comunica direto com os corações;
S - Servente dos serventes (Mt 12:18):
Ninguém serviu melhor que ele;
T - Tecelão dos tecelões (Lc 23:34) Suas vestes foram disputadas entre os soldados;
U - Urbanizador dos urbanizadores (Is 4:2), (Et 2:12):
Embeleza a nossa vida;
V - Vigia dos vigias: (SI 127:1) Aquele que sempre nos guarda
(O Grande Atalaia);
X - Xeque dos xeques (1 Tm 6:15):
Governa com soberania;
Z - Zelador dos zeladores (Is 4:4):
Limpa o homem de todo pecado.

O ALFABETO DE DEUS - II

A - Amor (I Jo 4:8), Alfa (Ap. 1:8), Alegria, (Sl 43:4);
B - Bom (Jo 1O:11) Pastor; (Sl 25:8);
C - Cordeiro (Jo 1:9), Cristo (Mt 1:16), Caminho (Jo 14:6);
D - Deus Forte (Is. 9:6), Deus Filho (Lc 1:32);
E - Estrela da Manhã (Ap 22:16), Emanuel (Is. 7:14);
F - Fogo Consumidor (Hb 2:29), Filho de Deus, (Jo. 14:61);
G - Guia dos Homens (Mt 2:6);
H - Herdeiro de Deus (Gl. 4:7); Herdeiro de tudo (Hb 1:2);
I - Inspirador dos Profetas (II Tm 3:16), Imagem de Deus (II Co 4:4);
J - Jesus (Mt 1:2 1), Justo, (At 7:52),Juiz (II Tm 4:8);
L - Lírio dos Vales (Ct. 2:1), Leão da Tribo de Judá (Ap 5:5);
M - Maravilhoso (Is 9:6), Messias (Jo 1:41), Mediador (1 Tm 1:5);
N - Nazareno de Deus; (Mt 2:23);
O - Onipotente, Onipresente, Onisciente,(Sl 91:1);
P - Príncipe da Paz, Pai da Eternidade, (Is 9:6);
Q - Querido, (Ct 2:16 e Ef 1:6);
R - Raiz de Davi (Ap 22:16), Rei dos Reis (Ap 19:16);
S - Salvador, Senhor dos Senhores;(ll Pe 2:20), (1 Tm 6:15);
T - Todo Poderoso (II Co 13.3);
U - Único (Mc.12:29);
V - Vida, Verdade, Videira Verdadeira (Jo 14:6)
X - Xeque (Soberano dos Soberanos) (I Tm 6:15);
Z - Zeloso (Ex 20:5 e Dt 6:15).

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

ADVERTÊNCIA APOSTÓLICA

 

O apóstolo Paulo, em sua carta a Tito escreve: “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados. Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra.” (Tito 1:15, 16) Muitas evidências do cumprimento dos sinais dos tempos estão aumentando em nossa sociedade. Os corações e as consciências do mundo incrédulo estão cada vez mais pervertidos como foi previsto há muito tempo pelas Escrituras. As ações, sem dúvida, em conflito com os caminhos da verdade e da justiça, são motivadas pelo espírito de orgulho, egoísmo, inveja e maldade. O povo do Senhor é advertido a manter o coração e a mente puros, no meio de um mundo perverso, mantendo assim uma consciência sensível. “Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.” — Tito 3:3

Com uma mensagem de fortalecimento ao povo de Deus em um mundo hostil, o apóstolo Paulo escreve aos irmãos em Tessalónica: “Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis. E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós. Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos.” — 1 Tessalonicenses 5:11-14

Assim também aos irmãos de Corinto Paulo escreveu: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.” — 1 Coríntios 6:9-11

 

SINAIS DOS TEMPOS

 

O apóstolo Paulo, em sua carta a Timóteo, escreveu sobre os últimos sinais de nosso tempo com relação ao nível de ilegalidade e de corrupção que haveria no meio da humanidade. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos difíceis, Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade [com aparência de religiosidade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” — 2 Timóteo 3:1-5

Estamos vivendo nos últimos anos do período da colheita durante a atual Era Evangélica. Há muito tempo foi profetizado que este seria um tempo de grande agitação e violência no mundo. O povo do Senhor é, portanto, admoestado a permanecer fiel a esta soberana vocação.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

O Poder do Direito... Sermão nº22 A. T. Jones


O PODER DO DIREITO SOBRE O PODER DA FORÇA

A.T. Jones

Sermão nº 22 apresentado na reunião da Conferência Geral de 1895

 

Nossa lição esta noite começará com Efésios 1, versos 19-21. A lição é ainda o estudo do que temos em Cristo onde Ele está. Esta é a parte daquela oração para que saibamos "qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do Seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-O dentre os mortos, e fazendo-O sentar à Sua direita nos lugares celestiais", ou existência celestial, como tivemos no segundo capítulo e sexto verso. E esse mesmo pensamento é dado em Fil. 3:8-10:

"Considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor: por amor do qual, perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo, e ser achado nEle, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer e o poder da Sua ressurreição".

Essa é a mesma coisa que o Senhor deseja que saibamos, como registrado no texto, para que saibamos "qual a suprema grandeza do Seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu Ele em Cristo, ressuscitando-O dentre os mortos". Agora, diz Paulo, "para O conhecer e o poder da Sua ressurreição". Isto é, não o Seu poder somente em ressuscitar Paulo dentre os mortos após ele ter morrido e sido depositado na sepultura. Não se trata disso. Mas conhecer o poder de Sua ressurreição agora enquanto vivemos; ou seja, o poder que nos é trazido por Ele, pelo qual somos crucificados com Ele, e somos mortos com Ele e com Ele sepultados, e depois vivificados com Ele e depois ressuscitados com Ele e sentados com Ele à direita de Deus no céu. Este é o poder a que Ele Se referiu.

Leiam este texto e verão que assim é:

"Para que eu possa conhecê-Lo e o poder da Sua ressurreição e a comunhão dos Seus sofrimentos, conformando-me com Ele na Sua morte; para de algum modo alcançar a ressurreição dentre os mortos".

Ele deseja conhecer o poder da ressurreição de Cristo a fim de alcançar por Si mesmo a ressurreição dentre os mortos. O homem que nesta vida nunca conhece o poder da ressurreição de Cristo nunca a conhecerá na outra vida. Verdadeiramente, Ele será levantado dentre os mortos, mas não conhecerá o poder que O ergueu dos mortos, de modo que quem não se familiarizar com o poder da ressurreição de Cristo antes de morrer nunca conhecerá o poder da ressurreição de Cristo a partir daquela morte.

Existe a oração do Senhor para que eu pudesse conhecer qual é a suprema grandeza de Seu poder para com o homem que crê, segundo a operação de Seu grandioso poder que operou em Cristo quando Ele ressuscitou dentre os mortos e ali Se assentou. NEle conhecemos o poder que nos levanta da morte em ofensas e pecados juntamente com Ele, e nos assenta com Ele na existência celestial. Agora, Efés. 1:20,21:

"Fazendo-O sentar à Sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro".

Esse poder de Deus que nos ressuscitou em Cristo acima de todos os principados e potestades e força e domínio que existe no mundo, é o objeto de nosso estudo esta noite. Portanto, devemos estudar primeiro qual é a natureza desses principados e potestades que estão neste mundo. Antes disso, contudo, notemos uma vez mais que permanece o fato de que em Cristo temos e devemos conhecer qual é o poder que nos ergue nEle e com Ele, acima de todas os principados e potestades e força e domínio que estão neste mundo. Há uma separação da igreja e estado; há uma separação do mundo, que nos coloca no lugar onde temos a melhor proteção do que das potências deste mundo. Permanece esse fato da fé.

Agora, quanto à natureza dessas potestades, leiamos isto no segundo capítulo para melhor relacionar:

"Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência".

Há um espírito que opera neste mundo nos filhos da desobediência e esse espírito é o espírito deste príncipe da potestade do ar. O texto alemão reza, "após o príncipe que no ar reina; ou seja, após o espírito que neste tempo tem operado nos filhos da descrença".

Anteriormente, quando estávamos mortos em pecados, andávamos "segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da postestade" do mundo.

Agora, dessa palavra "príncipe" deriva a ideia de principalidade. Em formas monárquicas de governo há principados, ducados, reinos e impérios. Uma principalidade é a jurisdição, o território, ou domínio, de um príncipe; um ducado é o domínio de um duque; um reino, o domínio de um rei; um império, o domínio de um imperador. No texto, Cristo nos levantou acima de todos os principados e potestades e assim por diante, o que há neste mundo e deste mundo. Ele nos ergueu acima do domínio do espírito que age nos filhos da desobediência.

Podemos alegrar-nos, portanto, e agradecer o Senhor porque em Cristo somos erguidos acima deste príncipe e de toda a sua jurisdição e todo o seu poder. Este é o pensamento, pois em Cristo Ele nos levantou muito acima de toda principalidade e potestade e força e domínio que há neste mundo. 

Agora o sexto capítulo de Efésios, começando com o verso dez:

"Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo".

Agora, quem é aquele contra quem o cristão deve combater neste mundo? No que se refere aos principa­dos e potestades e impérios deste mundo, quem é aquele contra quem o cristão deve combater? O diabo, "para que possais ser capazes de permanecer em pé contra as ciladas do maligno".

Assim, quando qualquer governo é colocado contra qualquer cristão e interfere com ele e o persegue, está o cristão combatendo com ele? Não. Está combatendo o diabo. É sobre isso que desejamos fixar nossa mente. Devemos entender que quando governos, reinos, imperadores e governantes perseguem os cristãos, nos perse­guem, nada temos a ver com eles como tais. Não estamos guerreando contra eles. Não os estamos combatendo. Estamos combatendo contra o diabo e guerreando contra ele.

E isso sugere um testemunho que veio na primavera passada em que foi declarado que os ministros nunca deviam se esquecer de manter perante o povo em toda parte e em todo o tempo que as lutas e comoções e conten­ções e conflitos que são apresentados exteriormente neste mundo não derivam simplesmente deste mundo e das coisas que vemos, mas são apenas o resultado, a operação exterior dos poderes espirituais que estão fora de vista, que todos esses elementos do mal que estão operando e que vemos aproximando-se tão depressa são simplesmente efeitos desse poder, desse espirito, que está por detrás deles. E as instrumentalidades que vemos espalhando por toda parte a mensagem do Senhor e levando avante a sua obra, demonstra neste lado que isso é simplesmente a atuação exterior do Espírito e poder de Deus por trás deles. E é dada a palavra que nós ministros cuidemos para chamar a atenção das pessoas ao fato de que todas essas comoções e conflitos e contenções entre o certo e o errado são simplesmente o conflito entre Jesus Cristo e Satanás--que esse é o grande conflito de todas as épocas.

É-nos tão fácil fixar a mente sobre os homens e governos e poderes e pensar que estamos contendendo com eles. Não. Não temos conflito com os governos. Nada temos que fazer contra os governos, porque está escri­to que toda alma deve sujeitar-se às "autoridades superiores". Não temos que contender contra o governo. Todo cristão sempre estará em harmonia com qualquer lei correta que qualquer governo estabeleça. Assim ele nunca se indaga sobre que lei será formulada, desta ou daquela maneira, nesse respeito, desde que o governo legisle dentro de sua própria jurisdição, que lhe foi estabelecida por Deus.

Quando César sai desse quadro e avança além de sua jurisdição para o reino de Deus, então, logicamente, toda lei que cria, com ela conflituará o cristão, porque ele está certo e a outra coisa errada. O cristão não tem que mudar de atitude, mas o outro poder tem. Portanto, não devemos ter nossa mente sobre se estamos contendendo contra o governo ou não. Nada temos a ver com isso. Devemos ter nossa mente sobre o fato de que se o governo deixa de estar em harmonia com o direito e assume tal curso de acção que se conflitua connosco, não devemos então contender com ele estamos sempre contendendo contra o diabo. Não combatemos contra carne e sangue. Os governos são carne e sangue. Os homens, os tribunais, juízes, legisladores eles são carne e sangue.

Não lutamos contra carne e sangue, mas contra principados, contra potestades, contra os dirigentes das trevas espíritos malignos em lugares elevados (leitura marginal).

A margem diz, "nos lugares deste mundo, contra celestiais", que se referiria a essa jurisdição celestial em que Jesus Cristo reina. A tradução verbal deste sexto capítulo e verso doze assim reza: "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes".

São as mesmas regiões celestes aonde Deus nos ergueu com Ele, e nos estabeleceu com Ele nos lugares celestes acima de todos os principados e poderes e força e domínio que existem sobre a terra. Assim, essa versão marginal do verso é a correcta. "Forças espirituais do mal nos lugares celestes".

A versão alemã traz um texto com mais força, segundo o original grego. Assim reza: "Pois não é contra carne e sangue que temos de contender, mas com príncipe e potência; isto é, com o senhor do mundo". Este é o deus deste mundo Satanás. Assim, não temos que combater carne e sangue, mas o senhor do mundo; "Isto é, com o senhor do mundo que nas trevas deste mundo reina, com os espíritos baixos sob o céu".

Isso é forte. Isso tem poder. Vemos quem ele é, ele é o senhor deste mundo. É ele contra quem nós o que reina na escuridão deste mundo o príncipe deste mundo, que nas trevas deste mundo reina.

Agora sabemos, ou pelo menos devíamos saber, que não demorará muito até que o domínio desta terra esteja sob a regência do senhor deste mundo, que reina na escuridão e todos estarão unidos num, e visando à verdade de Deus e àqueles em quem ela é representada neste mundo. Agora desejo que todos saibam que em breve ali estaremos. Desejo que cada adventista do sétimo dia soubesse aquilo que é o facto, que estamos no ponto agora em que todos os reinos e domínios da terra estão, como tais, firmados contra a verdade de Deus. Mas se houver aqueles (não digo que há) que agora não saibam disso, será isso num tempo bem breve", na maneira em que as coisas têm-se desenrolado ultimamente e estão se desenvolvendo agora, antes que sejam forçados a reconhecê-lo.

Como mencionei aqui antes, os Estados Unidos têm mantido perante o mundo e sempre se manteve, como a própria cidadela da liberdade de direito e liberdade de consciência, e a Suíça era o único pequeno país, a única pequena república, na Europa onde esta era quase mais completa. Contudo, a Suíça e os Estados Unidos são os dois países agora sobre a terra que estão fazendo o máximo contra o remanescente e a semente da igreja que observa os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus Cristo. [ênfase do editor]. E a Inglaterra agora uniu-se activamente a essas nações. Agora, quando esses países que têm sido exemplares no mundo, dos direitos dos homens e da liberdade de consciência, colocam-se contra Deus e contra sua verdade então não é tempo de aprendermos que todo o mundo está agora sob a regência de Satanás, pronto para ser lançado contra a verdade de Deus e o poder de Jesus Cristo?

Contudo, em face disso tudo, digo que em Cristo estamos todos certos, pois nEle opera aquele poder que nos ressuscita, com Ele, dentre os mortos e que nos assenta à direita de Deus na existência celestial, muito acima de todos os poderes e força e domínio e principados que estão sobre a terra e na mão de Satanás. E exactamente agora, ao sermos forçados nesse conflito, não é bom que o Senhor Jesus venha com Sua bendita verdade brilhar perante nós e erguer-nos para onde Ele se assenta, de modo que saibamos que estamos acima de todas as coisas todo o tempo e triunfamos sobre elas?

Agora estudaremos essas coisas um pouco mais; tratamos suficientemente sobre os principados. Mas ele diz que nos ergueu bem acima de todo principado e potestade.

Essa palavra "poder"; pode examinar este termo o quanto quiser no original grego e verá que o sentido absoluto do termo é o poder de autoridade exercido no sentido de "força contra o direito". É isso o que a palavra significa. A tradução literal é autoridade. Há empregos adaptados para a palavra, é verdade, à parte do sentido absoluto. Nos usos adaptados, o carácter do poder é provado pelo relacionamento em que se apresenta. Por exemplo, se essa palavra devesse ser empregada com respeito ao poder de Cristo e a autoridade do Senhor, ela seria autoridade apropriada e legítima, logicamente, porque se trata da autoridade do Senhor. Mas quando empregada com respeito aos poderes deste mundo, em todo exemplo assume suas associações da natureza deste mundo e o espírito que aqui prevalece e então remonta ao sentido absoluto, que é a autoridade e poder da "força contra o direito".

Onde começou neste universo o pressuposto de qualquer autoridade ou poder da força contra o direito? Originou-se na rebelião de Lúcifer naquela presunção do eu, no passado remoto. Ele trouxe esse poder e o ligou sobre este mundo pelo engano quando obteve posse deste mundo. Portanto, esta palavra é apropriadamente empregada para demonstrar que quando Deus em Cristo nos ergue acima de todo principado e potestade deste mundo, está acima desse poder de força contra o direito, que é o poder de Satanás, tal como ele trouxe para este mun­do e o emprega neste mundo.

Isso simplesmente realça o pensamento que mencionamos momentos atrás, de que nosso conflito é simplesmente o conflito levado a efeito desde o início entre os dois poderes espirituais, entre os poderes legal e ilegal, entre o poder do direito contra a força, e o poder da força contra o direito. O conflito é entre esses dois poderes espirituais. Temos estado sob o poder da força contra o direito. Jesus Cristo nos trouxe o conhecimento do direito contra a força “o poder do amor”. Nós perdemos de vista o domínio do poder da força contra o direito “o poder da força”, e temos nos aliado ao poder do direito contra a força “o poder do amor”. E agora o conflito é entre esses dois poderes espirituais. Sejam quais forem os instrumentos empregados neste mundo como manifestação exterior desse poder, o conflito é sempre entre os dois poderes espirituais, Jesus Cristo e o príncipe caído.

Sigamos isto, então, um pouco mais, e vejamos onde temos a vitória e onde Ele nos tem trazido a vitória sobre esses poderes ilegais, esse poder da força contra o direito. Leiamos em Colossenses 2, começando com o verso nove:

"Porquanto nEle habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Também nEle estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. NEle também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com Ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que O ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões, e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com Ele [Cristo], perdoando todos os nossos delitos".

Vivificados com Ele. Podem ver que é a mesma história que lemos no segundo capítulo de Efésios uma noite dessas--que Ele nos vivificou e nos levantou Consigo dentre os mortos e nos fez assentar Consigo onde Se assenta. Mas agora vem a chave de como essa vitória nos veio Nele. "E, despojando os principados e as potesta­des, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando na cruz", ou, como diz a versão alemã, "triunfando sobre eles em si mesmo". Col. 2:15. A palavra "potestades" aqui é a mesma palavra no grego que expressa esse poder da força contra o direito. Não preciso recorrer à parábola que Jesus apresentou: Satanás foi aquele que originou a autoridade da força contra o direito. Pelo engano ele tornou-se cabeça deste mundo assumindo o controle daquele que era o cabeça do mundo. E tendo posto Adão sob o seu controle, tornou-se o cabeça desse domínio, o cabeça deste mundo, e o cabeça de todo principado e poder no mundo e do mundo.

Mas alguém mais forte do que ele veio ao mundo. Sabemos que é mais forte porque a batalha tem sido levada a cabo e vencida. Um segundo Adão veio, não como o primeiro Adão foi mas como o primeiro Adão tinha levado os seus descendentes a serem na época em que veio. O segundo Adão veio no contexto da degeneração da raça ao ponto em que havia chegado a partir do primeiro Adão. Esse segundo Adão veio assim e disputou o domínio deste que tinha tomado posse. O conflito foi entre esses dois sobre a terra. Foi um conflito quanto a se o espólio deveria ser dividido ou deveria ser mantido intacto nas mãos daquele que o havia tomado pela força contra o direito. Aquele que veio para este domínio rebelde provou-Se mais forte do que o que havia tomado posse e Ele o derrotou em todo ponto enquanto viveu. Então, a fim de mostrar ao universo quão completamente mais poderoso Ele é do que o outro, Jesus não somente derrotou a Satanás em cada passo enquanto estava vivo, mas após isso, entregou-Se, morto, nas mãos, ao poder desse outro que estava com a possessão. E aquele que tinha a posse tran­cou-o na fortaleza, morto, e mesmo ali Ele desfez o poder de Satanás. Assim, Cristo demonstrou que não é so­mente mais forte do que Satanás quando está vivo. Quando morto Ele foi mais forte do que Satã, e, portanto, saiu da tumba e exclamou perante o universo: "Estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno". Muito bem! Ele está vivo agora, graças ao Senhor!

Bem, então se quando morto Cristo é mais forte do que todo o poder do diabo, o que um Cristo vivo não poderá realizar, sendo Aquele que se assenta à direita de Deus hoje? Haverá terreno para nos sentirmos desani­mados? Haverá razão para temor, mesmo na presença de todos os principados e potestades e força e domínio que o diabo possa reunir sobre a terra? Não. Pois Aquele que é conosco vive agora, quando a morte era mais forte do que Satanás com todo o seu poder. Agora Jesus está vivo para sempre; nós estamos vivos com ele; e o Seu poder é posto à nossa disposição Seu poder vivo. Seu poder como morto seria suficiente, não é mesmo? Mas Ele não para aí. É o poder vivo. Alegrem-se e regozijem-se e conquistem-no.

Jesus veio ao domínio e, por fim, adentrou a própria cidadela da fortaleza e a fortaleza da cidadela desse poder ilegal, desse que mantinha o poder deste mundo de força contra o direito. Aquele que é mais forte do que ele, entrou, e tomou posse e veio, trazendo a chave, e Ele ainda a detém. Graças a Deus! Então, se esse poder ilegal pudesse levar-nos ao mesmo lugar, à prisão, está certo. Ele não nos poderá manter ali, pois nosso Amigo tem as chaves. Quando Ele deseja que saiamos, a chave é girada, a porta é escancarada, e saímos para fora. E para mostrar quão completamente Ele possuía as chaves, quando saiu trouxe as chaves e as mantém ainda e para sempre. Por essa razão está escrito:

"E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro, e concedeu dons aos homens". Efés. 4:7,8.

Ele espoliou principados e potestades; levou uma multidão de cativos deste domínio de Satã da morte quando saiu. Está escrito no capítulo vinte e sete de Mateus, versos 51-53, falando do tempo da crucifixão de Cristo:

"Tremeu a terra, fenderam-se as rochas, abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos".

As sepulturas foram abertas durante a Sua crucifixão. Quando saíram? Após Sua ressurreição. Indiscutivelmente. Quando Ele saiu, está escrito, Ele dividiu o espólio. Quando Ele saiu, levou uma multidão de cativos, e quando ascendeu ao alto, conduziu-os ao alto em Seu cortejo de cativos recuperados da terra do inimigo. Esta é a figura aqui referida, no que espoliou principados e potestades  e feito uma grande parada deles abertamente, triunfando sobre eles com isso. A palavra "triunfo" aqui refere-se ao triunfo romano. O triunfo romano era concedido ao general romano que tivesse ido a um país inimigo, combatido o inimigo, tomado espólio e cativos de lá trazen­do-os para a sua própria cidade. Se qualquer dos cidadãos romanos fossem cativos naquela terra, ele o traria de volta. E quando sua vitória fosse completada e ele tivesse retornado, o Senado lhe concederia um triunfo. Em seu triunfo ele era assentado numa grande e bela carruagem, tendo seis ou mais dos mais portentosos cavalos de uma só cor, e ele, puxado por tais animais, com todo o despojo e os cativos em cortejo, desfilaria pelas ruas de Roma por toda parte da cidade - e toda a população sairia para honrá-lo em seu triunfo.

Jesus Cristo, o conquistador em nosso benefício, veio a esta terra do inimigo, combateu nossas batalhas nós éramos prisioneiros, tomados sob o poder desse ser ilegal; nosso Amigo veio aqui, nosso General combateu nossas batalhas integralmente; Ele foi à fortaleza do inimigo e a invadiu, penetrando a cidadela. Ele trouxe as chaves. Tomou o espólio. Ele traz os cativos e os conduz em triunfo para o Alto, para sua própria cidade gloriosa. Agora, "graças sejam dadas a Deus que sempre nos leva ao triunfo" em Cristo. NEle triunfamos sobre este poder ilegal, aquele que constitui o poder da força contra o direito. E em seu triunfo sobre Satã é exibido perante o universo reunido o poder do direito contra a força.

Notemos agora: O poder do direito contra a força nunca pode empregar qualquer força. Percebem a questão? Não percebe que nisso jaz o próprio espírito que é chamado de cristãos, ou seja, o próprio Espírito de Jesus Cristo, que é a não-resistência? Poderia Cristo empregar força ao demonstrar o poder do direito contra a força? Não.

Manter o poder da força contra o direito, o poder deve ser empregado em toda oportunidade, porque essa é a única coisa que pode ser usada para vencer. Nessa causa o direito tem somente uma consideração secundária, se tem alguma.

Por outro lado, o poder do direito contra a força, está no direito, não na força. A força é o próprio direito. E aquele que toma partido pelo princípio do direito contra a força e em quem isso pode ser demonstrado nunca pode apelar a qualquer tipo de força. Ele nunca a pode empregar em defesa do poder do direito. Ele depende do poder do próprio direito para vencer, e para obter todo o poder da força que possa ser levantada contra Ele. Esse é o segredo.

Não percebem, então, que isso explica numa palavra por que é que Cristo assemelhava-se a um Cordeiro na presença daqueles poderes e dessa força que foi trazida contra Ele? Nada tinha a ver com o emprego de qualquer força opondo-se-Lhe. Quando Pedro puxou a espada e quis defendê-Lo, Ele disse: "Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão".

Quando nos damos conta disso, todas as coisas serão explicadas quanto ao que faremos aqui, ali, ou noutro lugar. Temos nos aliado ao poder do direito contra a força - o poder do amor. E Jesus Cristo morreu como um malfeitor, desprezado, cuspido, levado para lá e para cá, coroado com espinhos, com toda coisa desprezível dita contra Ele, e morreu sob isso tudo, recorrendo ao poder do direito contra a força. E esse poder do direito que O levou a morrer tem movido o mundo desde então, e deve mover o mundo em nossos dias como nunca tem sido movido antes. Tão logo Deus possa ter as pessoas que professamente se apegam ao princípio, de coração se atêm ao princípio e concentram o pensamento sobre absolutamente nada e nunca esperam apelar a nada absolutamente a não ser ao princípio absoluto do direito e da força dele, a que se aliaram e estão devotados, então vemos e o mundo verá esse poder operando como nunca antes.